Rio 2016 – Em sete anos, volto a ser carioca

3/10/09

O título é uma brincadeira, óbvio. Eu sou carioca e pronto. Mas o negócio é que nessa última década, depois de morar em São Paulo, Londres e viajar muito, muito ficou difícil não olhar para minha velha cidade como um lugar provinciano e incapaz de enxergar as origens de seus enormes problemas que vão além do crime crônico que, afinal, São Paulo também tem de sobra.

Eu senti uma letargia dos cariocas diante da decadência progressiva do Rio. Um certo ar de incredulidade e de simplesmente não entender o que estava acontecendo e, por conta disso, não ser capaz de tomar atitudes. Agora, com Copa do Mundo (onde o Rio será obviamente beneficiado como uma das sedes), Olimpíadas e pré-sal, acho que o Rio tem pela frente o que pode ser uma década de reconstrução de seu orgulho como cidade. Mas também, movido a bilhões e bilhões em investimentos, a cidade se vê diante de uma opção importante: vai ou não vai? Por que, se nem com isso o Rio se encontrar de novo, o que mais levantaria essa cidade?

Ok. A pergunta acima, provocativa, é retórica. Várias outras cidades se recuperaram de períodos de decadência sem precisar de uma olimpíada. Mas poucas tiveram essa chance única de se reinventar, se replanejar com um mega evento como esses. Poucas cidades têm o prestígio para sediar uma olimpíada. A chance do Rio de Janeiro é única sim. É especial, sim. E então? Vai ou não vai?

Compre o telefone da Apple, aquele, o iPhone 3GS

27/09/09

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Legenda: O velho iPod, o Archos Av 420 (de 2003), o iPhone 3Gs, o Archos 5 (2008) e o N97

Eu sou chato com tecnologia. Como eu consigo usar meus gadgets até o limite, não costumo me conformar com certas bobagens e limitações sem sentido. Foi assim quando comprei meu Minidisc da Sony e vi que uma coisa simples como a conversão de uma entrevista era um suplício. Uma falta de respeito enorme com quem pagou pelo aparelho. O minidisc caiu no esquecimento, ainda bem.

Depois veio o iPod. Revolucionário, sim. Mas o Archos já tocava vídeos em 2002. Era aberto. Trocava bateria. Virava um DVR. Por que diabos eu ia querer um iPod mesmo? Só que o iPod tinha foco, o Archos, não. O iPod seguiu para se tornar o líder do mercado mundial e foi incorporando todas as funções do Archos. Os franceses, por sua vez, passaram a copiar tudo que eu sempre achei imbecil nos iPods: bateria que não troca, a unidade que vem sem carregador e cabos.

Corta para os telefones celulares. Sou um usuário dos aparelhos da Nokia há muito tempo. Adoro eles. Me entendo bem com a interface, com o sistema operacional e sempre os achei versáteis. Um N96 (ou N95 mesmo) com um tecladinho bluetooth te dá acesso ao mundo. Eu usei esse aparelho como um micronotebook por anos e fui feliz.

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Que lost que nada: 2 – 11- 23 – 28 – 35 – 39

10/09/09

E Derren Brown acertou os números da loteria ao vivo na TV britânica.

Alguém tem alguma teoria para explicar como ele fez isso?

Um ano depois, voltei ao trabalho

9/09/09

Eu voltei pra minha casa há pouco mais de um mês. Mas só hoje voltei ao emprego depois de 11 meses e 20 dias de licença. Se você chegou aqui agora, vale dizer que passei um ano estudando na Inglaterra, um mestrado em Media Management na University of Westminster, de Londres.

Então, voltei hoje. Logo hoje em que caiu o céu em cima de São Paulo. A cidade estava que era caos total. A primeira coisa que eu fiquei pensando foi em alguma analogia com aquela tempestade. Aquela bagunça poderia refletir meu estado de espírito? Bobagem. Eu estava sereno. Confesso que fiquei procurando essa insegurança e esse medo, como se eu tivesse que sentir isso. Mas não achei.

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Mágica: truques de câmera

9/09/09

Uma piada recorrente nos meios mágicos é como ficou ridículo o uso de truques de câmera por certos ilusionistas.

Criss Angel é um expert nessa rotina. Enquanto antes o plano sequência sem cortes era valorizado para evitar a saída fácil para o mágico, Angel transformou o excesso de cortes em uma regra. Agora, se um mágico hábil é capaz de praticamente qualquer coisa quando você está olhando pra ele sem parar, imagine o que não se torna possível se ele pode controlar o tempo e os seus olhos.

Não suporto Criss Angel. O entrevistei uma vez dois anos atrás e fiquei decepcionado tanto com as bobagens que ele falou quanto com o truque que ele fez em si: sair de dentro de um cubo de cimento e aço suspenso em uma rua lateral de Times Square, em Nova York. Muitas pessoas acham David Blaine um mágico medíocre que só brilha na TV. Em geral, concordo. Mas ao menos ele teve e visão de transformar em mania o movimento da mágica de proximidade nas ruas (close up e street magic). Angel é só um mala, marombado e cheio de pose. Mala.

Mas Angel é só parte da história. A outra tendência curiosa dos nossos tempos é a dos mágicos do You Tube. Garotos de sandálias ou sem camiseta que fazem truques via webcam. Em geral, acham que estão mandando bem quando na maioria das vezes apresentam rotinas mal ensaiadas. Os mágicos profissionais se irritam com isso, claro. Não estão necessariamente certos. Os mágicos do You Tube são só uma versão mais moderna dos moleques aprendendo mágica e mostrando pros amigos. O que o You Tube trouxe de verdade foi a mania de revelar como este ou aquele truque é feito. Nada de contexto histórico ou análise. Apenas a revelação pela revelação vazia. Pior do que qualquer Mister M.

E, por fim, há uma proliferação incrível de lojas online prometendo truques incríveis. Na maior parte das vezes, o que se recebe pelo correio está aquém do que era esperado. Decepção certa. Este vídeo endereça faz piada com todas essas tendências. Podia ser mais curtinho e ir mais direto ao ponto, mas vale uma olhada.

savitatcepxe sa etrevni nworB nerreD :acigàM

6/09/09

Derren Brown The Events Trailer from Phillis Dorris on Vimeo.

Confira o vídeo (quase) normal depois do pulo.
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Brincando de Esconde-Esconde

3/09/09

Acabei de escrever minha dissertação sobre o conceito de embutir “brincadeira” em produtos de mídia (e sobre o assunto, fiz esse blog em inglês). A palavra play, no inglês, é usada para brincar a para jogar. Aqui, a gente precisa usar os dois termos para abranger o conceito.

Aí, estava olhando para essa discussão de hoje do Proxxima (A Arte de Comunicar Brincando) e pensando em como geralmente não se vai além da superfície. Achar que criar joguinhos é o grande caminho, que é inovador e novo é algo extremamente simplista e que não leva em conta a forma como os seres humanos são seres que brincam naturalmente. Criar um jogo é, sim, uma idéia legal, mas ainda exclui público alvo. Embutir os elementos de “brincadeira” é que é o novo Graal.

Vanusa assassina o Hino Nacional

30/08/09

Mas ela não está lendo a letra?

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(clique na foto para ver, porque desativaram o “embedding”)

Incrível. Lamentável. Extraordinário.

A sensação é que ela emendou uma espécie de improviso quando sentiu que tinha se perdido completamente. Não. Pensando melhor, ela não deve nem saber onde está. Vai entender.

Tem vários momentos sensacionais. Mas eu adoro quando eles agradecem à cantora Vanusa e ela continua cantando no ao fundo.

Esse é aquele link que veio de todos os cantos no Twitter, mas eu vi primeiro no Querido Leitor.

Mágica: epic (and pathetic) fail

27/08/09

Eu não errei. Juro, eu não errei. Você é que está vendo errado. Não erreeeeeeeiiiiii!!!!

Tem mais!

Piff, the Magic Dragon

20/08/09

Esse foi um dos shows deliciosamente bizarros que eu vi num cabaré em Londres.


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