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Vazou o Wolverine

Eis que vazou uma cópia inacabada de X-Men Origins: Wolverine. É verdade, não é primeiro de Abril.

É. como eu disse, inacabada. Faltam efeitos especiais e pedaços da trilha sonora. Estamos num mundo em que há pessoas que preferem ver no computador cópias horríveis de certos filmes, filmadas de uma sala de cinema, com um som absurdamente inaudível. Veja bem. Nem vou entrar na discussão ética, porque ela só existe para um pedaço da humanidade: produtores, distribuidores, criadores, jornalistas… Pro público em geral, isso é grego.

Mas o mais interessante é que, desta vez, a cópia tem um atrativo extra justamente por estar inacabada. Várias pessoas nos fórums dos sites de troca de arquivos comentam que sempre quiseram ver uma cópia inacabada de um filme. Jornalistas que cobrem cinema estão acostumados com isso. O público médio, não. Então eu tenho a impressão de que esse caso do Wolverine é ainda mais curioso do que o simples vazamento de um filme de um grande estúdio. Vamos ter um interessse especial pela cópia justamente pelo fato de ela exibir coisas que o filme original não vai mostrar.

Os piratas, de novo, acham um nicho maluco.

A prece sua de cada dia

Eu ia escrever um texto longo sobre isso. Mas quem já me conhece sabe automaticamente o que eu penso quando vejo um negócio como Information Age Prayer, que eu vi no TechCrunch.

Você supostamente paga US$ 3.95 para que seu computador reze para você (!).

Veja só que lindo:

Catholic Morning Prayer
The morning prayer is meant to be said each morning. A relatively long prayer, it has many essentials important for Catholics to say each day. Subscribe to tell God that you think of him each morning! For a cheaper alternative, you may be interested in the shorter Protestant Morning Prayer.
(Tradução: A oração da manhã é para ser feita todas as manhãs. Uma oração relativamente longa, traz vários itens esseciais que católicos devem dizer todos os dias. Assine para dizer a deus o que você pensa dele todoas as manhãs! Para uma alternativa mais barata, você pode estar interessado na oração protestante da manhã.)

Eles estão atacando em todas as frentes. Escolhi uma oração católica só para pirraçar meus amigos que dizem que eu não sou ateu, sou anti-católico. Eu amo as categorias: Protestante, Católico, Judeu, Muçulmano, Não Afiliado, Outras Religiões.

Eu olhei esse site de cima abaixo procurando por alguma coisa que confirmasse que era uma piada. Juro. Achei a coisa toda tão ridícula que fiquei pensando: deve ser o pessoal do Onion tirando um sarro de mim. Mas não consegui confirmar. É quase que humor involuntário. Se tem um negócio que me impressina, e que me deixou com mais suspeitas de um hoax, foi a oferta a um católico de usar uma oração protestante. Isso acendeu uma luzinha no meu cérebro. Mas o que eu sei da vida?

Update: Please. Alguém confirme que o site é falso, vai. Tô com preguiça de fazer isso.

A morte dos jornais, de novo e de novo

Não é nenhuma surpresa que os jornais como os conhecemos estão morrendo. Esse artigo da Atlantic diz que o NYT poderia acabar em maio de 2009 (Não vai, não vai, tem outras opções antes de quebrar, calma). A Wired, por sua vez, oferece cinco idéias do que o Google poderia fazer para ajudar. Por que o Google? Bem, porque muita gente atribui ao Google, junto ao Craigslist, parte da culpa pelo fracasso dos jornais no século 21. É meio ridículo culpar empresas por inovação, mas o pessoal está desesperado…

Mas este ano vamos ver jornais abandonando dias menos lucrativos, deixando de ser diários e focando em outro tipo de relação com os leitores. E nisso, vai ficar difícil dizer a diferença entre jornais e revistas semanais. Segura que lá vem confusão.

Amigos virtuais reais

Anna Pickard, do Guardian, fala de como algumas pessoas ainda acham que amizades feitas online são sinal de fracasso social. É, de novo, uma daquelas coisas que me dão sono. As pessoas parecem não colocar nada em perspectiva e apenas ceder aos seus impulsos mais impensados na hora de fazer um julgamento. É a mania de julgar as coisas sem fazer comparações e sem tentar entender as vantagens e desvantagens reais. E, claro, apenas colocar suas preferências (e medos) pessoais na mesa.

Curto ou longo? Isso importa?

Twitter ou blog? Curto ou longo? Eu tenho visto várias pessoas argumentarem a favor do twitter com a justificativa de que dá menos trabalho, é mais curto e coisa e tal.

Isso é uma questão legítima? Jura? O que me impede de blogar textos curtos? Nada.

Não é essa a questão, né? O que me parece genial no Twitter é essa sensação de conversa, de sala de chat virtual 24 horas, não linear, atemporal. Aí, o limite de 140 toques virou uma espécie de play factor, de limite que te desafia e te faz ser mais sucinto. Te obriga a quebrar seu pensamento em pedacinhos quando necessário. Eu tenho o hábito de, nos instant messengers da vida, ir teclando, dando enter e teclando mais e dando enter. Assim, eu mantenho uma velocidade maior na conversa, embora tudo fique mais fragmentado.

Dizer que o Twitter é mais fácil porque é mais curto me parece uma simplificação grosseira. É diferente de blogar, embora tenha pontos de contato. Da mesma forma que limitar o blog a “diário” é uma bobagem atroz. É confundir meio com gênero, ferramenta com o produto do trabalho dela, lápis com texto. Se o blog ameaça morrer como principal canal de comunicação pessoal isso tem mais a ver com a invasão do profissionalismo do que qualquer outra coisa. Em algum ponto, a coisa fica tão séria que as pessoas se intimidam. Uma pena.

O Twitter é um outro bicho, com outras possibilidades deliciosas. Mais uma das ferramentas que foi criada antes de se saber a utilidade e que quem descobriu o que fazer com ela foi o usuário.

Obama: o album da noite da vitória

Minha primeira idéia é rejeitar essas coisas, porque me parecem tãaao montadinhas. Mas a verdade é que a campanha de Obama foi feita dessa forma, funciona dessa forma e é assim o jogo. Assim como milhões de pessoas se expõem na internet, o candidato entrou no jogo. Claro que a diferença é que tudo é feito por profissionais de primeira linha. As fotos no Flckr são muito bem tiradas. Coisa fina mesmo. E, de um jeito ou de outro, são o retrato, posado ou não, dos bastidores de uma noite histórica.