Charles Darwin (2006-2010)

Aniversário do Darwin from alexmaron on Vimeo.

No domingo, montamos uma festinha na pracinha onde o Darwin cresceu. Ali, conheci grande parte do circulo de amigos que tenho hoje fora do trabalho. Gente apaixonada, como eu e a Mônica, pelos seus cachorros.

Ontem, o Darwin morreu durante a cirurgia delicada em que retiraram um tumor alojado no peito, exatamente no lugar de onde foi amputada a sua pata dianteira direita. Foi uma cirurgia complexa e longa. No final, ele não resistiu.

Não posso dizer mais nada para ele agora. Felizmente, eu disse muitas vezes o quanto o amava. Eu o beijei e o aninhei. Eu passei noites em claro ao lado dele e fui passear no meio da madrugada, quando senti que ele precisava fazer xixi e não dava pra esperar. Talvez ele não entendesse o que significava “eu te amo”, mas tenho certeza de que ele sacava o que era aquele pacote completo de carinho.

Quando o nosso maltês morreu subitamente em abril, quando, no dia seguinte, descobrimos que o Darwin tinha câncer, eu senti aquela determinação ignorante de que, com tempo para agir, com a determinação de lutar, ele ia ser salvo. Quebrei a cara. A gente perdeu todas as brigas. Não tínhamos a menor chance. Nunca tivemos. Só quando acabou isso ficou claro.

Agora eu olho esses momentos no vídeo e sinto a agonia do passado perdido. Tento lembrar do que eu senti quando o carreguei na hora dos parabéns só três dias atrás. Me escapa. Me dói que escape. Ficaram as imagens e a minha tentativa de lembrar as sensações. Faz pouco tempo, que eu podia tê-lo nos braços e sentir sua respiração e as batidas do seu coração. Agora tenho os vídeos e as muitas fotos do meu ogrinho.

Não vou dourar a pílula. Ficou um vazio enorme, sim. And the rest… The rest is silence.

Me ensine mais uma coisa, Darwin

Meu drama não é maior do que o de ninguém. Aliás, para algumas pessoas, é coisa de uma drama queen. Mas é o drama que me cabe nesse momento, é a minha vida. Meu cachorro está morrendo. Um dia depois do outro. Eu percebo isso e, às vezes, acho que ele também.

Mas ele mantém a dignidade. Continua doce, continua atento, só ficou um pouco mais caprichoso na hora de comer e mais desanimado com qualquer coisa que não seja ir para a rua passear.

Ele brinca com o “irmão” recém chegado, o maltesinho Nano. É de uma delicadeza comovente. Principalmente se a gente se toca de que a maltesa (Sophia Loren) toda hora machuca o Nano nas brincadeiras, enquanto o Darwin jamais arrancou um grito que fosse. Chega a ser especialmente engraçado ver o maltês praticamente dentro da boca do labrador. Mas Darwin sempre foi assim mesmo, de uma doçura à toda prova.

Nos últimos meses, a cada derrota, cada vez que algo que tentamos falhou, eu fui ficando mais humilde. Fui lembrado da nossa impotência e, na fase de barganha, comecei a ter sentimentos horríveis em que relativizei o destino ingrato do meu cachorro. Podia ser pior, tentei acreditar.

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A Fnac falha com o cliente (eu) uma, duas, três… várias vezes :(

Como pode uma empresa falhar tão estupidamente com um cliente?

Em 2008, eu comprei um MacBook na Fnac de Pinheiros. Ao longo dos últimos anos, fiz dezenas de outras compras de valores menores. Várias vezes na casa das centenas de reais. Ano passado, comprei meu iPhone lá. Paguei R$ 900.

Algumas semanas atrás, notei que o botão do vibracall do meu telefone estava dando mau contato. Com preguiça de passar por um processo irritante de troca, fiquei bobamente torcendo pro problema se resolver sozinho. Piorou, claro. Como o iPhone ainda não tem assistência técnica no Brasil, qualquer defeito comprovado dentro da garantia de um ano significa uma troca de aparelho. Ridículo, mas é assim que funciona.

Fui até uma loja da Vivo. O funcionário estava pronto para trocar meu aparelho quando pegou a nota e viu que a compra tinha sido efetuada numa Fnac. “Vecê tem que trocar por lá”, avisou.

Lá fui eu até a loja. Lá e os funcionários, com roupinha preta da Apple, me avisam que eu tinha que fazer a troca na Vivo. Desconfiado, sem sair da loja, ligo para a Vivo. Depois de esperar dez minutos para ser atendido, caio com o milésimo atendente mal educado (uma especialidade da minha operadora, vai entender) que me informa que eu teria que resolver o problema com a Fnac. Ponto final. Mas, pense bem: já começou mal, tentando se desviar do cliente.

Ah, tem mais…

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