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Jobs, Fidel e cia

Empresas privadas são… privadas. Por conta disso, não são, necessariamente democráticas, elas são como seus acionistas querem que elas sejam. Não é por acaso que a sucessão de um timoneiro importantíssimo está com cheiro de União Soviética, de sucessão cubana, em que o líder se retira meio que numa cortina de fumaça. Agora há pouco, Steve Jobs avisou os funcionários da Apple que estava saindo em licença médica até junho e que seu estado de saúde é mais grave do que ele pensava. Pois é. O gato subiu no telhado.

O fato é que eu sou um fã de carteirinha de Steve Jobs. O acho brilhante, genial e admiro sua capacidade de efetivamente mudar a forma como EU e VOCÊ vivemos. Não é nem porque eu estou escrevendo esse texto num Macbook. É porque não há computador do mundo que não tenha sido influenciado pelas inovações comandadas por Jobs 30 anos atrás.

E eu queria muito que, o que quer que ele tenha, não fosse grave e que ainda tivéssemos mais alguns anos do timoneiro por aqui. Vamos torcer.

Clique para ver a carta de Jobs a seus comandados.

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Afinal, o que ele tem?

Steve Jobs, o CEO da Apple, avisou que tem, sim, um problema de saúde. Mas, sempre arisco, não quis dizer direito o que é exatamente o seu problema. Vai daí que os jornalistas foram procurar quem esclarecesse essa história. O que é beeem complicado eticamente. Afinal, fazer anamnese em carta nunca foi uma idéia exatamente promissora. Mas quem se dispôs a falar para a Wired e para a Time desconfia de que Jobs anda escondendo problemas possivelmente mais graves…

Filme coletivo + bem-vindo N96

A Nokia contratou Spike Lee para dar um trato em milhares de videos enviados por usuários de seus celulares no mundo todo. O resultado é… interessante. Não pagaria para ver, mas achei legal.

Depois de gastar meu N95 pretinho e heróico. Mudei pra um N96, num desses planos cheios de brindes. Dei meu aparelho velho de guerra e recebei um novinho em folha. O N96 é uma versão melhorada, com o dobro de memório (16gb contra os oito do black) e uma entrada para cartão de memória. O flash é melhor e ainda conta com uma luzinha para ajudar a gravar vídeos com pouca luz. Ah, o anel ao redor da câmera vira um pezinho para você colocar o celular numa mesa e poder assistir a um vídeo (bobagem meio inútil). Outra coisa que eu notei foi que o GPS alinha bem mais rápido.

O Cris se deu ao trabalho de achar uma lista com as diferenças entre as duas máquinas na Wikipedia. Até aqui, o N96 parece realmente um passo à frente, uma enorme melhoria sobre o já ótimo N95 Black. Mas não tem touch screen. Imperdoável. Se tivesse, deixava o iphone para trás. Se. Como não tem, fica aquele negócio de decidir o que você quer. Meio que uma decisão emocional mesmo. EMbora eu adore meu macbook, não fiquei seduzido pelo celular da Apple. Nem sei por que.

Santo de casa faz milagre, se ele for o Cris

Eu adoro meu cunhado. Deve ser porque, antes de ser meu cunhado, ele é meu amigo de fé.

É engraçado porque, em certos círculos, as pessoas me acham geek e eu falo: vocês dizem isso porque não conhecem meu cunhado.

Passei uma semana quebrando a cabeça, nocauteei um gênio da Apple e não consegui resolver meu problema. Aí, o Cris (CrisDias, pro mundo exterior), o House dos diagnósticos informáticos, mandou uma dica simples que resolveu o problema. Eu resetei a bios. Ou algo do gênero. Na verdade, pro meu cérebro limitado, eu liguei o computador enquanto teclava command+option+R+P.

E aí. Subitamente. Puf!

O problema acabou.

Ok. Tenho que baixar a bola dele um pouco. Por algum motivo, eu não consigo daqui da rede da universidade, pelo menos do hub do meu dormitório, entrar nos sites da Apple direito. E foi justo num forum de suporte da Apple que ele encontrou a solução. E num post que não falava nada sobre Canon, sobre Final Cut.

No fim. Adicionando um comentário ao que eu disse no texto anterior. Na hora de buscar uma solução, esse expertise específico faz a diferença. As palavras-usuais e mais óbvias não estavam me dando a resposta. Eu precisei de alguém com mais conhecimento que eu (mesmo que tenha sido ele ou um amigo, do grupo de expertise dele, que surgiu com a soluçao. O que importa é o aglomerado social de pessoas que conhecem alguma coisa), e com palavras-chave diferentes, para solucionar meu problema.

Nosso capital de informação

Antigamente, quando você tinha alguma dúvida, perguntava a um amigo mais inteirado daquele assunto e ele vinha com uma informação só dele.

Na última semana, presenciei um fato muito interessante. Como estava com o problema da câmera que não é enxergada pelo meu MacBook preto, saí pesquisando e pedindo ajuda pros amigos. Todo mundo correu atrás de me ajudar com a maior boa vontade mas esbarramos numa situação muito curiosa. Como quase todos são geeks de variadas categorias, todo mundo foi perguntar ao mesmo cara: tio Google. Resultado, todo mundo me sugeria as mesmas soluções. Porque tinha feitos as mesmas buscas, sobre os mesmos assuntos, com as mesmas palavras-chave.

Pior… O tal do Gênio da Apple fez a mesmíssima coisa. Ele jogou alguns truques pessoais dele. Mas na essência, foi lá revisitar os mesmos links nos mesmos foruns. Era engraçado, porque eu até sabia que site ele estava lendo de acordo com as perguntas que ele fazia.

O que isso diz sobre como estamos conduzindo nosso capital de informação?

E, bom, nada de solução. Será que eu vou ter que trocar minha máquina? Será que os macs que foram pro Brasil têm alguma característica secreta que os impede de tocar a câmera? Quem tem um Mac Preto dos comprados no Brasil pra me ajudar? Eu mando uma imagem de um disco da Canon, você abre no computador e no Imovie e me diz o que aconteceu. Topa?

O gênio faiô

Enquanto passava mais de uma hora brincando no MacBook novo, tive a curiosidade de saber se havia alguma chance de conseguir uma consulta com um gênio na Apple de Brent Cross (sugestão do Will Prestes, sempre disposto a ajudar). To navegando ali e acabo descobrindo que havia uma abertura na própria loja onde eu estava. Provavelmente alguém cancelou. Resumo: dei um jeito de ser atendido hoje.

Vai daí que o expert da Apple não conseguiu resolver o meu problma e me deu uma única sugestão: resinstala o sistema operacional.

Só que eu fiz isso no domingo.

Bom. Este suporte da Apple está começando a ficar muito parecido com o que eu estou acostumado no mundo PC. E ninguém consegue me explicar porque meu notebook é o único do mundo que não reconhece minha camcorder.

MacBook, Apple: longe de serem perfeitos

Ok. Mas vamos lembrar que eu tenho um problema com meu computador ha mais de uma semana e que, nao importa que eu tenha vindo aqui tres vezes, tenho que marcar appointments sempre para varios dias depois. Vim no sabado, marquei hoje para 11 da manha. No computador que todo mundo usa para marcar, nao tinha o horario que eu queria, entao eu pedi ajuda a um dos atendentes.

Ele marcou e me disse que eu receberia um e-mail confirmando o horario. Nao recebi e deixei pra la. Lindo, ne? O cara marcou pras dez em vez das onze. E eu sei que nao me enganei porque no mesmo momento, marquei na agenda do meu celular. Cheguei hoje e eles simplesmente nao podiam fazer nada. Tive que remarcar o horario para 11h20 de sabado. Ninguem merece.

De um jeito ou de outro, tenha em mente que voce chega hoje, quarta, 11 da manha, e so vai ser atendido no sabado, 11h20. Eh muito tempo para esperar por suporte. Meu macbook, fora o problema de nao enxergar a camera, funciona direitinho. E se eu estivesse em desespero? E se fosse algo completamente incontornavel? Definitivamente, a Apple nao esta preparada para atender um mundo onde seus macbooks venderam aos milhoes. O numero de usuarios disparou e eles nao conseguem dar conta de ajudar esse povo todo. Azar o nosso.

Novo MacBook: Wow!

Eis que, por conta do problema com meu MacBook, estou aqui na loja da Apple no dia do lancamento dos novos macbooks. Os vendedores estao meio decepcionados com a recepcao fria dos clientes. Nada de filas, nada de correria para comprar macs.

Todo mundo tocando e sentindo as novas maquinas. Sem desespero. Business as usual.

A primeira impressao eh de que pro dono de um pro, a evolucao foi bacana, mas nada tao sensacional. Para o dono de um MacBook preto, no entanto, a historia eh outra. Afinal, esse eh um notebook mais resistente e com as melhores features do Pro do ano passado. Soh que no tamanho que eu gosto: 13,5 polegadas.

O que eu adorei foi a textura do trackpad. Eh realmente ultraliso. No meu preto, por exemplo, eu sentia uma rugosidade estranha que sempre me incomodou. Aqui, temos uma superficie que nao oferece resistencia. Delicia total. Os gestos e cliques funcionam direitinho, mas voce leva alguns minutos pra se acostumar ao fato de que o trackpad afunda quando voce clica, como se fosse um botao unico. Ao mesmo tempo, o bichinho tem sensibilidade ate pra saber quando voce esta dando um right click. Eh muito legal.

O monitor eh, indiscutivelmente, melhor do que o do pretinho. Mas acho que nao faz muita diferenca para quem tem um pro. A manha, em essencia eh que eu vou ter um pro por 700 dolares a menos. Cool.

Infelizmente, nao posso respoder sobre performance dos graficos. Nao tive como testar aqui na mesa. Mas a impressao geral; eh de uma maquina fatastica, ainda mais bem resolvida e simples do que o notebook pelo qual me apaixonei meses atras.

As dores do mundo mac

Já passou de uma semana minha nova vida como mac user. Tudo muito bom, tudo muito bem. Eu passei da fase de querer instalar mil programas pra testar. Sou um usuário mais tranquilo. Só quero colocar o que me interessa e o que cabe. Um teste aqui, outro ali.

E, diferente do que acontecia no PC, quero comprar tudo que for realmente usar. Sem hipocrisia. Vários de meus softwares sempre foram legalizados. Mas, até por curiosidade, sempre instalei temporariamente programas pelos quais não paguei. O motivo era simples. Não fazia sentido pagar por algo que eu não ia usar intensivamente e que era, muito mais, uma curiosidade minha.

Assim, eu instalei o Premiere, mas usei mesmo o Pinnacle que veio de brinde com uma placa. Instalei o Sound Forge, mas usei mesmo o Audacity. Testei o Office, que uso no trabalho, mas usava mesmo o Open Office no notebook.

Agora comprei o Mac e, em alguns dias, adquiri o Iwork. Fui na loja, comprei e estou usando. Lindo, lindo. Comprei um Stuffit. Legal! Só que hoje tentei comprar um Quicktime pro e quebrei a cara. É impossível, pra mim, comprar. Porque o BRasil não está entre os países para os quais eles vendem online. Online, carAMBA! Depois de 40 minutos tentando achar uma solução eu pensei: caramba, seria muito mais fácil ter baixado um número de série piratex. Por que eu estou querendo pagar US$ 30 pros caras se eles não querem meu dinheiro de jeito nenhum?

Essa dissonância entre o que pensam as corporações e a dura vida real aqui no chão da fábrica é o motivo pelo qual o futuro sempre se descola do que sonham os executivos. Enquanto eles planejam, inventam o modo como vamos viver, a gente vive algo completamente diferente. E desiste de comprar um Quicktime pro. Um usuário legal a menos, amigos.