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Piada involuntária

Estou aqui vendo novela. Não fazia isso há muito tempo. O fato é que minha mãe viciou em A Prometida Favorita, a Mônica também. Até meu amigo que não via televisão, o Daniel, resolveu acompanhar a Flora.

Não estou entendendo nada. Flora (Patrícia Pillar), com um time de incompetentes e retardados, enrolou um monte de pessoas e ficou milionária. US$ 500 milhões?!

Vai daí que estão me contando as, hum, sensacionais tramas da novela e, em algum momento me explicam que Donatella (Claudia Raia) e Flora eram, quando jovens, parte de uma dupla sertaneja. Peraí!! Pára tudo! Dupla sertaneja? Caramba. Não consigo pensar nisso sem rir. Claudia Raia e Patrícia Pillar de dupla sertaneja? Cacimba. Nossos autores de novelas se superam mesmo!

Fiz uma rápida busca e achei até uma foto. Agora, só um minutinho… Ahahahahahahahah!! Buahahahah!!

Acabou, mas volta

Caminhos do Coração chega ao fim. É uma novela mal escrita, mal dirigida, com atuações horrorosas, efeitos pedestres, trama inexistente. Ainda assim, é um enorme sucesso. Desde que eu falei da novela da Record, no ano passado, é ó tópico mais visitado do meu humilde blog. Recebo todos os dias manifestações de ódio (a mim ou à novela, depende).

Eu sempre defendo a cultura pop e a inteligência do espectador. Mas neste caso, fiquei pregando sozinho. Para gostar de algo como Caminhos do Coração, é preciso exigir muito pouco, ter um padrão de qualidade muito baixo. A julgar pelo dialeto falado pelas pessoas que comentam no post original, estamos falando de gente semi-analfabeta, incapaz de articular as idéias mais elementares. Esse é o Brasil que assiste novelas em geral e Caminhos, em particular.

Muito preocupante.

Não precisa ser muito esperto pra notar que estamos falando de uma salada de cópias de tudo que se pode imaginar em termos de pulp: vampiros, mutantes, lobisomens surgem de todos os lados, sem motivo ou lógica. Não há nenhuma preocupação com uma linha narrativa. Tudo é pensado para chamar o espectador de imbecil e ele aceita. E eu nem vou perder mais tempo elaborando minhas impressões sobre esse desastre da dramaturgia. Vou ficar só nos adjetivos mesmo.

Até Caminhos do Coração 2, ou seja lá o nome maluco que eles deram para esse lixo.

A menininha do corredor

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Uma das coisas dolorosas de morar longe da família é não poder ir vê-los sempre. COm a chegada da Clarinha isso se tornou mais incômodo do que nunca. Minha sobrinha nasceu e eu só a vejo de mês em mês, quando não fico, como da última vez, quase três meses sem vê-la. E nessa época, tudo acontece tão rápido…

Pra piorar, eu sofro com o fato de que, para ela, eu não sou ninguém importante. Provavelmente ela nem sabe que eu sou a mesma pessoa que ela viu três meses atrás. Ela não tem história comigo.

Mas eu tenho história com ela. São pequenos fragmentos dessa sensação tão especial de ver aquele serzinho crescer, começar a falar, andar e brincar, interagir, sorrir. Eu fui um irmão felizardo, porque curti a Anna crescendo tintim por tintim e me sinto meio avô de ver a Clarinha crescer agora e ser tão parecida com a mãe. Eu vejo vários detalhes, vários movimentos e expressões faciais da minha irmã nela. E isso é… é… indescritível. Taí. Fiquei sem palavras.

No fim de semana passado, ela veio com a Anna e o Cris almoçar na casa da minha mãe, onde eu estava hospedado. Eles tocaram a campainha, entraram e ela ficou olhando pra casa, pensando um pouco antes de entrar. Eu saquei a câmera e a peguei no corredor, hesitando daquele jeito que as crianças hesitam de vez em quando. Com a bolsinha na mão, o tênisinho Puma minúsculo no pé. Pura Anna Paula, o bebê. Pura Clarinha, a filha da Anna e do Cris. Minha sobrinha que me deixa sem fôlego, mesmo sem nem saber direito quem eu sou.

Num daqueles fatos que viram eventos familiares, ela foi convidada para fazer uma figuração numa novela da Record, Luz do Sol, que chega ao último capítulo na segunda. Segunda-feira, dia 19/11, às 21h, vamos todos nos reunir diante da TV, eu aqui em SP, o resto da família no Rio, para ver se ela ganha um close, uma fração de segundo que seja. Os tios, pais e avós são assim. Transformam em evento cada coisinha. Uma participação em uma novela, uma fração de hesitação no corredor.

Quem matou a taís?

Último capítulo de novela das oito. Apesar da sensação de que o folhetim é um sucesso, o fato é que a audiência está abaixo do esperado. Gilberto Braga fala com a classe média da qual faço parte e, nessa, parece que todo mundo está ligado.

Então, aí vai meu palpite sobre o assassino: foi a Tatiana, aquela namoradinha doce do vilãozinho Ivan. Ela teve motivo e oportunidade. Esteve com Marion e com Olavo antes do envenenamento e odiava Taís, que lhe roubou Ivan.

Foi ela. Simples assim.

Concorda comigo? Dê o seu palpite.

Atualização: Foi o Olavo. E por um motivo que tornava impossível para o espectador matar o enigma de verdade com algo além de um palpite puro. Mas eu não ia acertar nem que as pistas existissem mesmo… :) De qualquer modo, Wagner Moura sequestrou a novela e merecia o destaque extra no final. É tipo uma nota dez com louvor, saca?