“Minha” Londres e a “deles”

Olhei para o mapa montando no Google Maps pelo Guardian e imediatamente me ocorreu ir dar uma olhada num outro que eu costumo fazer em todas as cidades que eu visito e que eu chamo de “Minha >ponha cidade aqui<". Minha Nova York, Minha Amsterdam, Minha Roma, Minha... Londres. De todas elas, pelo que eu vivi lá, eu sentia Londres como a mais minha de todas. Foi um ano intenso vivido por lá e que me deixou com saudades das pessoas e dos lugares. Aí resolvi sobrepor a minha Londres a dos vândalos...

Destaquei um pedaço do mapa. Os lugares do centro que eu freqüentava, são as marcas azuladas. As alaranjadas, são os ataques. Até hoje, mesmo sabendo que eu moro na parte mais alta daqui de SP, sempre que chove, minha mãe me liga perguntando se eu não estou no meio da confusão. Pois ao que tudo indica. Se eu estivesse em Londres, ela teria tido bons motivos pra ligar preocupada…

Dito isso, fiquei impressionado com uma coisa nessa cobertura da parte do Guardian e da BBC, minhas fontes primárias de notícias sobre a Inglaterra. Falta de contexto. Os sites te enchem de fotos, vídeos, dos eventos e não conseguem te explicar direito quem está fazendo isso e por quê. Na cobertura do Guardian e da BBC os eventos não têm face, nêm motivo aparente. Estão acontecendo.

Só no Telegraph fui encontrar algum comentário, análise. Pro melhor e pro pior. É ali que vai ser discutido se a polícia não conseguiu conter os saques porque ficou com medo de soar racista ou que surgem as vozes afirmando que dado o desemprego e o descaso do governo, isso ia acontecer a qualquer momento. Ainda são análises óbvias, pouco profundas. Mas são uma tentativa importante. No Telegraph, estão ao lado dos mapas interativos, vídeos e fotos. Uma tenativa de iluminar faz bem.

Conte para os amigos!

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