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Múltiplos blogs

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Eu enrolei, enrolei, pedi ajuda e nunca tinha achado uma solução que fosse satisfatória para uma necessidade minha: postar em mais de um blog usando apenas um sistema de edição.

Resolvi testar o MarsEdit e ver se me adapto. E, claro, preciso postar mais. Andei deixando tudo de lado, por vários motivos. Mas as coisas vão se acertando e quem sabe eu consigo voltar às boas?

A vida anormal que virou normal

Faltam quatro meses para eu voltar. Isso significa que a vida que eu estou começando a achar normal vai mudar de novo para algo que eu não sei bem o que é em setembro.

Estou enjoado do meu quarto. Não me entenda mal. É um quarto bom até. Tenho um espaço bem maior do que as pessoas conseguem ter em geral por aqui nos dormitórios de universidade. Mas sou eu e eu. Eu quase fujo daqui. Entendo agora porque as pessoas fogem dos seus apartamentos para os cafés. É o que eu faço. Pego um livro, o computador e me mando.

Amanhã eu preciso ir na lavanderia. Roupas de cama, toalhas, cuecas, calças e camisetas. Descobri um gel que substitui o sabão em pó, exagero um pouco no amaciante porque adoro o cheiro na roupa.

Aprendi a fazer um delicioso cuzcuz com camarão (temperado no limão, alho, pimenta e coentro). Meu frango ao vinho branco ficou muito gostoso. Minhas saladas estão fantásticas e ainda odeio lavar louça. Mas sou eu quem faz tudo, tudinho. Estou um pouco cansado da minha cara e comecei a testar novos cortes de cabelo, deixar a barba crescer, depois raspar tudo, depois mudar de idéia. Estou usando camisas de cores completamente malucas e descombinadas, porque… não sei porque. Porque eu quero. Porque me deu vontade de colorir as coisas. Mas o que faz sucesso mesmo é minhca camiseta de Battlestar Galactica, escrita Frack Me. Eu não consigo sair na rua sem ser cumprimentado pelo menos umas duas vezes por gente que adora o seriado. Preciso dizer que isso nunca aconteceu no Brasil, onde eu usei a camisa várias vezes? Ok, comparação desproporcional e injusta.

Mas eu gosto muito daqui. É uma cidade que vibra na minha frequência. Tem coisas meio patéticas, como essas câmeras insuportáveis e esses comerciais fascistas da TV licence. E cheia de cartazes dignos do Passive-Agressive-Notes, como esse que eu vi no banheiro do campus de Marylebone da University of Westminster:

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(Mas, mas… Mas eu não fiz nada!!!)

Mas é uma cidade fantástica que não me decepcionou em nada. Bom, me decepcionou por não ter latas de lixo direito. Isso me incomoda bastante. Mas uma metrópole inesquecível. Vou morrer de saudades daqui.

Outro decepcionado

Finalmente achei alguém que concordou comigo sobre o decepcionante episódio final de Battlestar Galactica. Mas parece que somos uma franca minoria. A maior parte das pessoas achou o final de Galactica ótimo ou fantástico. Fazer o quê?

Blog do Kombato

O Kombato é um conjunto de técnicas e práticas voltadas para segurança pessoal que inclui artes marciais, autodefesa e filosofia de segurança. O criador, Paulo Albuquerque, é meu amigo há uns bons 20 e poucos anos.

Agora, é óbvio que eu não concordo com tudo que o Paulo pensa e prega. Mas pra mim o que importa é saber que as motivações são nobres. O resto se discute caso a caso. E ficou mais fácil, porque ele está blogando regularmente sobre segurança, Justiça, violência etc. Assuntos levinhos. Coisa polêmica e que gera discussão longa em qualquer situação.

Banco Central… da Lua

Vi no Matias, que viu no Warren Ellis, que pescou no English Russia.

Assim como a Europa resolveu um monte de problemas com o Euro, imagine um mundo com apenas uma moeda? Tipo um Banco Central e uma central de impressão na Lua e nada de dor de cabeça com câmbio. Puxa, se fosse simples assim… O English Russia apresenta uma série de designs de notas imaginárias de um mundo com o Lunar (que o Ellis diz que são tiradas de uma idéia de realidade alternativa na qual os russos colonizaram a Lua, mas o blog russo não toca nesse assunto). Muito legal. Não deixe de olhar o blog russo, porque eles mostram um monte de outras notas lindas. Aqui, eu resolvi colocar Julio Verne.

Oito anos

Hoje este blog faz oito anos. Eu abri a conta no Blogger num distante setembro de 2000, mas só arrumei e ajeitei o blog em janeiro de 2001. Como aconteceu com várias pessoas, o blog substituiu um hábito que eu estabeleci quando fui morar em São Paulo, no final de 1997: mandar um mesmo e-mail para vários amigos contando o que estava acontecendo na minha vida. Com o blog, o diálogo se expandiu e conheci várias pessoas bacanas e muito interessantes. E olhe que o blog foi uma coisa meio stealth por bastante tempo.

O fato é que tenho orgulho do que se construiu aqui. De vez em quando, releio algumas coisas e me surpreendo com minhas idéias de cinco, seis… oito anos atrás. Como eu mudei. Nesse espaço de tempo, trabalhei no maior jornal do país, ajudei a desenhar uma revista, a NET TV, comandei a criação de outras duas, Época São Paulo e MONET, editei o 300 Filmes, participei da criação de livros de gastronomia para a MONET e dei o pontapé inicial no 10+, que o meu amigo querido Denerval Ferraro Jr. escreveu. Entrevistei alguns dos maiores astros, produtores e diretores de cinema e TV. O maltesinho Sagan surgiu um pouco antes da “abertura” do Blog, mas o labrador preto Darwin foi intensamente festejado aqui. Fui deportado dos Estados Unidos! Minhas revista ganhou prêmio de capa lindona. Lancei outros blogs, podcast. Casei, me mudei. Me mudei de novo. Agora, o blog acompanha minha vida em outro país. Em setembro, vai documentar o que muda na minha vida quando eu voltar ao Brasil.

Adoro ter esse espaço. Obrigado por compartilhá-lo comigo.

As certezas de cada um

Já se vão alguns dias da publicação do texto sobre o estupro da empregada. Vou deixar assim, pra simplificar.

Daí que muita gente boa achou um absurdo as pessoas acharem que o texto é verdadeiro quando, dizem essas pessoas que eu leio regularmente e que respeito pra caramba, é tão claramente falso. Para esses blogueiros, o texto tem vários sinais que indicam ser ficção.

Pois eu, que coloquei em questão a veracidade do texto alguns posts atrás, discordo completamente. Não acho possível hoje, diante de tudo que se vê e lê, dos absurdos verdadeiros que eu vejo as pessoas cometerem publicamente, saber onde começa a verdade e termina a ficção. Num mundo em que pessoas fazem cada vez mais coisas imbecis diante de câmeras em busca de popularidade ou audiência (inclusive mentir, claro) não vejo como ter certeza de alguma coisa. Prefiro adotar o saudável hábito de, diante do fato, sempre achar que pode ser mentira. Ou não. Afinal, daqui do meu quarto, é difícil saber o contexto de tudo.

Ademais, não foi só burrice ou inaptidão para leitura que fez milhares de pessoas terem acreditado que aquilo era verdade. O texto confundiu as pessoas, porque sua apresentação é… Confusa. Quero dizer, era. Agora vem com advertências da Trip e do autor. Se fosse tão desnecessário assim, para que avisar? Não sei. Talvez seja meu cacoete de jornalista. Mas as coisas têm que ser claras. Se não forem, viram pegadinhas.