Carta para a Marina

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Minha linda, pequenina, fofinha, Marizoca.

Você ainda não pode ler isso. Ainda pouco sabe o que a gente diz. Mas um dia você vai poder entender o que eu estou escrevendo e espero te arrancar um sorriso. Mais um. Desses que eu gosto tanto de ver.

Olhar para você me acalma, Marininha. E hoje, nesse momento em que te escrevo, poucas coisas me acalmam. Mas vai melhorar. E eu só acho que vai melhorar porque olho pra você. E esse momento, o de olhar pro seu rostinho, é de esperança no futuro. Porque um futuro com você e com a sua irmã só pode ser melhor. E se não for, me dá vontade de lutar para que seja. Porque tem que ser melhor. Entende?

Seu sorriso me aquece o coração. E, tenho que confessar, poucas coisas hoje me aquecem o coração. É o momento. Vai passar.

Tem outra coisa que eu sinto quando olho para você. Vontade de envelhecer. Essa vontade eu nunca tive (não que faça alguma diferença querer ou não). Mas é que, para ver você e sua irmã crescerem, virarem tudo que vocês podem ser, eu preciso envelhecer. E se esse é o preço. Puxa, paciência.

Esta é a primeira de muitas cartas, ou e-mails, ou mensagens, ou posts do Facebook ou de qualquer outro meio que for inventado. Você só vai conseguir ler isso mais tarde, quando for alfabetizada. Só vai entender mesmo… Um dia. Quando você olhar para sua filha ou sua sobrinha amada e sentir o que eu estou sentindo. Quando seu coração se aquecer como o meu.

Aí você vai entender porque eu escrevo uma cartinha tão simples com lágrimas nos olhos. Não é tristeza não. É felicidade. É porque eu sei que é só o começo.

É o primeiro parabéns. De muitos anos de vida.

Te amo

Tio Alê

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