O Jornalista é Você – Parte 2

Um breve e impreciso histórico do jornalismo poderia ser mais ou menos assim:

Johannes Gütenberg imprimiu um poema em 1451, e a primeira Bíblia dois anos depois, iniciando a era da impressão. O conceito de jornal, no entanto, surgiu antes.

Em 59 antes de Cristo, já existia um informativo chamado Acta Diurna (Eventos do Dia) em Roma. Eram cartazes afixados em pontos visíveis da cidade.

Em 1502, surgiu o primeiro jornal alemão. Em 1513, o primeiro informativo em língua inglesa. Pouco menos de 100 anos depois, em 1609, surgiu o primeiro periódico, na Alemanha.

O século 18 marcou o momento em que havia componentes favoráveis para a proliferação dos jornais. Mais pessoas aprendiam a ler, os estados se unificavam e um sistema postal estava se consolidando. Isso tudo se juntou ao aperfeiçoamento dos sistemas de impressão, agora com mais de 200 anos.

O primeiro diário, nasceu em 1702, em Londres. No século 19, a classe média começou a surgir com força e os jornais crescem junto. Em 1833, o New York Sun alcança o preço de um penny (US$ 0,01, um centavo de dólar), marcando a entrada dos jornais na era do consumo de massa.

Em 1844, surge o telégrafo, e os jornais passam a ser capazes de transmitir notícias mundiais.

No século 20, os jornais encontram novos meios com os quais competir. Chegam o rádio, a TV e agora a internet. O século presencia a expansão dos meios de comunicação. As tiragens se multiplicam, o número de jornais, revistas e canais de rádio e TV aumenta a cada ano.

Graças aos satélites, jornalistas conseguem relatar fatos importantes ao vivo de virtualmente qualquer ponto do globo. A Primeira Guerra do Golfo tem seu início anunciado em uma transmissão de áudio nervosa. A Segunda Guerra, pouco mais de uma década depois, é televisada (e higienizada) com vídeo e áudio em tempo real.

No século 21, com as tecnologias atuais, os jornalistas podem ser polivalentes e relatar uma notícia de qualquer lugar em tempo real. As ferramentas digitais, portáteis e fáceis de operar, causam um aumento no número de fatos importantes que são registrados apenas por não-jornalistas. São câmeras de vídeo e celulares registrando tudo. Blogs, videologs, podcasts etc. divulgam essas informações mesmo que fora da mídia institucionalizada, ou seja, jornais, revistas, telejornais e rádiojornais.
Em 26 de dezembro de 2004, um tsunami inunda e destrói diversas localidades na Indonésia, Índia, Tailândia, entre outros, matando cerca de 285 mil pessoas. Praticamente todas as imagens (impressionantes) do evento foram registradas por não-jornalistas.
No dia 30 de dezembro de 2006, Saddam Hussein é executado em Bagdá e as imagens mais reveladoras divulgadas vêm de um celular.

Em resumo:

Em 556 anos, uma invenção saiu da garagem de um único homem, mudou o mundo e chegou na sua casa. O poder está nas suas mãos.

Vamos fazer algo a respeito disso?

(continua…)

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