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Brincando de Esconde-Esconde

Acabei de escrever minha dissertação sobre o conceito de embutir “brincadeira” em produtos de mídia (e sobre o assunto, fiz esse blog em inglês). A palavra play, no inglês, é usada para brincar a para jogar. Aqui, a gente precisa usar os dois termos para abranger o conceito.

Aí, estava olhando para essa discussão de hoje do Proxxima (A Arte de Comunicar Brincando) e pensando em como geralmente não se vai além da superfície. Achar que criar joguinhos é o grande caminho, que é inovador e novo é algo extremamente simplista e que não leva em conta a forma como os seres humanos são seres que brincam naturalmente. Criar um jogo é, sim, uma idéia legal, mas ainda exclui público alvo. Embutir os elementos de “brincadeira” é que é o novo Graal.

Projeto nerd de mestrado: Play Factor

Meu projeto de mestrado é sobre media. E é sobre jogos. Mas não é sobre jogos, video-games, de tabuleiro ou coisa que o valha. Eu tinha que complicar as coisas ao ponto que eu sinto que um dos meus professores não entendeu a idéia até hoje. Mas que culpa tem ele?

Deixa eu ver se eu consigo explicar minha idéia em poucas palavras.

1. Praticamente qualquer sistema de eventos pode ser representado na forma de processos e transformado num jogo. É assim que você tem um classico do tabuleiro como Banco Imobiliário e algo como Spore, simulando, err…, uma forma digital de criacionismo.

2. Temos também duas gerações inteiras que foram formadas com interfaces para tudo: bancos, escola, notícias, escolha a sua. Todas essas interfaces foram influenciadas profundamente pelos jogos eletrônicos.

3. Se eu posso dissecar processos. Posso desmontá-los e representá-los graficamente. Ao fazer isso, posso olhar para esses processos e entendê-los como um jogo que pode ter um ou vários objetivos, competitivos ou colaborativos. Em alguns casos, há uma objetivo que define vitória. Em outros, o objetivo é a sensação de diversão pura. Entender que jogo é esse, que regras estão sendo usadas é algo crucial.

4. Ao remontar tudo, o próximo passo é naturalmente redesenhar os processos e torná-los mais lúdicos e interessantes. Chamar o leitor (a audiência) para dançar, desafiá-lo(la), seja lá como você quiser definir. É isso que vai fazê-lo voltar.

Tem mais, mas pra um posto introdutório. A gente faz isso faz tempo, mas por outros caminhos e sem processos mais estuturados que nos ajudem a fazer a coisa funcionar direito. Quando eu sair do outro lado do meu trabalho de mestrado, espero estar com alguns desses processos alinhavados de forma clara. O nome desse conceito que eu estou desenvolvendo é Play Factor e eu já coloquei um blog em inglês para me auxiliar no desenvolvimento do meu trabalho. Assim, se você quiser acompanhar e opinar, seja bem vindo.