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De olho nos hômis!!

Aqui estou eu discutindo business plans, websites, conteúdos com gente do mundo todo. São chineses, libaneses, chineses, alemães, indianos, iranianos, chineses, sérvios, alemães, chineses, indianos, russos… Chineses.

Vai que estava mostrando um site criado para o público feminino e no topo está um banner promovendo a estréia de Watchmen. O filme. Você sabe qual é.

Aí, um dos meus colegas, que era chinês, olha pro banner e diz. “Viu? Isso é o tipo de coisas que as mulheres se interessam. Watch men (ficar de olhos nos homens).” Não. Não era uma piada. Não era uma maronada (piada interna, foi mal. Um dia eu explico). Eles não conhecem a HQ, o filme, nada do gênero (e não são obrigados a conhecer).

O ponto engraçado disso é que você se acostuma a estar cercado por gente que gosta do que você gosta e conhece o que você conhece. E se ver com pessoas que têm preferências completamente diferentes das suas é algo no mínimo curioso.

Então vocês sabem o que fazer agora, mulheres. Watch men!!

Nick & Nora Infinite Playlist

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Eu queria tanto amar esse filme. Mas as únicas coisas que eu definitivamente adorei em Nick & Nora Infinite Playlist foram Kat Dennings e a trilha sonora.

Michael Cera é aquele cara que você curte num filme ou dois, mas chega um momento em que você não aguenta mais aquela cara de bobo e aquela incapacidade de tomar uma atitude. ELe está sempre hesitando, sempre sem saber o que fazer. Woody, chame ela logo para fazer seu próximo alter ego, vai. Ah, faça-me o favor.

Kat, por seu lado, é de uma beleza possível, com um rosto lindo, lábios incríveis junto com culote e barriguinha. E soa tão esperta, engraçada, divertida mesmo. Com a, digamos, vantagem de não ter a vibe lésbica de Ellen Page. Só por isso, ela realmente atrai o olhar masculino. Difícil não se apaixonar por ela.

Mas o filme é tão sem noção. Puxa. Eu queria que não fosse. Ele tem uma estética, um clima que eu adoro. Mas o roteiro é desordenado, cheio de coincidências bobas e preguiçosas com a desculpa de ser uma espécie de Depois de Horas adolescente. Não é. Não chega perto de ser. Não dá, né? Poderia ser mais simples e linear e deixar o charme de Kat (e, ok, de Cera) carregar o filme. Eu curti, mas fiquei com a sensação de que podia ter sido muito melhor.

Ele falou e falou…

Moore falou para a Total Film (como o Cris avisou no outro dia), mas eu curti mais essa conversa dele com a Wired

Ele se esquivou, ele reclamou, mas está cedendo e falando do assunto. Por quê, hein?

E coloco aqui um vídeo que fiz pruns amigos ingleses mostrando a caneca termo sensível com o logo de Watchmen, o filme.

O astro de artes-marciais que não briga mais

Eu não lembro mais quantos anos faz que eu vi o último filme de Steven Seagal (sim, eu vi filmes dele. No plural). Dez? Quinze anos? Foi quando ele ainda fazia filmes pro cinema e não para vídeo, como agora. Vai daí que eu estou na HMV e vejo que ele protagoniza um filme em que é um caçador de vampiros.

Juro.

O nome é Against the Dark. Olha, eu não tenho nada contra filmes de vampiros. Adoro o gênero. Aliás, pelo contrário. Justamente por ser um filme de vampiros, acabei reencontrando Steven Seagal. Tá. Mentira. Eu pressenti que ia ser uma trasheira enorme e me interessei pensando nas risadas. Nem isso, amigo. Nem isso.

O filme é um desastre. Ponto final. Mas foi o estado do homem que me assustou. Ele está gordo, completamente desajeitado, usando um casaco de couro preto apertadinho. Todos os movimentos de luta são trucados com cortes. Ele, que já não chutava direito, agora mal consegue levantar as pernas e nem os velhos golpes de aikidô usa mais. É mais do que constrangedor, é deprimente.

Português estranho

É impressão minha ou tem alguma estranha no estilo de redação do CineClick, um site do UOL. Hoje fui ler uma nota sobre Rambo 5 (!) e tinha construções como:

“Sim, estamos a fazer outro ‘Rambo’, mas o problema é saber se vamos fazê-lo na América ou em um país estrangeiro”, revelou o ator

No Brasil, não falamos assim. “Estar a fazer “é uma construção tipicamente lusa. E tem mais…

Sobre todas estas ideias, Stallone disse que “gostaria de aproveitar Rambo para outro gênero, experimentar um pouco com o personagem”, explicou. “Seria definitivamente não ser outro filme de guerra. Eu não posso ir mais longe do que aquilo com que eu tenha já feito”, finalizou.

Hello? Tem tantos erros de construção nessa frase que eu nem sei por onde começar. Eu hein.