
A oitava temporada de 24 Horas estava anódina até a metade. De repente, a coisa disparou e ficou divertida de novo. Mas por uma razão curiosa… De um certo ponto em diante, Jack está completamente sozinho, apenas atrás de vingança pela perda de seu milésimo “amigo”. Isso rendeu episódios cheios de suspense e ação, o que é ótimo, mas colocou Jack Bauer numa situação curiosa: a de virar uma espécie de Paul Kersey, o personagem de Charles Bronson na série Desejo de Matar. Jack começa a soltar frases de efeito típicas de filminhos feitos direto para DVD.
Seriados têm uma coisa curiosa. Depois de um certo ponto, você está tão envolvido com o personagem que acaba indo com ele aonde ele for, só para ver o que vai acontecer. Em séries normais, há espaço para inovações, mudanças de formato, episódios musicais, mudos, preto e branco, em plano sequência, contados pelo vilão, pelos fiéis companheiros. 24 Horas nunca pode fazer nada disso aprisionado que ficou num formato que, em 2001, era inovador. Depois de tanto tempo, só sobrou Bauer… e Chloe. E, bem, o delicioso vilão, reciclado da melhor de todas as temporadas da série (falo melhor dele a seguir, depois do pulo. Se você está lendo no RSS, que não tem pulo, e não quer saber nada sobre o que vai acontecer, PARE AQUI)
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