Já faz algum tempo que, a cada evento absurdo, as novas tecnologias brilham. Hoje, quando o avião pousou no rio Hudson, um dos homens que foi ajudar no resgate fez uma photo com seu iphone e twittou.
Muito legal. Isso, claro, é uma repetição do que vem acontecendo em todo o mundo em Gaza, na Índia, Espanha, na Inglaterra mesmo. Antes, as pessoas esperavam saber das coisas por um jornalista. Agora, esperar pra quê? Seja você mesmo a primeira pessoa a dar a notícia.
Os jornalistas vão, mais e mais, se especializando em outra coisa que eles já faziam, mas que era uma parte de seu trabalho, a curadoria. Ajudamos você a saber alguma coisa baseado em nossa conhecimento. Mas, ainda assim, você não precisa ser jornalista pra fazer isso… Então, dá-lhe reinvenção.
Mas vamos falar de outra coisa, um momento. Sobre o fato de que um avião levantou vôo, deu defeito e todo mundo sobreviveu a um pouso forçado arriscadíssimo. Isso é incrível. Eu não tenho notícia de nada parecido em toda a minha vida. Alguém sabe qual é a chance em milhões, de isso acontecer? O cara pousou no Rio e, contrariando todas as estatísticas, salvou todo mundo. Pra mim, aquele monte de equipamentos de segurança, aquela rotina de mostrar salva-vidas, porta de emergência, eram só uma forma de me convencer de que eu estava protegido e me ajudar a acreditar que entrar numa máquina voadora de sei lá quantas toneladas era algo viável. Pois o fato é que o cara fez o pouso, as pessoas foram regatadas e ele, basicamente, entrou para a história da aviação. Anote o nome aí: Chelsey B. “Sully” Sullenberger.

