Arquivos da categoria: TV

Mulher biônica e o supercarro

Mulher Bônica Biônica já fracassou, coitada. A série tinha o pedigree de contar com cérebros que antes tinham me oferecido a sensacional Battlestar Galactica, mas o fato é que, depois do piloto, a coisa degringolou feio. Os episódios eram flácidos, sem graça, sem impacto nenhum De bom mesmo só a linda Michelle Ryan. Cancelada sem dó.

Eis que no último domingo os gênios lançaram uma nova versão da Supermáquina, produzida por Doug Liman. Sabe como é, como Liman é o criador da franquia Bourne e dirigiu o sucessão Sr. e Sra. Smith, alguém cismou que ele sabe a linguagem dos jovens. Não por acaso, ele é o responsável pelo filminho de ação Jumper, que os marketeiros apelidaram de cruzamento de Matrix com Bourne.

Se Jumper presta eu não sei ainda. Não vi. Mas o fato é que esse Supermáquina novo é de uma ruindade enervante. Bobo, bobo, bobíssimo. Será que vira série mesmo? Ai, ai.

24 em crise, chame um novo chefe

O homem que cuida do rumo criativo (?) de 24 Horas é Howard Gordon, mas o chefão por trás da série é Joel Surnow. Ops, desculpe, era. Ele abandonou o barco. Mau sinal, pessoal…

Pois à luz disso, o pessoal do Television Without Pity especula como ficaria a série nas mãos de alguns criadores famosos:

Chris Carter (Arquivo X)

Com Chloe virando mamãe e Jack desaparecido por conta de uma disputa contratual de Kiefer Sutherland, Carter muda o casal central da outrora comentada série da Fox. Agora, a superagente imprevisível Doreen Helfer (Mimi Rogers) se junta ao geek sem traquejo social Howard Rizzuto (Chris Owens) para encarar uma ameaça terrorista do porão da CTU – mesmo quando figurões como o Vice-Presidente John Steele (Terry O’Quinn) e o Secretary of Defense (William B. Davis) não querem que eles vençam. Juntos, Helfer and Rizzuto pode fazer qualquer coisa, menos amarrar as pontas soltas do roteiro.

Tim Kring (Heroes e Crossin Jordan)

Depois de sugar a mitologia dos quadrinhos para Heroes e afirmar que não era um fã de HQs, Kring vai tomar o controle de um 24 Horas, que continua roubando descaradamente idéias de videogames como Grand Theft Auto, Max Payne, Hitman, and Half-Life. Kring vai jurar que não sabe nada sobre videogames.

Dick Wolf (todos os Law & Order)

Exceto pela promoção de Jack Bauer’s a Secretario de Segurança Doméstica (Homeland Security), 24 continua praticamente o mesmo em termos de formato por mais uns 10 anos. A mudança será na grade da programação da Fox, que logo estréia 24 Horas: Combatentes, 24: Segurança Doméstica e 24: Reino do Terror. Os spinoffs mantém o relógio na tela, mas tem pouco em comum entre si além das aparições de Richard Belzer como o Agente Especial John Munch.

Tem mais…

Meu cérebro não está em greve!

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Greve dos roteiristas. você já deve ter ouvido falar. Eles querem receber um dinheiro justo pelo trabalho, os figurões não querem pagar e a indústria está parada. O Globo de Ouro foi cancelado, várias novas potenciais séries foram jogadas no lixo, as temporadas dos seriados foram reduzidas à metade. Caos, prejuízo, sindrome de abstinência de séries boas…

As primeiras vítimas, logo nas primeiras semanas da greve, foram os talkshows diários de David Letterman, Jay Leno, Conan O’Brien, Jon Stewart e o sensacional Stephen Colbert. Esses caras usam a inteligência de dezenas de escritores para entrarem no ar com piadas e sacadas geniais. Por força de contratos milionários foram obrigados a voltar e, ao mesmo tempo, não queriam se indispor com o sindicato. A solução foi fazer programas sem roteiro. Não podem usar teleprompters, nem papéis. Tudo tem que ser ensaiado alguns momentos antes e sair na raça. A saída óbvia é usar o ponto eletrônico… e rezar, claro.

Eu acompanho quase que diariamente The Daily Show with John Stewart e The Colbert Report e posso dizer que esse período da greve me deixou ainda mais fã dos caras. David Letterman e Jay Leno se viram fácil sem texto, justamente porque seus programas são mais soltos. Mas Stewart e Colbert estão fazendo comédia, sátira política, comentários que dependem de muito preparo. E estão matando a pau. Nessas horas a gente lembra por que eles são tão geniais e admirados. Eles são melhores com os roteiristas ajudando, claro. Mas são geniais sozinhos.

Ok, não tão sozinhos. Como eu disse antes, há obviamente um staff enorme por trás dando um jeito de deixar o show o melhor possível durante esses tempos. Aliás, durante a greve, Jon avisa que o nome do programa muda de The Daily Show para A Daily Show (de O Show Diário para Um Show Diário). Ele diz que fez isso porque sem os roteiristas o programa não é o mesmo.

A cobertura da disputa presidencial já tinha marcado época na disputa entre Kerry e Bush. Agora, ele analisa como os telejornais noticiam cada passo dos candidatos e o resultado nunca é menos do que fantástico. ELe pega fácil os exageros dos locutores que dizem que Mitt Romney “entrou em erupção” contra jornalistas. Surge o vídeo da entrevista e ROmney apenas, com tranqulidade, faz um jogo semântico típico dos políticos ensaboados durante uma entrevista. No outro dia, ele mostrou em câmera lenta Hillary CLinton “quase explodindo em lágrimas” e perguntou: jura? EXPLODINDO?

As entrevistas são sempre um negócio de outro mundo. Stewart recebe jornalistas e comentaristas políticos e discute com eles o que está acontecendo no país. São algumas das melhores análises disponíveis na TV. Mundial. Diante do rosto perplexo de um entrevistado quando Stewart faz alguma pergunta inesperada, ele manda: “Meu cérebro não está em greve, amigo!”

Esse olhar cético, sacana, questionador acaba sendo uma lição para nós jornalistas. Estamos, como meios de comunicação, mesmo que inadvertidamente, impondo uma narrativa? Caímos na armadilha de “bombar” tudo, de transformar tudo numa ciranda de exageros?

Logo depois, entra Colbert. Eu achei que ele ia se ferrar com essa limitação da falta de texto, mas parece que ele arrebentou mais ainda. Sem a ajuda dos roteiristas, ele incorpora o personagem do ultradireitista maluco de uma forma ainda mais alucinada. Brinca com a falta do que dizer, com os tempos mortos e questiona o valor da briga dos roteiristas. “Eles querem mais dinheiro? E eu com isso? Esse sindicatos não servem para nada!!!” Ao se alinhar com o “inimigo” ele destaca ainda mais os argumentos absurdos e o egoísmo em ação.

Então, se seu inglês está em dia, vale dar uma olhada no encontro de Colbert com seu grande inspirador, Bill O’Reilly. É não menos que sensacional, com O’Reilly atacando e Colbert se esquivando com piadas mais e mais malucas. Não temos nada parecido por aqui. Que pena. Jon e Stephen fariam bem ao Brasil. E os nossos personagems políticos e da mídia dariam um material inesquecível.

TV? Que TV?

A TV propriamente dita estava em baixa na minha vida há tempos. Eu passei a assistir aos programas na TV, na hora em que eram exibidos, meio que por obrigação profissional porque, afinal, cubro o assunto. Mas minha vida foi ficando cada vez mais voltada ao entretenimento não-linear. Eu gravo o que quero e assisto depois. Mais ou menos como é a vida de quem tem já tem DVR no Brasil…

Meu prazer é ver as coisas por demanda. No meio disso tudo, viciei em duas séries que estão na internet: Clark and Michael e Quarterlife. Além disso, fico sempre de olho no que o pessoal do Webserials anda fazendo. A produção é irregular, mas vale uma conferida aqui e ali. Não vou falar demais. Se você consegue ver séries em inglês sem legendas, não deixe de assistir, ok?

Happy Hour, hoje

Rapidinha, porque estou indo pro aeroporto.

Hoje, 19h, no GNT (reprise amanhã, 12h), eu vou estar no Happy Hour, com outros convidados, falando sobre o tema Casar É Legal. O programa é apresentado pela Astrid Fontenelle (com um ou dois eles? Não dá tempo de verificar…).

Prestigie.

A menininha do corredor

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Uma das coisas dolorosas de morar longe da família é não poder ir vê-los sempre. COm a chegada da Clarinha isso se tornou mais incômodo do que nunca. Minha sobrinha nasceu e eu só a vejo de mês em mês, quando não fico, como da última vez, quase três meses sem vê-la. E nessa época, tudo acontece tão rápido…

Pra piorar, eu sofro com o fato de que, para ela, eu não sou ninguém importante. Provavelmente ela nem sabe que eu sou a mesma pessoa que ela viu três meses atrás. Ela não tem história comigo.

Mas eu tenho história com ela. São pequenos fragmentos dessa sensação tão especial de ver aquele serzinho crescer, começar a falar, andar e brincar, interagir, sorrir. Eu fui um irmão felizardo, porque curti a Anna crescendo tintim por tintim e me sinto meio avô de ver a Clarinha crescer agora e ser tão parecida com a mãe. Eu vejo vários detalhes, vários movimentos e expressões faciais da minha irmã nela. E isso é… é… indescritível. Taí. Fiquei sem palavras.

No fim de semana passado, ela veio com a Anna e o Cris almoçar na casa da minha mãe, onde eu estava hospedado. Eles tocaram a campainha, entraram e ela ficou olhando pra casa, pensando um pouco antes de entrar. Eu saquei a câmera e a peguei no corredor, hesitando daquele jeito que as crianças hesitam de vez em quando. Com a bolsinha na mão, o tênisinho Puma minúsculo no pé. Pura Anna Paula, o bebê. Pura Clarinha, a filha da Anna e do Cris. Minha sobrinha que me deixa sem fôlego, mesmo sem nem saber direito quem eu sou.

Num daqueles fatos que viram eventos familiares, ela foi convidada para fazer uma figuração numa novela da Record, Luz do Sol, que chega ao último capítulo na segunda. Segunda-feira, dia 19/11, às 21h, vamos todos nos reunir diante da TV, eu aqui em SP, o resto da família no Rio, para ver se ela ganha um close, uma fração de segundo que seja. Os tios, pais e avós são assim. Transformam em evento cada coisinha. Uma participação em uma novela, uma fração de hesitação no corredor.

Have a little Faith

Eliza Dushku deve voltar no ano que vem em um novo seriado escrito por Joss Whedon. Lembra? Ela era a quentíssima Faith, a caça-vampiros casca-grossa. Preciso dizer mais alguma coisa? Hein?

Preciso. O nome da série, que deve estrear somente no final de 2008, é Dollhouse. Dushku é uma agente que absorve idéias, habilidades e memórias e, quando não está em missão, é guardada em um lugar chamado Casa de Bonecas (a dollhouse do título). Claro que ela vai acordar desse transe e se rebelar contra seus criadores. E vestir roupas apertadas e curtas.

Podia ser uma droga. Mas com Joss Whedon por trás, duvido que seja ruim…

O que você quer ser quando crescer?

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Adoro meu trabalho. Tem a parte chata das longas horas, dos feriados que não rolam e da qualidade de vida meio chocha. Mas a verdade é que ser pago para conhecer e conversar com gente interessante é algo muito, muito legal.

Essa semana, a missão foi entrar nos sets dos três CSIs: o original (Las Vegas), Miami e New York. Insanamente legal. A gente ia pros sets e ficava horas esperando os atores serem liberados pra conversar. Então fiquei no escritório do Capitão Brass e na sala de interrogatório de CSI, depois na sala de reuniões e no escritório de Mac, em NY. Daqui a pouco, estamos indo pro set de Miami.

No meio disso, em pleno Halloween, a maquiadora de CSI: NY precisava de uma cobaia pra mostrar o tempo que ela demora pra fazer umas cicatrizes básicas. Lá fui eu. Ganhei um tiro na testa, um rasgo no rosto e uma queimadura gigante no braço. E ainda tive a manha de sair com a maquiagem do rosto na rua no Halloween. A do braço se desfez no banho (ei! eu tinha que tomar banho, sabia?).

O mais incrível é que, como os americanos são loucos e levam esse negócio de fantasia muito a sério, ninguém nem me notou. Afinal, eu estava muito discreto no meio de um monte de gente vestida de fada, Shrek, zumbi, fantasma, Mulher Maravilha, Supergirl, Batman (que estava mais pra Fatman…).  Foi muito legal.