Rio 2016 – Em sete anos, volto a ser carioca
3/10/09O título é uma brincadeira, óbvio. Eu sou carioca e pronto. Mas o negócio é que nessa última década, depois de morar em São Paulo, Londres e viajar muito, muito ficou difícil não olhar para minha velha cidade como um lugar provinciano e incapaz de enxergar as origens de seus enormes problemas que vão além do crime crônico que, afinal, São Paulo também tem de sobra.
Eu senti uma letargia dos cariocas diante da decadência progressiva do Rio. Um certo ar de incredulidade e de simplesmente não entender o que estava acontecendo e, por conta disso, não ser capaz de tomar atitudes. Agora, com Copa do Mundo (onde o Rio será obviamente beneficiado como uma das sedes), Olimpíadas e pré-sal, acho que o Rio tem pela frente o que pode ser uma década de reconstrução de seu orgulho como cidade. Mas também, movido a bilhões e bilhões em investimentos, a cidade se vê diante de uma opção importante: vai ou não vai? Por que, se nem com isso o Rio se encontrar de novo, o que mais levantaria essa cidade?
Ok. A pergunta acima, provocativa, é retórica. Várias outras cidades se recuperaram de períodos de decadência sem precisar de uma olimpíada. Mas poucas tiveram essa chance única de se reinventar, se replanejar com um mega evento como esses. Poucas cidades têm o prestígio para sediar uma olimpíada. A chance do Rio de Janeiro é única sim. É especial, sim. E então? Vai ou não vai?





