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Spoilers? Revelações?

Acabo de escrever e o Cris reclamou que eu revelei um segredo do filme. Mais embaixo, um leitor comentou que eu não podia ter revelado uma surpresa de Lost. No caso do Cris, eu fiz um comentário genérico que faz sentido pra ele, que viu o filme. No segundo, falei de um negócio que se revela no teaser do episódio.

Em essência, as pessoas estão obcecadas ao ponto de que não há mais como conversar sobre nada direito. Fica todo mundo andando em círculos pra não fazer nenhuma revelação. Uma chatice tremenda.

Não estou falando de gritar “o Bruce Willis está morto” pra quem está entrando numa sessão de “O Sexto Sentido” (puxa, foi mal. revelei o segredo de um filme de 10 anos atrás!). Nem de revelar quem matou fulano. Discute-se aqui a revelação de detalhes pequenos, de informações genéricas, de teasing natural nas conversas de amigos.

Foi mal, pessoal. Mas no meu site pessoal, as coisas vão funcionar do meu jeito. É muita chatice.

A menininha do corredor

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Uma das coisas dolorosas de morar longe da família é não poder ir vê-los sempre. COm a chegada da Clarinha isso se tornou mais incômodo do que nunca. Minha sobrinha nasceu e eu só a vejo de mês em mês, quando não fico, como da última vez, quase três meses sem vê-la. E nessa época, tudo acontece tão rápido…

Pra piorar, eu sofro com o fato de que, para ela, eu não sou ninguém importante. Provavelmente ela nem sabe que eu sou a mesma pessoa que ela viu três meses atrás. Ela não tem história comigo.

Mas eu tenho história com ela. São pequenos fragmentos dessa sensação tão especial de ver aquele serzinho crescer, começar a falar, andar e brincar, interagir, sorrir. Eu fui um irmão felizardo, porque curti a Anna crescendo tintim por tintim e me sinto meio avô de ver a Clarinha crescer agora e ser tão parecida com a mãe. Eu vejo vários detalhes, vários movimentos e expressões faciais da minha irmã nela. E isso é… é… indescritível. Taí. Fiquei sem palavras.

No fim de semana passado, ela veio com a Anna e o Cris almoçar na casa da minha mãe, onde eu estava hospedado. Eles tocaram a campainha, entraram e ela ficou olhando pra casa, pensando um pouco antes de entrar. Eu saquei a câmera e a peguei no corredor, hesitando daquele jeito que as crianças hesitam de vez em quando. Com a bolsinha na mão, o tênisinho Puma minúsculo no pé. Pura Anna Paula, o bebê. Pura Clarinha, a filha da Anna e do Cris. Minha sobrinha que me deixa sem fôlego, mesmo sem nem saber direito quem eu sou.

Num daqueles fatos que viram eventos familiares, ela foi convidada para fazer uma figuração numa novela da Record, Luz do Sol, que chega ao último capítulo na segunda. Segunda-feira, dia 19/11, às 21h, vamos todos nos reunir diante da TV, eu aqui em SP, o resto da família no Rio, para ver se ela ganha um close, uma fração de segundo que seja. Os tios, pais e avós são assim. Transformam em evento cada coisinha. Uma participação em uma novela, uma fração de hesitação no corredor.