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Nunca mais a primeira vez

(Ou por que ninguém tem o direito de desrespeitar a obsessão alheia por não saber o que virá)

original

Eu não gosto de spoilers, as revelações sobre o que vai acontecer em obras de ficção, sejam livros, filmes, peças teatrais, quadrinhos ou seriados.

Já revelei coisas por acidente, mas tento respeitar as pessoas que não assistiram tal obra. E aqui vai o motivo muito cristalino:

Só existe uma chance de ser surpreendido pela primeira vez.

A única pessoa que tem o direito de abrir mão desse direito é você. Ninguém mais. É a sua vida.

Não interessa que essa e aquela pessoa achem uma bobagem. Não me venham com o papo de que Hamlet ou Romeu e Julieta são incríveis mesmo você sabendo tudo sobre eles. Não é essa a questão. Estamos falando aqui da mais pura de todas as experiências: experimentar Romeu e Julieta pela primeira vez. Sem. Saber. O. Final.

A partir daí, todas as outras vezes vão te oferecer outros insights e sensações. E a única que nenhum deles vai te oferecer novamente? O frescor da primeira vez. Nunca mais.

The Square Root of 3

I fear that I will always be
A lonely number like root three
A three is all that’s good and right,
Why must my three keep out of sight
Beneath a vicious square root sign,
I wish instead I were a nine
For nine could thwart this evil trick,
with just some quick arithmetic
I know I’ll never see the sun, as 1.7321
Such is my reality, a sad irrationality
When hark! What is this I see,
Another square root of a three
Has quietly come waltzing by,
Together now we multiply
To form a number we prefer,
Rejoicing as an integer
We break free from our mortal bonds
And with a wave of magic wands
Our square root signs become unglued
And love for me has been renewed.

Do filme Harold and Kumar Escape from Guantanamo Bay, que eu só vi hoje. O poema foi escrito por um colega de escola dos roteiristas.

A força da multidão (atualizado)

Spore foi lançado com uma campanha mundial. É um jogo esperado e intensamente elogiado pela crítica especializada. Mas, tem sempre um más. A Eletronic Arts optou por lançar o jogo com um DRM que limita o número de instalações e obriga você a validar o jogo via internet na hora de iniciar cada sessão.

Resultado: uma avalanche de protestos. Na Amazon, a maior loja online do mundo, isso fez com que as 99 resenhas elogiosas, dando quatro ou cinco estrelas ao jogo, desaparecessem esmagadas por 2.014 dando uma ou duas estrelas e reclamando do DRM. É um voto de protesto que nada tem a ver com a qualidade do jogo. Mas que, certamente, influenciou milhares de pessoas que chegavam na Amazon meio na dúvida sobre a compra.

Não sei ainda se o movimento foi coordenado. Se houve um chamado às armas. Mas o fato é que há um protesto armado. A Eletronic Arts, que enfrente problemas financeiros, que se cuide. A fúria dos clientes é algo difícil de aplacar…

Atualização: Por incrível que pareça, as resenhas negativas desapareceram por algumas horas do servidor da Amazon, como reporta o Ars Technica. Mas já voltaram. A direção da empresa diz que tudo aconteceu por conta de um problema técnico.