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O mito dos Macs (atualizado)

Adoro meu MacBook preto.

É pequeno e potente. É leve. É bom de carregar. O som é bem razoável. O monitor é bom. Tem um HD de 250 giga. Funciona que é uma beleza. A Apple tem uma linha pequena de máquinas que sofre upgrades anuais. Isso significa que os problemas técnicos são mais fáceis de resolver. O sistema operacional sabe que vai trabalhar com uma quantidade limitada e determinada de periféricos e acessórios.

Mas está longe de ser perfeito. Apesar de tudo que dizem os fanáticos pela maçã, essa porcaria dá defeito e te surpreende. E tudo é caro. E o que são aqueles carinhas frescos de camisetinha azul que te tratam como um idiota nas Apple Stores? Ai, ai.

Bom. Tudo isso porque, como parte do meu projeto de mestrado, comprei uma câmera HD: a Canon HS100. É show de bola. Pequena, usa cartão de memória para gravar os clipes, tem entrada de microfone e headphone, modo de gravação a 24 quadros por segundo e mais um monte de features sensacionais. É, ao lado das outras Canons HV20 e HV30, uma das estrelas da Amazon e da B&H. Show de bola, né?

É. Se você não tiver um MacBook. E se você não se chamar Alexandre Maron.

Pois não é que meu IMovie e meu Final Cut se recusam completamente a reconhecer a câmera? O cartão? O sistema de arquivos?

Lá fui eu pros foruns. Veja bem. Não sou um expert em Mac, longe disso. Mas uso PC há muitos, muitos, muitos anos. Sempre tive o costume de me virar sozinho. Peço ajuda em fóruns por aí e sempre dou um jeito de resolver os problemas nos meus gadgets. Mas desta vez… Caramba. Horas e horas e horas. Maca da Varig e nada. 20 reais. Babado certo! Nada.

Cinco da matina. Frustrado, cansado. Desisti. Fui na Apple da Regent Street com a câmera, cartão, leitor. Coloquei lá e tudo funcionou direitinho, como era de se esperar. O problema é no meu MacBook.

Neste momento, estou fazendo um megabackup do meu HD e me preparando pra reinstalar tudo. Provavemente, em algum momento, eu instalei alguma coisa que estragou algum negócio na rebimboca da parafuseta digital do meu notebook. Como resultado, não consigo usufruir de uma das melhores câmeras do mercado junto com um dos mais versáteis editor de vídeo do mundo. Deseje-me sorte na reinstalação. Espero que tudo funcione depois disso e eu possa, novamente, falar com o mundo…

Atualização: Sinto dizer, mas a reinstalação não funcionou. La fui eu para a Apple Store falar com um daqueles, arram, gênios (é, eles ficam no Genius Bar, dentro da loja, resolvendo problemas). Mas, oops, apesar dos Macs serem fodões e não darem problema, o bar estava lotado. Ninguém podia me atender hoje, nem vai poder amanhã, muito menos na segunda… Marquei uma “consulta” para quarta, 10 da manhã.

Fala sério. Onde eu fui me meter?

Minha Londres

Cheguei aqui faz pouco mais de uma semana. Ainda não atualizei meu mapa com tudo o que eu ando vendo por aqui. Mas planejo fazer isso nos próximos dias. É divertido e me ajuda a encontrar de novo os lugares pelos quais passei. A casa desse mapa, daqui em diante, vai ser numa página só dele chamada Minha Londres.


Exibir mapa ampliado

Uma coisa engraçada. Eu comprei um Moleskine de NY algum tempo atrás. Fiz algumas anotações e parei. Nunca mais toquei no bichinho. Fiquei cheio de culpa. Quando estava vindo pra cá, pensei em comprar um Moleskine de Londres. Peguei, fui até o caixa da livraria. Na última hora, desisti. Sinto muito, Moleskine querido. Adoro produtos físicos. Adoro livros e papel. Sou low tech nessas coisas, até. Mas nesse esquema, posso compartilhar tudo com meus amigos. É mais gostoso.

iamnews quer ser o futuro no presente (atualizado)

Nir Ofir teve um sonho. Ou melhor, estava escrevendo um livro de ficção científica sobre um mundo no qual todos colaboravam numa grande rede de informações, a Iamnews (algo como “eu sou notícia”). Aí ele se tocou que toda a tecnologia estava de pé e que isso não precisava ser ficção científica. O futuro chegou, meu chapa.

Claro que a coisa toda é mais complexa do que os modelos de jornalismo cidadão que JÁ EXISTEM. Ele bolou um modelo de negócio, pôs de pé um business plan e fundou a empresa Iamnews.com. Quer fornecer notícias, ganhar dinheiro com publicidade e dividir os lucros com os colaboradores. Se acertar, pode virar uma plataforma de publicação poderosa (O TechCrunch fala detalhadamente da apresentação).

Está em busca de investidores. Um monte de gente achou a idéia legal, dentre as várias expostas no TechCrunch50. Será que vai pegar?

Os nerds mandam!!

A sempre bacanérrima Fast Company fala dos criadores que descobriram que as séries nerds são um grande negócio. Ok. Não é exatamente isso. A reportagem afirma que programas de TV que vão além do conteúdo televisivo, mas com inteligência e pertinência tendem a ser mais duradouros e a ganhar mais dinheiro tanto nos produtos periféricos quanto na venda de DVDs.