Veio pelo e-mail a questão:

24/02/10

Se
1 = 5

2 = 25

3 = 325

4 = 4325

5 = ?

Diga lá. Qual o valor de 5?

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Mágica feita na avenida e estragada no JN

16/02/10

Sensacional a comissão de frente da Unidos da Tijuca. Truques feitos no meio da avenida, com platéia de todos os lados e câmeras de TV.

E, como os mágicos não podem ser felizes por muito tempo, o Jornal Nacional resolveu quebrar o encanto e explicar como o truque foi feito. Ouch!

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Múltiplos blogs

12/02/10

swissarmy01.jpg

Eu enrolei, enrolei, pedi ajuda e nunca tinha achado uma solução que fosse satisfatória para uma necessidade minha: postar em mais de um blog usando apenas um sistema de edição.

Resolvi testar o MarsEdit e ver se me adapto. E, claro, preciso postar mais. Andei deixando tudo de lado, por vários motivos. Mas as coisas vão se acertando e quem sabe eu consigo voltar às boas?

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Cartão de crédito no iPhone: O que os celulares querem, levam

11/02/10

Há uma longa lista de vítimas no caminho dos celulares. Pagers, agendas eletrônicas, palms, MP3 e depois media players, câmeras fotográficas, leitores de códigos de barras e agora os PDVs.

Entre outra centena de mudanças sociais, celulares transformaram profissionais liberais como encanadores e eletricistas em Empresas Móveis de um Homem Só. O limite do celular, por enquanto, é o tamanho da sua mão. Mas um celular poderia, com a tecnologia adequada (realidade aumentada) deixar de ficar na sua mão e se tornar um add on incorpóreo. Integrado num óculo, por exemplo, e usando realidade aumentada, a tela poderia ser de qualquer tamanho e as possibilidades ilimitadas.

Mas estamos em 2010. E mesmo hoje, essa maquininha já causa um estrago enorme. Entra em cena a Square. Em pouco tempo, os profissionais liberais dos quais falei mais atrás vão ser capazes de aceitar cartões de crédito ou débito com a adição de um genial pedaço de tecnologia, software bem bolado e uma estrutura logística e financeira bem desenhada. As possibilidades são enormes. É disrupção pura. Sai de baixo.

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Steven Seagal: Homem da Lei

31/01/10

E Steven Seagal não tem limites. Eu tive a paciência de assistir a dois episódios de Lawman, um reality show do A&E em que uma equipe acompanha Seagal trabalhando como policial em uma pequena cidade americana.

É, mais uma vez, constrangedor e funciona perfeitamente como uma comédia involuntária. Ele tenta soar zen, profundo, durão, mas tudo soa… bobo. Até porque ele posa de rei da cocada preta e nada de interessante acontece. Aí, tome o cara posando de mestre atirador e, depois, dando aula de Aiki-Do aos policiais.

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Avatar revisita Aliens, evolui suas idéias e triunfa

6/01/10

Em 1986, James Cameron dirigiu um outro épico futurista sobre o que acontece quando uma empresa privada com ajuda de militares invade um planeta hostil. O nome do filme era Aliens, o Resgate, lembra? Naquele filme, Sigourney Weaver veste um exoesqueleto e enfrenta a rainha-mãe Alien, num duelo épico. Achei curioso que esse seja só mais um dos vários deja vus que tive ao ver Avatar.

Vinte e três anos depois, mudaram James Cameron, o mundo e o cinema. Quando eu vi Avatar ontem, naquilo que batizaram de Imax do Bourbon e que deve ser o pior Imax do mundo, fiquei pensando em como encaixar esse filme na obra de Cameron.

Sim, porque o que eu tenho lido em todos os lugares parece ignorar as referências. Parece às vezes que Cameron só fez Titanic, que só gosta de efeitos especiais, sei lá. Ele é um diretor de filmes de ação incomparável e. embora use personagens rasos e arquetípicos até, traça suas jornadas de forma que conversa com o popular, mas cheia de coração e personalidade. Sua ausência deu espaço a empulhações irritantes como Michael Bay. Que é o James Cameron Bizarro.

Ok, digressão. Voltemos ao que interessa, a comparação de Aliens e Avatar. Os temas estão lá, mas claramente Cameron mudou de opinião ou resolveu explorar novos ângulos. A julgar por todos os componentes repetidos, me parece claro que Cameron estava se auto-referenciando numa forma de redefinição de suas opiniões.

Afinal, se em 1986, os humanos são vítimas de alienígenas assassinos que habitavam o planeta e os militares são canalhas porque quiseram usar os aliens como armas, o ângulo indigenista nunca passou perto da concepção do roteiro.

Mas não vamos ser inocentes. Os alienígenas de Avatar não são os da série Alien. E não haveria como transformar aquelas máquinas de matar loucas em personagens palatáveis sem fazer uma ewokização. A analogia é com os brancos versus os índios. Ganância, desprezo pelo que não é (parece) humano, assumindo o princípio de que o universo está aí para ser conquistado por quem é mais forte.

Em Avatar, parece que Cameron passou a entender a complexidade de invadir o terreno do outro e colocou isso em contexto. O que parece uma máquina selvagem e hostil pode ser um animal defendendo seu território. Agora, ao habitar os corpos de nossos conquistados, nossa perspectiva muda radicalmente ao ponto de sermos capazes de ir além do “corporativismo” racial. Importa mais fazer o que é certo, justo, ético do que simplesmente seguir cegamente sua patria, sua raça. Nada podia ser mais anti-bushista, anti-patriotismo cego do que isso. Pensar sozinho, mudar de idéia, traçar seu caminho. Adorei.

Ainda há a constante premissa humana de valorizar a inteligência. Nossos heróis não se importam com a fauna da Pandora, mas com os seres inteligentes de lá. De certa forma, poderíamos imaginar que os Aliens da série original estavam mais para animais selvagens e, por conta disso, não merecem muita consideração. Para serem valorizados os nativos precisaram ganhar inteligência. Os seres irracionais ganham importância quando são “controlados” pela internet da mãe natureza. Tudo bem, é natural que sejamos assim. Ou, pelo menos, consigamos fazer esse salto de respeitar seres inteligentes. Melhor que nada.

Nessas duas décadas que separam Aliens e Avatar, Cameron virou o diretor mais poderoso do mundo, gastou meio bilhão de dólares numa aposta arriscada e gerou um filme-evento que combina muito bem diversão escapista, espetáculo inovador e um passo à frente em sua obra pessoal. Apesar do constante desprezo da crítica, filmes de ação podem significar mais, porque ficção popular também busca uma conexão com o seu tempo. Basta olhá-los com interesse, em contexto, e os pontos de vista bons ou ruins de seus autors transparecem.

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Minha tarde com Anselmo Duarte

7/11/09

“Tudo o que eu sabia desde menino é que não queria ser operário, como minhas irmãs. Queria fazer cinema. Quando criança, construí um projetor de slides com uma lata e uma lente.
Eu mexia com cinema como hobby e nunca pretendi ser ator, porque era tímido. O que eu sempre quis foi fazer filme, ser diretor. Só me tornei ator porque achei que seria a porta de entrada.”

Anselmo Duarte (1920-2009)

Parece que foi em outra vida. Em 2000, próximo ao aniversário de Anselmo Duarte, eu consegui convencê-lo a dar uma entrevista sobre sua vida. Ele estava fazendo 80 anos e, um tanto rabugento, não estava com o menor humor para comemorar.

Duarte foi um daqueles fora de série esmagados por não se alinhar com as correntes que dominavam a cultura brasileira. Como não era amigo dos intelectuais de esquerda do cinema nacional, foi ignorado e excluído. Depois da Glória da Palma de Ouro em Cannes, ainda não repetida por outro cineasta brasileiro, nunca mais conseguiu emplacar filmes a altura de seu talento.

Nas conversas por telefone antes do encontro, já demonstrava seus ressentimentos. No dia do encontro, foi um anfitrião simpático. Passeou pela vizinhança, mostrou o belo e confortável apartamento e, como o típico homem que já não tem mais medo de nada porque já viveu de tudo, falou sem reservas. Estou procurando a fita aqui para tentar digitalizar e colocar a disposição no blog.

A entrevista com ele, publicada pela folha em Abril de 2000, está AQUI

Entrevistei pelo menos três personalidades que julgo importantes e que morreram nos últimos anos. As outras duas são o Dr. Rinaldo Delamare, autor do Livro do Bebê, e o desenhista Flavio Colin, autor de milhares de histórias em quadrinhos que embalaram a minha geração. E eu não acho essas fitas.

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A estupidez das multidões

1/11/09

Em seu livro “A Sabedoria das Multidões”, James Surowiecki explica como conectadas pelos novos meios digitais, uma multidão de leigos pode tomar decisões melhores do que certos especialistas. Eu lembro disso quando vejo a história da moça que foi ridicularizada por uma turba de imbecis numa faculdade de São Paulo. Porque essa semana, alguém que viu esse vídeo ao meu lado fez esse comentário sobre a burrice das multidões e mandou uma espécie de alusão a obsessão por “multidões” de quem trabalha com internet e mídias sociais.

Muito legal. Obrigado por exprimir uma opinião e tudo mais. É bonito ter interesse nos assuntos e coisa e tal. Mas corre-se o risco de virar-se um Andrew Keen, que escreveu um livro inteiro (O Culto do Amador) baseado no seu bico por ver que pessoas sem pedigree estavam ganhando importância e suplantando gente como ele. A Sabedoria das Multidões é um livro muito bem sacado, muito bem embasado e muita gente que não leu fala muita besteira sobre ele. Só isso.

(leia mais…)

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Os e-readers, tablets e a explosão criativa que virá

17/10/09

O mundo vai mudar de novo quando o sonhado, acalentado e-reader da Apple for anunciado no início do ano que vem.

Ô, mas o Maron tá sonhando. Nem de longe. Vários sinais indicam que o momento está muito perto de chegar. Na última quinta, a Apple mudou sutilmente uma regra em sua appstore e abriu a possibilidade de que uma app dada grátis para um cliente venda conteúdo internamente. Isso significa que agora eu posso te dar um e-reader com um contreúdo digrátis e, depois, vender mais conteúdo premium de dentro desse player. A Amazon correu para anunciar o Kindle internacional. E-readers são anunciados por todos os lados.

Quando esse negócio se concretizar, vai ser uma explosão criativa. Imagine todos os caras que fizeram fanzines que criaram histórias quadrinhos e que sempre esbarraram nas dificuldades básicas de impressão e distribuição. Eles se reinventaram em blogs e websites. Agora, vão ganhar uma plataforma linda, móvel e colorida. Uma touchscreen maior e com possibilidades interativas. Vai ser um arraso. E as empresas de mídia vão ganhar milhões de micro-concorrentes numa repetição ainda mais aguda da Cauda Longa. É uma evolução, esperada até, mas que tem capacidade disruptiva enorme.

Comece a economizar seus tostões que ano que vem será um ano excitante.

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Anos (e quilos) depois de Baywatch

9/10/09

Você simularia um afogamento para ser resgatado por essa salva-vidas?

nicole-eggert

Hum. Ok. Dois caras tiveram essa idéia com alguns anos de atraso. Deu no que deu.

Nicole Eggert is BACK IN BAYWATCH! from Nicole Eggert

É uma situação curiosa. Por um lado, Nicole Eggert, a atriz que fazia Baywatch, demonstra um bom humor incrível ao fazer piada com sua forma física atual, vários quilos mais gorda do que quando fazia a série.

Não deixa de ser cruel além da conta. Mas humor é humor. Você se sentiu ofendido(a) com a idéia?

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