Arquivos da categoria: Acredite se quiser…

Casillas, os heróis das Copas e o final feliz

O esporte volta e meia nos oferece histórias que, se contadas assim, fora de contexto, ninguém acreditaria. O último grande conto de superação que eu vi acontecer foi o de Ronaldo. Um jogador que foi dado como acabado e, em 2002, deu a volta por cima de forma inacreditável. Ganhou a Copa, depois de ter sido citado como o responsável pelo fracasso inexplicável de 1998. Naquela vitória incrível saiu como uma espécie de super-herói pra mim.

Nesta Copa, Casillas protagonizou seu conto mítico. Quando a Espanha perdeu para a Suíça no primeiro jogo, chegou a ser criticado pela imprensa esportiva de seu país porque sua namorada, a repórter de TV Sara Carbonero, o teria distraído. A bela Sara cobriu os jogos da Espanha de dentro do campo e estava atrás do gol de Casillas.

Pois ontem protagonizou momentos sensacionais. Primeiro em campo, fazendo defesas incríveis que salvaram seu time, tornando possível vencer a Copa com o magro 1 a 0. Depois, ao chorar emocionado quando Iniesta fez o gol da vitória do seu time. Por fim, ergueu a taça e deu a Volta Olímpica (ou tentou, já que houve uma invasão patética do campo). Diante das câmeras, foi entrevistado por Sara, com tinha acontecido em outros jogos.

Aconteceu uma daquelas situações que, se contadas por aí, você diria que é cascata. Ou, mesmo num filme, a gente diria, “po que finalzinho bobo de filme amerticano”.

Aconteceu isso aqui ó:

O que veio depois? Fade out. The End

Adeus, Dunguismo. Não vou sentir sua falta nem por um segundo.

Se foi mais uma Copa. Não vou dizer que não senti nada, porque seria mentira. Mas fiquei pouco frustrado em comparação com outras desclassificações. Eu nunca gostei do time do Dunga, como está claro em meus relatos no Twitter desde sempre. Sempre achei Dunga com uma empáfia desproporcional à suas qualidades práticas. Nunca me senti representado pelo time dele e por alguns dos jogadores em especial. Mas os caras colocavam aquela camisa amarela (ou a azul, como ontem) e eu simplesmente não conseguia não torcer.

Eu odeio jogo feio e odeio, também, quando meu lado joga, além de feio, com destempero. É uma característica minha. Sei que muita gente deve gostar do jeito daquele cabeça de bagre do Felipe Melo jogar. Mas eu não posso achar bonitinho um jogador da seleção mais vitoriosa, aquela que (supostamente) joga bonito e melhor naturalmente, baixando a porrada pra todos os lados e saindo com a cara lavada e dizendo que não foi nada. É me chamar de burro. Felipe Melo, principalmente, não me representa. Eu, aliás, achei a perfeita tradução do que ele é: o Forrest Gump Bizarro. O Mundo Bizarro é uma criação para os quadrinhos do Superman. É um mundo onde tudo é meio que reverso (mais sobre isso na Wikipedia). Então o Super, que é um herói inteligente e bacana, vira um idiota malzão. Se Forrest Gump tinha a sorte de estar sempre no lugar certo participando de alguma coisa posititva da história, Felipe Melo estava em todos os momentos ruins dessa seleção. É tudo culpa dele.

Sério. Meus amigos de vários cantos do mundo estão cansados de me gozar porque o time do Brasil é, para eles, uma droga. É ridículo um indonésio, um americano, um iraniano fazer piada com um brasileiro sobre futebol. Mas eles fizeram. Sabe por que? Porque eles perceberam o óbvio, Dunga é… Isso aí que a gente viu. Até quem tem muito menos tradição (ou nenhuma) percebeu. Mas a CBF deixou esse trem desgovernado seguir em frente.

Continue reading

O último gol de Pelé

Já que eu tomei vergonha e voltei a postar, vou colocar o link pro vídeo do Pelé aqui. Eu fiquei engasgado quando vi isso. Não vi Pelé jogar ao vivo, mas vi muitos vídeos e filmes sobre ele, que viveu uma era menos midiática. Parece que nosso esporte predileto é desmontar mitos e devalorizá-los. Tentamos fazer isso com o Ronaldo o tempo todo, por exemplo. O que esses fora-de-série fizeram está feito, virou história.

Se você não viu, separe cinco minutinhos para esse curta emocionante sobre o Rei. É muito, muito legal.

Um “aviso legal” nas mensagens pessoais é necessário?

E-mails corporativos, por padrão, vêm com uma mensagem de rodapé que proíbe ativamente sua publicação. É só um recurso legal para evitar que, algo que você mandou para alguém num e-mail corporativo sofra algum mau uso, como prejudicar a empresa com uma informação que não deveria originalmente ser divulgada fora daquele contexto.

Bem, criei uma versão menos palavrosa para meus e-mails pessoais. Algo para deixar claro aos meus destinatários que as mensagens trocadas devem ficar entre nós e que, para saírem dessa esfera privada, eu preciso ser consultado. Isso não muda nada além de colocar às claras a questão ética. Em certos casos, você pode dar um forward. Mas não devia fazer isso sem consultar o remetente. Vão continuar fazendo isso, claro. Certas coisas ficaram tão fáceis e comuns que as pessoas simplesmente não se preocupam mais.

Ficou assim:

“O conteúdo desta mensagem é privado e não deve ser divulgado externamente sem a minha prévia autorização.”

Parece frescura… Até o dia em que não é mais. Vivendo e aprendendo. Você acha que eu estou exagerando? Diga lá.

A Amazon me conhece mais do que eu gostaria

Eu não páro de me impressionar com a eficientíssima máquina de vende do Jeff Bezos. A Amazon é a loja mais bem montada, mais bem gerida e desenhada que já existiu. Tem de tudo, oferece preços incríveis e ainda sabe te oferecer o que você nem sabe que ia querer. E ela faz isso de várias formas. Coletando seus hábitos, mas também comparando com o de outras pessoas.

Estou em Nova York a trabalho e na minha única parada para comprar alguns Blu Rays trouxe três pro hotel. Aí, chego e vou dar uma olhada na Amazon para ver o que as pessoas disseram de um dos discos que eu comprei, a versão ultimate de Watchmen.

Aí, mais embaixo, eles dizem que outras pessoas que compraram essa edição, levaram também mais dois discos… Exatamente os que eu comprei.

Ouch. Parece magia, mas é tecnologia.

Pra variar, a SPTrans não sabe atender

Você tem um bilhete único?

Eu tenho um, que uso só quando preciso pegar o metrô vez por outra. Isso, claro, porque posso ir trabalhar de moto ou carro todos os dias. Nem todo mundo tem a minha sorte.

Minha empregada tem o Bilhete Único também. Mas esse é o principal meio de transporte dela para tudo. E o cartão dela foi roubado ontem. Foi quando começou o seu calvário…

Continue reading

Steven Seagal: Homem da Lei

E Steven Seagal não tem limites. Eu tive a paciência de assistir a dois episódios de Lawman, um reality show do A&E em que uma equipe acompanha Seagal trabalhando como policial em uma pequena cidade americana.

É, mais uma vez, constrangedor e funciona perfeitamente como uma comédia involuntária. Ele tenta soar zen, profundo, durão, mas tudo soa… bobo. Até porque ele posa de rei da cocada preta e nada de interessante acontece. Aí, tome o cara posando de mestre atirador e, depois, dando aula de Aiki-Do aos policiais.

Anos (e quilos) depois de Baywatch

Você simularia um afogamento para ser resgatado por essa salva-vidas?

nicole-eggert

Hum. Ok. Dois caras tiveram essa idéia com alguns anos de atraso. Deu no que deu.

É uma situação curiosa. Por um lado, Nicole Eggert, a atriz que fazia Baywatch, demonstra um bom humor incrível ao fazer piada com sua forma física atual, vários quilos mais gorda do que quando fazia a série.

Não deixa de ser cruel além da conta. Mas humor é humor. Você se sentiu ofendido(a) com a idéia?