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Para crescer, o caminho do e-reader é para baixo

Eu não espero nem quero um Kindle colorido e touchscreen, embora possa surgir um. Na minha opinião, a Amazon tinha que mirar em outro alvo: o e-reader de menos de US$ 100. Faço uma pesquisinha enquanto estou escrevendo isso e caio no post do Seth Rodin pedindo um Kindle de US$ 50 (ele vai mais longe do que isso, vale ler o texto dele, não vou ficar repetindo aqui). Ok, de qualquer modo, um Kindle mais barato é o que a indústria deveria buscar.

A Barnes and Noble oferece o Nook (seu “Kindle”) por US$ 149.99, só com wi-fi. O 3G custa US$ 199.99. É o sinal de que esse é o caminho para esse tipo de aparelho. Ser um facilitador para essa nova era. Se gabar de suas vantagens sobre as telads de LED, OLED e LCD e oferecer algo muito simples e muito barato. Colocar preço na lista de vantagens não é nada mal. E preço baixo abre inúmeras oportunidades de promoções malucas. Você compra dois livros e leva um e-reader junto, por exemplo.

E não faz sentido pagar US$ 250 em um negócio desses quando o iPad mais simples custa US$ 499. É maluquice pura. Baixar o preço do e-reader torna os e-books uma alternativa mais que prática, popular. Vai acelerar a inevitável mudança. Junte a isso todas as iniciativas de self-publishing de Apple, Google e Amazon e teremos um mercado editorial explosivo, cheio de oportunidades em 2011. Junto com a explosão criativa que os tablets vão acelerar, temos um horizonte de belíssima possibilidades no futuro próximo.

Compre o telefone da Apple, aquele, o iPhone 3GS

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Legenda: O velho iPod, o Archos Av 420 (de 2003), o iPhone 3Gs, o Archos 5 (2008) e o N97

Eu sou chato com tecnologia. Como eu consigo usar meus gadgets até o limite, não costumo me conformar com certas bobagens e limitações sem sentido. Foi assim quando comprei meu Minidisc da Sony e vi que uma coisa simples como a conversão de uma entrevista era um suplício. Uma falta de respeito enorme com quem pagou pelo aparelho. O minidisc caiu no esquecimento, ainda bem.

Depois veio o iPod. Revolucionário, sim. Mas o Archos já tocava vídeos em 2002. Era aberto. Trocava bateria. Virava um DVR. Por que diabos eu ia querer um iPod mesmo? Só que o iPod tinha foco, o Archos, não. O iPod seguiu para se tornar o líder do mercado mundial e foi incorporando todas as funções do Archos. Os franceses, por sua vez, passaram a copiar tudo que eu sempre achei imbecil nos iPods: bateria que não troca, a unidade que vem sem carregador e cabos.

Corta para os telefones celulares. Sou um usuário dos aparelhos da Nokia há muito tempo. Adoro eles. Me entendo bem com a interface, com o sistema operacional e sempre os achei versáteis. Um N96 (ou N95 mesmo) com um tecladinho bluetooth te dá acesso ao mundo. Eu usei esse aparelho como um micronotebook por anos e fui feliz.

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Não é teimosia, é tecnologia

Ok. Dois trocadilhos idiotas em pouco mais de uma hora. Foi mal aí.

Mas o fato é que, de novo, eu não comprei um ipod na hora de ter meu novo tocador de mídia.

Depois de quatro anos de serviço honroso, passando horas e horas em aviões pelo mundo, meu Archos AV 420 morreu alguns meses atrás. Cheguei aqui e fui olhar as opções. De novo, fora dos círculos evangelizados pela Apple, todos os entusiastas que entendem mesmo de tecnologia babam na versatilidade dos Archos. Os bichinhos tocam vários formatos. Claro que a empresa tenta te vender que o negócio é um aparelho para navegar na internet e coisas do gênero. Mas o que ele faz muito, muito bem é tocar músicas e vídeos e virar um gravador de mídia digital.

Não comprei o topo de linha. Não estou com essa bola toda. Peguei o Archos 5. Eu queria muito um aparelho pra me acompanhar em eventuais viagens pelos trens daqui ou mesmo pela Europa. E, de novo, acho o Archos 7 grande demais. Gosto do tamanho do 5, que cabe no meu bolso do casaco. Fiquei com o de 120 gigabytes de capacidade. Recomêindo.

E, se você quiser conhecer outro aparelho fantástico que não é da Apple e te deixa tocar o que você quiser, dê uma conferida num Cowon. Como eu sempre digo: pense diferente. Você não é obrigado a ter um ipod para ouvir música e ver vídeos.

Geek e mala

Não basta ser geek, tem que ser pretensioso. Eu já disse que não tenho ipod, porque acho que o aparelhinho da Apple, embora lindo, tem limitações irritantes. Não troca bateria, não toca vários formatos de video e por aí vai.

Mas esse tipo de atitude é reflexo da minha obsessão por equipamentos que tenham certas características específicas e que funcionem da forma que eu espero que funcionem. Foi com isso em mente que eu fui comprar uma máquina fotográfica nova e um gravador digital.

Cada compra aconteceu por um motivo. No caso da câmera, eu queria uma máquina que fosse versátil e mais fácil de levar do que minha Canon Rebel digital. Afinal, carregá-la por aí em viagens era um pé no saco. Mas eu não queria uma máquina minúscula, porque essas só têm zoom digital e eu acho o zoom ótimo primordial. Fiquei entre uma Canon, uma Sony e uma Panasonic. Todas na faixa dos 8 megapixels. Quase descartei a Canon porque ela claramente captava imagens com menos abertura. Passei alguns minutos avaliando a Sony e a Panasonic. Achei os menus da Sony confusos e os botões da Panasonic pequenos demais. Acabei ficando com a Canon Powershot Sx100IS mesmo. Não me arrependi. No fim, tive que comprar um cartão de memória mais rápido pra diminuir aquele tempo que a câmera perde pensando entre uma e outra fotografia.

Para facilitar minha vida na hora de guardar entrevistas e até mesmo colocá-las em podcasts e websites, resolvi comprar um gravador de voz digital. Aí, meu espírito geek falou mais alto. Lá fui eu com uma idéia da máquina que eu queria e a decisão de não cometer o mesmo erro de quando comprei um mini-disc da Sony uns anos atrás.

Em primeiro lugar, para que serve um gravador digital? Bom. A idéia é que você tenha um arquivo já em formato wav, que não vai se perder com o passar dos anos e que já é editável por programas como o Audacity, por exemplo. Tudo que eu não consegui com o Mini-Disc. Mas é importante ter em mente que você precisa ter a maior memória possívele que o gravador deve ter uma porta USB 2.0. Eu queria mais: que tivesse uma entrada para SD card. Panasonic, Sony, nas lojas eu não encontrava nenhum aparelho com entrada para cartão de memória e isso foi me irritando. Quando finalmente achei, era uma marca desconhecida e bizarra. Teimoso, comprei mesmo assim e, claro, me arrependi. A interface era um desastre, a qualidade do som era horrorosa e a maquininha não se entendia com cartões de 2 ou 4 gigabytes. Desastre total.

Acabei trocando por um Panasonic RR-US450. É básico, é simples, mas faz o que eu preciso e tem memória suficiente para segurar uma semana de entrevistas sem precisar correr para descarregar a memória. Vai me ajudar muito no RadarPOP e nos extras da MONET.

Vende-se um Archos

Meu caso de amor com o Archos vem desde quando vi um artigo sobre o gadget em 2003, na Wired. Procurei, procurei e só achei na França em 2004. Juntei o que tinha e o que não tinha e comprei. Foi o melhor e mais útil gadget que eu já adquiri na vida. O Archos virou meu companheiro preferido em todo tipo de viagem e me ajudou a me manter atualizado com as séries porque eu via na cama, nos taxis e até nos intervalos do almoço na editora.

Eu falei aqui mesmo no blog por três vezes. A primeira foi logo quando comprei. Eu expliquei porque não tenho Ipod e convoquei os amigos a pensarem diferente… mesmo.

Só vou vender o meu quando comprar um novo. Mas descobri uma pessoa que está vendendo seu Archos no Mercado Livre

Aproveite a oportunidade.

Os, errr…, novos ipods

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Um redesign, mais memória e um iphone “pelado” são as novidades da Apple. Eu imagino o estresse da equipe do Steve Jobs. ELe deve ficar dando esporro em todo mundo, porque precisa manter a taxa de “amazing”, “fantastic” e outros adjetivos. Mas o fato é que os caras precisam rebolar pra lançar novidades todos os semestres. Agora…

A melhor notícia de todas foi o tal ipod pelado. Assim, você pode ter aquela interface linda, aquela touch screen fantástica sem precisar se preocupar com conta de celular. Nice touch. Ou Itouch. Como você se sentiria (ou sente, sei lá) se tivesse pago aqueles US$ 600 no iphone e visse esse Itouch, hein? O de 8 giga custa US$ 300 e o de 16, US 400. Valha-me buda!!!

De resto, eu continuo dizendo o que eu sempre disse. Se a grande sacada de um media player portátil pra mim é pode ver filmes e vídeos em viagem, um ipod, com sua limitação de só tocar o padrão de vídeo da Apple, é muito travadinho pra mim. Eu repito, dê uma ignorada no hype e no culto ao mac e confira os fantásticos Archos (www.archos.com). O meu é um modelo de 2004. Continua funcionando perfeitamente e a bateria (que pode ser trocada) ainda dura mais de três horas para vídeos e mais de 13 para aúdio. Melhor negócio que eu já fiz no mundo dos gadgets. Eu devia ganhar comissão desses caras…