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Por que eu (ainda) amo a Wired

Fale o que quiser, mas poucas revista conseguem se manter como a janela do futuro como a Wired. A revista se vendeu a bobagens como fazer capas conectadas com lançamento de filmes, coisas que eu acho que não combina com ESSE tipo de revista, sempre olhando pra frente.

Na edição de maio, eles convidaram J.J. Abrams para ser editor convidado e contribuir com idéias para uma edição cheia de mistérios, pistas e quebra-cabeças. De alguma forma é atual, talvez atual demais em vez de estar à frente. Mas poucas revistas conseguiriam fazer isso tão bem e estar tão em sintonia com seu leitorado. A Wired pode se dar esse luxo como nenhuma outra revista.

Lost S05e08: Sawyer is da man

Enquanto Galactica nos dá uma enrolada bonita, Lost não pára de se mover. É verdade que os roteiristas dão uma oscilada na velocidade das revelações e surpresas, mas para mim os episódios têm sido intensamente satisfatórios. E no fim, vamos lembrar que eles nos avisaram algum tempo atrás:

(…)make your own kind of music
sing your own special song,
make your own kind of music even if nobody
else sings along

Inimigos da razão

“Em medicina, antigo também significa algo que era feito antes de entendermos o que causava a doença”, diz Richard Dawkins falando sobre medicina ayruvédica, no documentário em duas partes Enemies of Reason.

Mais um passo dele em sua cruzada contra a ignorância. O documentário é ótimo e tem momentos sensacionais em que você ri da expressão de indignado dele diante de algum absurdo que um astrólogo, um homeopata ou simplesmente o Depak Chopra resolvem dizer.

Mais Watchmen

Peraí. Antes de tudo, veja o trailer.

Voltou? Então posso começar a falar. Obviamente, ainda falta muito, o filme não está pronto e ver cenas aos pedaços é uma armadilha. Mas o fato é que as três sequências que eu vi hoje de Watchmen me impresionaram bastante. Ao mesmo tempo, vi alguns defeitos preocupantes. Vou tentar sintetizar.

Bom, para começar, todo mundo se reuniu em um cinema no centro de Londres. Uma multidão de jornalistas provavelmente de toda a Europa que lotou um saguão enorme em que foi servido um café da manhã. Num canto, um monte de cupcakes com o indefectível smiley marcado de “sangue”.

O diretor Zack Snyder (com Dave Gibbons, o desenhista de Watchmen ao seu lado. Alan Moore, claro, ausente. Ele odeia as versões cinematográficas de seus quadrinhos) apresentou as cenas e comentou cada uma delas, encaixando no contexto. Ele começou pelo… início.

Cena 1:

O comediante está em casa vendo TV quando alguém invade o apartamento e o ataca. Segue uma cena de luta em que a dupla destrói o apartamento até o momento em que o personagem é jogado pela janela.

Funciona: Atualmente, ninguém filma cenas de luta como Snyder. Ele consegue mostrar cada golpe sem o estilo câmera tremida que alguns diretores adoram porque, afinal, “fights are messy” (“lutas são momentos bagunçados”). Com o controle perfeito do tempo de cada movimento, ele faz você segurar o fôlego e soltar na hora mais cinética do golpe. Ele desenvolveu esse estilo no histérico 300 e agora leva a um novo nível em Watchmen.

Faiô: A maquiagem é ruim. Não tem jeito. ELes querem que Jeffrey Dean Morgan pareça ter quase 60 anos e colocam uma maquiagem que não convence. Além disso, a cena de luta é longa demais. Eu não sou purista, não me incomodo com mudanças de narrativa, mas o fato é que no original, entrecortado como se fossem flashes que sugerem como foi que o Comediante morreu, ficou melhor. (atualizado: me ocorreu que umas manchas toscas que eu vi sejam marcas sobre as quais eles vão colocar a verdadeira cicatriz feiosa do Comediante. Mas mesmo assim, a maquiagem ficou falsa no geral)

O Comediante cai para a morte, sangue no chão (que é digital e, nesse preview, estava muito fake, só posso imaginar que o final vai ser melhor), o smiley cai também e começam os créditos de abertura. Esses sim, sen-sa-cio-nais. Ao som de The Times They Are A-Changin’, do Bob Dylan, começa uma montagem que vai nos mostrando o que aconteceu nas décadas anteriores. Não vou contar tudo, mas passa pela morte do Kennedy (adivinha quem assassina ele?), Ozzymandias cumprimentando o David Bowie na época do Ziggy Stardust, mostra o homem chegando à lua… filmado pelo Dr. Manhattan e vai nos levando aos anos oitenta, quando a ação do filme acontece. Tem mais, muito mais. É uma montagem riquíssima, cheia de detalhes de tirar o fôlego, vai ser vista, revista e comentada por um bom tempo.

Funciona: Tudo.
Faiô: Nada.

Cena 2: Caramba. Só vou resumir em: origem do Dr. Manhattan. Saca o clima desse capítulo? Então você pode imaginar a cena, porque o Snyder transferiu essa sensação. Ele está em Marte e repassa sua vida. O acidente, a aliança com o governo, o momento em que se apaixonou pela Silk Spectre, o castelo se montando em Marte… Está tudo, tudo lá. Em movimento e em cores. (Atualização: Como a sequência não está completa, não deu para ver se ele vai conseguir alcançar aquele ritmo perfeito da HQ, em que o personagem “salta” no tempo, mostrando que tudo está acontecendo agora para ele)

Funciona: Ô. Dr. Manhattan. Azul. Desmontando e remontando. Pulando no tempo. Sendo adorado pelos vitetcongues. Incrível (dá-lhe adjetivos. Objetividade zero, deu para notar?)
Faiô: Como assim?

Cena 3: Nite Owl tem simplesmente a Silk Spectre na cama e não consegue dar conta. Está com, errr…, problemas de ereção e, puxa, estamos a alguns anos da chegada do Viagra ao mercado. Então, para conseguir recuperar seu mojo (acredite, parte dessa explicação foi dada pelo próprio Snyder, arrancando gargalhadas do público) ele e a Silk Spectre resolvem ir resgatar o Rorschach da penitenciária. O que segue é uma sequência de luta naquele estilo Zack-Fu. Cinética, dramática, exagerada e muito legal. Eles encontram o Rorschach, que está se vingando de um desafeto…

Funciona: Zack-Fu sempre é legal. É dramático, é maior do que a vida. É uma cascata só. Silk Spectre é, fácil, a mulher mais gostosa do ano que vem. Aquele corpo, naquelas roupas, porrando um monte de caras é um negócio de louco.

Faiô: Rorschach é sempre fake e exagerado, com umas falas que soam forçadas. Outra coisa que me incomoda muito é o fato de que o Nite Owl não parece ter engordado, como aconteceu nos quadrinhos.

O resultado geral é promissor. Na única pergunta que eu consegui fazer durante a confereência, o Zack disse que o filme do cinema terá 2h30min mais ou menos e que o DVD contará com uma versão extendida de cerca de três horas e meia. Com direito aos desejados e esperados piratas de Contos do Cargueiro Negro e a um documentário sobre Hollis Mason, o primeiro Nite Owl, entre outras coisas bacanas que estão reservadas.

E, sim, ele mudou o final, mas não entrou em detalhes. Vamos ter que esperar pra ver o que vai rolar. Da minha parte, posso dizer que o final, pra mim, a criatura da quinta dimensão, sempre foi o lado bobo. Eu nunca gostei daquilo, que é meio que uma brincadeira do Moore com Além da Imaginação.

Bom, se eu lembrar de mais alguma coisa legal, conto depois.

Agora vou dormir que o dia foi cheio.

Entertainer of the Year

Robert Downey Jr. foi eleito pela Entertainment Weekly o entertainer of the year. Muito bom. Mas é engraçado como eu achei que eles iam vir com Tina Fey e nem por um segundo pensei no Bob Downey. Fey, aliás, ficou em segundo lugar. Merecido também. Ela me fez rir muito esse ano. Seja com sua Sarah Palin (que eu insisto em chamar de Sarah Appaling, eeheheh) ou com sua turma de lesados em 30 Rock. Ontem, eu estava andando no metrô e assistindo o episódio da quinta passada no meu Archos quando vem uma cena completamente imbecil: Tracy Jordan, o comediante enlouquecido que Liz Lemon tem que pajear, é pego por um monte de seguranças dentro de uma piscina de bolinhas (!) aos gritos de “você sabe quem eu sou? Sabem quem eu sou?”. Aí ele segue: “por favor, algum me diga quem sou eu!”. Mico no trem. Comecei a rir descontrolado com algo tão bobo. E nem era o tema do episódio.

Mas voltando ao Robert Downey Jr…. Merecido mesmo. Quando ele é o protagonista, você fica hipnotizado. Quando ele é o coadjuvante (como em Trovão Tropical), rouba a cena. Só vamos torcer pra ele conseguir se manter sóbrio e sobreviver a esse momento de renascimento. Porque, sinceramente, ele é beem crazy.

Isso é estupro?

Eu já vi de tudo nessa vida. Mas uma pessoa confessar um abuso como esse assim? Alguém sabe me responder se o que essa pessoa praticou é estupro mesmo ou tem algum outro nome? Cynthia Semíramis, socorro!

Tem gente que simplesmente não enxerga os próprios absurdos. Para completar, o texto é pedestre, cheio de babaquices como “A idéia de que você ‘dava’ não saiu da minha cabeça, e você começou a estrelar obsessivamente todas as minhas punhetas.” Que coisa fina!!

Ou “Você não queria, mas por força da nossa insistência acabou cedendo. Sinto ódio do Brasil quando penso que você provavelmente tivesse medo de perder o emprego.” Oh, sim, claro.

QUem sabe é uma forma de viral. Você escreve um coisa anormal, aberrante. Aí, as pessoas vão linkar, como eu estou linkando. Pimba! Audiência.

Vai entender.

Se for mentira. Ele é só um babaca. Se for verdade, é um criminoso!! Que legal!

(Via Mr. Matias)