Auto Esporte no iPad apresentado em stop motion (!)

A turma da Editora Globo não brinca em serviço.

Na era das comunidades onipresentes, solidão para quê?

Estava lendo um artigo do sempre ótimo Steven Johson na Time. Acompanho o blog do Jeff Jarvis há algum tempo e estava “lá” quando ele avisou ao mundo em sua conta do Twitter que estava com câncer de próstata. Depois, quando fez a cirurgia. E assim foi.

Algumas semanas atrás, um dos meus cachorros, o Carl Sagan, morreu. No dia seguinte, eu descobri que meu outro cachorro, o Charles Darwin, tinha câncer. Não era o meu câncer, mas era como se fosse. Comecei a twitar e blogar sobre isso.

E por quê?

Simples. Me fez sentir melhor. Me fez ver que eu realmente não estava passando por aquilo “sozinho” (eu não estava de qualquer modo, já que minha mulher, irmã, mãe acompanharam tudo. Mas estamos falando metaforicamente). Nas semanas seguintes, em vez de melhorar a coisa piorou. O tumor voltou à pata do Darwin e a situação clínica dele começou a piorar sensivelmente. Depois de uma luta insana, nos vimos diante da dura realidade de ter que amputar a patinha dele. Só que o Darwin estava fraco agora. Podia não voltar dessa.

Continuar lendo

Múltiplos blogs

swissarmy01.jpg

Eu enrolei, enrolei, pedi ajuda e nunca tinha achado uma solução que fosse satisfatória para uma necessidade minha: postar em mais de um blog usando apenas um sistema de edição.

Resolvi testar o MarsEdit e ver se me adapto. E, claro, preciso postar mais. Andei deixando tudo de lado, por vários motivos. Mas as coisas vão se acertando e quem sabe eu consigo voltar às boas?

A estupidez das multidões

Em seu livro “A Sabedoria das Multidões”, James Surowiecki explica como conectadas pelos novos meios digitais, uma multidão de leigos pode tomar decisões melhores do que certos especialistas. Eu lembro disso quando vejo a história da moça que foi ridicularizada por uma turba de imbecis numa faculdade de São Paulo. Porque essa semana, alguém que viu esse vídeo ao meu lado fez esse comentário sobre a burrice das multidões e mandou uma espécie de alusão a obsessão por “multidões” de quem trabalha com internet e mídias sociais.

Muito legal. Obrigado por exprimir uma opinião e tudo mais. É bonito ter interesse nos assuntos e coisa e tal. Mas corre-se o risco de virar-se um Andrew Keen, que escreveu um livro inteiro (O Culto do Amador) baseado no seu bico por ver que pessoas sem pedigree estavam ganhando importância e suplantando gente como ele. A Sabedoria das Multidões é um livro muito bem sacado, muito bem embasado e muita gente que não leu fala muita besteira sobre ele. Só isso.

Continuar lendo

Tem que ser conspiração!!

Eu nunca me preocupei muito com esses vídeos do Matt Harding dançando pelo mundo. Achei engraçados, mas nunca dediquei mais do que dois segundos ao assunto.

Aí, a partir de uma indicação no Twitter, fui ver um post no Jaunted que dizia que, arrá!, Matt Harding tinha confessado tudoooo!!! E que ele tinha feito seus vídeos usando, hum, photoshop!(WTF?)

A coisa toda não fazia muito sentido, mas lá fui ver o vídeo. E era o Matt contando, em tom de piada, que seus vídeos eram uma farsa. Ele estava brincando e sacaneando todas as idéias malucas sugeridas. “Usamos robôs cujas peles a gente trocava!!”, ele diz. O orçamento de um negócio desses seria muito maior se ele fizesse os vídeos do jeito que ele estava dizendo que teria feito.

Para minha surpresa, o blogueiro do Jaunted engoliu tudo e assinou embaixo, confundindo o leitor que, muitas vezes, nem vai ver o vídeo. Resultado: os leitores leram o post e comentaram indignados que aquele tal de Matt Hardin era mesmo um safado.

Tava almoçando com o Matias no outro dia e a gente falava do quanto nosso mundo é fabricado pela nossa percepção + a mídia. Uma espécie de Matrix low tech. Mas bom senso e ceticismo podem salvar você. Basta mante-los ligados.

Curto ou longo? Isso importa?

Twitter ou blog? Curto ou longo? Eu tenho visto várias pessoas argumentarem a favor do twitter com a justificativa de que dá menos trabalho, é mais curto e coisa e tal.

Isso é uma questão legítima? Jura? O que me impede de blogar textos curtos? Nada.

Não é essa a questão, né? O que me parece genial no Twitter é essa sensação de conversa, de sala de chat virtual 24 horas, não linear, atemporal. Aí, o limite de 140 toques virou uma espécie de play factor, de limite que te desafia e te faz ser mais sucinto. Te obriga a quebrar seu pensamento em pedacinhos quando necessário. Eu tenho o hábito de, nos instant messengers da vida, ir teclando, dando enter e teclando mais e dando enter. Assim, eu mantenho uma velocidade maior na conversa, embora tudo fique mais fragmentado.

Dizer que o Twitter é mais fácil porque é mais curto me parece uma simplificação grosseira. É diferente de blogar, embora tenha pontos de contato. Da mesma forma que limitar o blog a “diário” é uma bobagem atroz. É confundir meio com gênero, ferramenta com o produto do trabalho dela, lápis com texto. Se o blog ameaça morrer como principal canal de comunicação pessoal isso tem mais a ver com a invasão do profissionalismo do que qualquer outra coisa. Em algum ponto, a coisa fica tão séria que as pessoas se intimidam. Uma pena.

O Twitter é um outro bicho, com outras possibilidades deliciosas. Mais uma das ferramentas que foi criada antes de se saber a utilidade e que quem descobriu o que fazer com ela foi o usuário.

Life as a game

A cada dia, mais aspectos de nossa vida vão sendo traduzidos em tabelas e gráficos que parecem videogames. É mais interessante entender o mundo dessa forma. Os game designers são, provavelmente, os melhores quando o assunto é comunicação rápida e funcional. Todo mundo tem muito a aprender com eles.

O mito dos Macs (atualizado)

Adoro meu MacBook preto.

É pequeno e potente. É leve. É bom de carregar. O som é bem razoável. O monitor é bom. Tem um HD de 250 giga. Funciona que é uma beleza. A Apple tem uma linha pequena de máquinas que sofre upgrades anuais. Isso significa que os problemas técnicos são mais fáceis de resolver. O sistema operacional sabe que vai trabalhar com uma quantidade limitada e determinada de periféricos e acessórios.

Mas está longe de ser perfeito. Apesar de tudo que dizem os fanáticos pela maçã, essa porcaria dá defeito e te surpreende. E tudo é caro. E o que são aqueles carinhas frescos de camisetinha azul que te tratam como um idiota nas Apple Stores? Ai, ai.

Bom. Tudo isso porque, como parte do meu projeto de mestrado, comprei uma câmera HD: a Canon HS100. É show de bola. Pequena, usa cartão de memória para gravar os clipes, tem entrada de microfone e headphone, modo de gravação a 24 quadros por segundo e mais um monte de features sensacionais. É, ao lado das outras Canons HV20 e HV30, uma das estrelas da Amazon e da B&H. Show de bola, né?

É. Se você não tiver um MacBook. E se você não se chamar Alexandre Maron.

Pois não é que meu IMovie e meu Final Cut se recusam completamente a reconhecer a câmera? O cartão? O sistema de arquivos?

Lá fui eu pros foruns. Veja bem. Não sou um expert em Mac, longe disso. Mas uso PC há muitos, muitos, muitos anos. Sempre tive o costume de me virar sozinho. Peço ajuda em fóruns por aí e sempre dou um jeito de resolver os problemas nos meus gadgets. Mas desta vez… Caramba. Horas e horas e horas. Maca da Varig e nada. 20 reais. Babado certo! Nada.

Cinco da matina. Frustrado, cansado. Desisti. Fui na Apple da Regent Street com a câmera, cartão, leitor. Coloquei lá e tudo funcionou direitinho, como era de se esperar. O problema é no meu MacBook.

Neste momento, estou fazendo um megabackup do meu HD e me preparando pra reinstalar tudo. Provavemente, em algum momento, eu instalei alguma coisa que estragou algum negócio na rebimboca da parafuseta digital do meu notebook. Como resultado, não consigo usufruir de uma das melhores câmeras do mercado junto com um dos mais versáteis editor de vídeo do mundo. Deseje-me sorte na reinstalação. Espero que tudo funcione depois disso e eu possa, novamente, falar com o mundo…

Atualização: Sinto dizer, mas a reinstalação não funcionou. La fui eu para a Apple Store falar com um daqueles, arram, gênios (é, eles ficam no Genius Bar, dentro da loja, resolvendo problemas). Mas, oops, apesar dos Macs serem fodões e não darem problema, o bar estava lotado. Ninguém podia me atender hoje, nem vai poder amanhã, muito menos na segunda… Marquei uma “consulta” para quarta, 10 da manhã.

Fala sério. Onde eu fui me meter?