Saudade que não acaba


O dia em que meu ogrinho chegou.

E assim se passaram dois meses. Meu pretinho morreu e, confesso, eu ainda choro quando penso nele. Fui a Brotas semana passada e lembrei de um dia perdido mais ou menos dois anos atrás. Depois de passar um fim de semana com ele, o maltesinho Sagan e a Mônica em Campos de Jordão passeando nas matas, prometi que iríamos todos a Brotas quando eu voltasse de Londres.

Eu voltei um ano depois, fui tragado pelo trabalho e, quando eu vi, meu cachorro tinha uma ferida na pata. Eu cheguei a me prometer que, assim que ele sarasse, o levaria. Nunca ficou bom. Nunca tivemos a chance de fazer isso juntos.

Agora, eu ando por aí alerta, procurando um cachorro para cuidar. Meio que sinto que, depois do que eu passei com o Darwin, eu dou conta de qualquer outro cachorro. Mas tem que conectar. Tem que fazer sentido. Na hora certa, chega outro.

Mas eu nunca, nunca mesmo, vou esquecer meu ogrinho. Vou ser daqueles marmanjos que, na velhice, choram pelo cachorro perdido na infância.

Conte para os amigos!