#Kinect é legal, a #Microsoft Brasil, não #fail

O Kinect foi oficialmente lançado no Brasil quinta passada. A Live Brasil, alguns dias antes. Mas, claro, continuamos sendo tratados como idiotas, ladrões e burros pela Microsoft. Basta examinar alguns fatos…

Vejamos. É bom ter o Kinect lançado no Brasil? Ô se é. Um Kinect legalizado custa R$ 599 contra os R$ 950, em média, cobrados pelos muambeiros. Considerando que um Kinect nos EUA custa em torno de R$ 280 (US$ 150), ainda estamos sendo assaltados e não só pelos tributos. Mas tudo bem, deixamos de pagar R$ 350 a mais.

Isso, claro, quando a Microsoft for capaz de entregar quantidades decentes aos revendedores. Essa maldita escassez artificial que os fabricantes insistem em impor é algo irritante, desonesto e simplesmente um desrespeito ao seu cliente. Mas eles se importam? Parece que não.

O Kinect esgotou em poucas horas na quinta. Mas não porque vendeu como água. A Microsoft mandou umas 15 unidades para a Fnac (isso, aquela outra porcaria de empresa) da av. Paulista. Mais ou menos a mesma coisa para a de Pinheiros. Ridículo. Aí, cria-se a sensação de que o produto é um enorme sucesso. Sensação criada artificialmente.

Vamos falar de outra esperteza da Microsoft Brasil. Enquanto o Kinect foi lançado nos EUA com uma dezena de títulos, aqui no Brasil a coisa foi bem diferente. Um título. Um só. E ainda assim aquela porcaria chamada Joyride. Um jogo de carro que não chega aos pés do Dance Central, do Sports e do Your Shape, só para citar os mais populares da linha.

Eu não posso entrar na cabeça dos gênios da Microsoft, mas oferecer o pior produto da sua linha me cheira a forçar a venda. Quem comprar um Kinect, vai querer ter mais opções. Sério. O produto é muito bom e você fica imediatamente querendo testar as outras maluquices que os caras criaram. Fica querendo e só. Considerando que é um típico produto de família, os pais se verão pressionados a comprar o que houver de opção na loja. Lá vem o Joyride. Azar o nosso.

A concorrência nessas horas vem mesmo é dos muambeiros. São eles que deixam a Microsoft atenta. E eles falharam de novo em colocar a empresa pra se mexer. Primeiro cobraram muito caro pelo Kinect, depois falharam ao não acreditar no produto e não trazer títulos também.

Adivinha quem não dormiu no ponto? Os piratas, claro. Mais uma vez, eu não podia comprar um jogo a mais para o meu Xbox 360. Mas quem tem um Xbox destravado, pode. Pode tudo.

Quando é que essas empresas vão aprender? Tem alguma coisa muito errada quando eu estou disposto a pagar R$ 150 num jogo original e não consigo comprar porque a empresa se recusou a distribui-lo. Aí, do meu lado, tem um usuário que consegue comprar o mesmo jogo por R$ 15. A distância entre eu mim e ele é pagar R$ 100 a R$ 150 para “destravar” meu aparelho.

Economics 101, Microsoft. Para que eu continue do lado legalizado da história, você precisa me oferecer vantagens, não desvantagens. Eu preciso ter os produtos logo, quando eu quero. Eu preciso pagar um preço decente. E eu preciso não me sentir um idiota. No momento, eu me sinto uma besta. Aliás, esse sentimento vem se repetindo de uns tempos para cá. Eu opto por respeitar copyright, pagar impostos, e só sou mal tratado por isso.

Nem vamos falar na Live Brasil, né? Uma sala vazia. Por que eu migraria para lá se não há nada, NADA, SIMPLESMENTE NADA que me interesse ali? É patético. Façam seu dever de casa e depois venham tentar me convencer a pagar por isso. Sejam honestos comigo ao menos como forma de “pagamento” pela contrapartida de que EU SOU HONESTO COM VOCÊS.

Quid pro quo.

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