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Surpresa: Maísa é uma criança!

Vi no Gafanhoto esse clipe da Maísa no Silvio Santos. Bom, nem vou entrar no mérito da escrotice dele induzir ela ao choro dessa forma e, como o programa é gravado, apresentar a situação em rede nacional de qualquer modo. Como ele é o Silvio Santos, se safa de ser condenado por esses absurdos. Mas o negócio é lembrar que ela é só uma criança. A gente sabe disso, mas até esquece que ela pode ter reações tão… infantis.

Somos mais iguais do que gostaríamos

Os brasileiros têm um problema de auto-estima bem curioso (Ok, todo mundo tem o seu, mas eu sou brasileiro, então vou falar do nosso, ok?). A gente acha que algumas coisas (erradas) só acontecem no Brasil e adora dizer “Rá! No (coloque aqui seu país de Primeiro Mundo) isso não acontece!! Legal, legal. Mas acontece.

Aqui tem mais infra-estrutura, mais tradição e um cidadão com um nível educacional superior, na média. E a média é só a soma de todo mundo, dividido pelo número de pessoas. Uma boa infra-estrutura permite que os fora de série se sobressaiam. Uma estrutura ruim os enterra num canto qualquer onde eles pode nunca ser notados.

E aqui (surprise, surprise) também tem muita bobagem. Um monte de erros grosseiros e roubo. Isso mesmo, o pessoal do Primeiro Mundo rouba. Muito. Eu sei, eu sei. Não é novidade, você deve saber que não é. Mas as pessoas insistem em fingir que eles são perfeitos e nós somo lixo, então é bom relembrar isso de vez em quando. Aqui, como no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, os políticos usam mal o dinheiro do contribuinte. Eles deixam o governo pagar as coisas pra eles!! Nossa!

E essas barbaridades acontecem na França, na Itália, no Japão…

No momento, o pau está comendo aqui porque os parlamentares são cheios de mordomias e abusam. Nossa, mas isso não era algo que só acontecia no Brasil? Hum. Não. As empresas estão quebrando, negócios que daí de longe parecem coisas grandiosas são micro-empresas de fundo de quintal iguais as nossas e eles cometem erros grosseiros de organização todos os dias. Minha amiga alemã disse que, para ela, a Inglaterra parece um país em desenvolvimento.

Comece a aceitar que eles não sabem direito o que estão fazendo. Só fingem melhor do que a gente.

Em busca das ereções perdidas (?!)

Faz-me rir um texto desses. Mas vale uma lida na versão completa. Abaixo um trechinho…

“Nada tenho contra vigilantes, repito. Mas também acrescento que os vigilantes têm de cumprir dois requisitos básicos.
Em primeiro lugar, só podem existir na tela, não na vida real. Na vida real, continuo a preferir o Estado de Direito, em que existem leis, polícia e tribunais, e não loucos ou beneméritos que gostam de fazer justiça com as próprias mãos.
Mas mesmo os vigilantes das telas têm de cumprir um segundo requisito: não podem usar collants, máscaras, pinturas ou capas supostamente voadoras. Dizem-me que Batman, ou Super-Homem, é uma metáfora profunda sobre a nossa condição solitária e urbana; heróis derradeiros da pós-modernidade. Não comento. Exceto para dizer que morro de rir quando vejo um ator, supostamente adulto e racional, enfiado num pijama colorido e disposto a salvar a humanidade das mãos maléficas de um vilão tão ridículo e tão colorido quanto ele.
Sem falar dos fãs: homens feitos, alguns casados, que continuam a acreditar que um super-herói em pleno vôo compensa todas as ereções falhadas.”

Ereções falhadas… Uau!

A imbecilidade

Eu olho nos seus olhos e te conto meu maior drama. O evento que me assombra todas as noites, que me faz acordar suado. O evento que eu revivo em pesadelos, que eu fantasio sempre o que seria da minha vida se aquilo não tivesse acontecido, se eu tivesse feito diferente, se, se, se…

Guilherme Fiuza, jornalista-blogueiro contou em seu blog o drama que viveu em 1990, quando seu filho morreu ao cair do oitavo andar. Ele revelou isso justamente para jogar alguma luz sobre a estupidez, a imbecilidade de pessoas que acham que conceitos básicos da civilização, como o princípio da presunção da inocência até prova em contrário, são absurdos. A investigação sobre a morte de Isabella está longe do fim. Há muito chão a se cobrir antes que o pai e a madrasta sejam considerados culpados ou inocentes, se é que serão indiciados. É só a mais pura ignorância condená-los sem conhecimento de causa, dos fatos, com base apenas em um delegado que gosta de aparecer e em uma imprensa sensacionalista e irresponsável.

Mas diante de tudo, diante do relato duro de Fiuza, há quem tenha tido a cara de pau de mandar comentários como “foi mal, mas você foi negligente com seu filho”. Não vou nem entrar em mais detalhes. É preciso ter um QI muito baixo para, diante dos fatos, fazer um comentário como esse. Além de ser inadequado falar algo assim, simplesmente porque é, a pessoa ainda diz isso sem saber nada sobre o fato. Fiuza não diz em que condições seu filho morreu. Ainda assim, um imbecil, um ignorante, um sei lá o quê, consegue fazer um comentário desses. Eu fico pensando se pessoas assim diriam isso na lata, olho no olho. Ou se, talvez, isso seja mais um subproduto da anonimidade dos fóruns dos blogs e websites.

E esse tipo de pessoa insuportável, ignorante, ignóbil ainda faz uma obsevação de que a suposição de inocência salvo prova seria uma bobagem, porque apenas ajuda criminosos a escaparem. Nessas horas, eu só consigo pensar que preciso ir morar numa bolha, numa ilha deserta, num lugar no qual não precise viver no mesmo planeta que gente assim. Nem respirar o mesmo ar.

Jogado do barranco

O novo, hum, hit do You Tube é um vídeo em que supostos marines parecem jogar um cachorro de um barranco (se você quiser ver, clique aqui. Não vou promover o vídeo com telinha e tudo mais, mas seria errado não dar o link). Ainda carece de confirmação de que é real. Parece ser só uma piada de mau gosto. A sensação é que a mão do cara sai do quadro e eles jogam um boneco no barranco. Afinal, é um treco tão, mas tão gratuito e infantil e escroto que a gente só pode torcer para que seja falso.

Eu Não Quero Falar com Você

Em um post mais embaixo, eu falei sobre como os israelenses estão triturando palestinos e isso irritou muita gente. Uma moça me chamou de anti-semita, outro rapaz falou que genocídio quem pratica são os palestinos que explodem bombas e matam pessoas nas ruas de Israel.

Mais importante do que as opiniões contràrias às minhas, é a forma como as pessoas não conseguem mais entender nem ouvir as opiniões alheias. É um emburrecimento preocupante.

Paulo me diz que minhas opiniões são radicais, que eu, indiretamente sou um assassino, porque eu disse que os israelenses estão matando palestinos indiscriminadamente. Me disse também que eu sou radical. Renata me chamou de ignorante e nem insinuou, tentou me ofender inferindo que eu não sei nada de história.

Não há debate, tudo se reduz a inferências a meu respeito e não em relação às minhas opiniões. Tem alguma coisa errada aí.

O problema de muitas pessoas está nelas se cercarem somente de gente que concorda com elas. Elas desaprendem a debater, desaprendem a ouvir os outros. E não sabem mais argumentar.

Em vez de debater com você eu me preocupo em te dizer que você é feio, chato e bobo. Eu chamo você de burro. Te desqualifico para ganhar a discussão. É ainda pior que a técnica de ter melhores argumentos mesmo estando errado e ganhar uma discussão sem estar com a razão. Pelo menos ali há alguma inteligência envolvida. Aqui não.