Mágica em New York

Semana passada, fui a Nova York a trabalho. No fim de semana, aproveitei para assistir a um show de mágica, claro. Primeiro, eu tentei um ingresso pro Chamber Magic, do Steve Cohen. É um show para poucos, encenado numa suite do Waldorf-Astoria. Para meu azar, todas as apresentações estavam lotadas. Pena, porque o show foi muito elogiado por todo mundo que o descreveu pra mim.

Me sobrou o Quantum Eye, do Sam Eaton. Bom, eu adoro mentalismo. Mas até por isso, e por ter visto shows de gente como Derren Brown, Max Maven e Richard Osterlind fica difícil achar qualquer coisa boa. Sou exigente mesmo. Achei Eaton correto, mas nada inspirado. Mais do mesmo.

De qualquer modo, aproveitei para curtir as fantásticas lojas de mágica de lá…

A Amazon me conhece mais do que eu gostaria

Eu não páro de me impressionar com a eficientíssima máquina de vende do Jeff Bezos. A Amazon é a loja mais bem montada, mais bem gerida e desenhada que já existiu. Tem de tudo, oferece preços incríveis e ainda sabe te oferecer o que você nem sabe que ia querer. E ela faz isso de várias formas. Coletando seus hábitos, mas também comparando com o de outras pessoas.

Estou em Nova York a trabalho e na minha única parada para comprar alguns Blu Rays trouxe três pro hotel. Aí, chego e vou dar uma olhada na Amazon para ver o que as pessoas disseram de um dos discos que eu comprei, a versão ultimate de Watchmen.

Aí, mais embaixo, eles dizem que outras pessoas que compraram essa edição, levaram também mais dois discos… Exatamente os que eu comprei.

Ouch. Parece magia, mas é tecnologia.

24 Horas, O Último Dia

E o temido dia final chegou. A Fox informa que não vai renovar 24 Horas. Jack Bauer vai ter descanso… Pelo menos até o esperado filme para o cinema.

A oitava temporada não é ruim. Mas fica claro que os roteiristas meio que desistiram de dar murro em ponta de faca. Eles se entregaram e o que se viu foi uma sucessão de situações repetitivas.

A América mudou, a recessão veio com tudo. E Bauer vai se juntar ao pelotão de desempregados.

Quebra-cabeça

Do blog do Richard Wiseman:

Ele foi numa loja e teve essa conversa:

Wiseman: “Qual o preço de um?”
Assistant: “R$ 6″
Wiseman: “E 10?”
Assistant: “R$ 12″
Wiseman: “E 100?”
Atendente: ”R$ 18, careca”
O que ele estava comprando?

Games: Uncharted e Heavy Rain

Minha sala ficou lotada e eu tive que decidir. Abrir mão do meu Wii, do XBox 360 ou do meu PS3. Não fazia sentido ter três máquinas. O Wii se foi. Mas o XBox e o PS3 estão me mantendo ocupado no pouco tempo que eu tenho para jogar.

Minhas últimas experiências no PS3 foram bem interessantes. Veja só:

Uncharted – Drake’s Fortune e Uncharted 2 – Among Thieves
A aventura tem um novo nome: Nathan Drake. Um caçador de tesouros que, apesar de parecer um espertalhão, não pára de exercitar heroísmo, nobreza e um curioso hábito de rir diante do perigo. Uncharted junta resolução de quebra-cabeças, plataformas e tiro em terceira pessoa. As animações e os gráficos são incríveis no primeiro jogo e fora de série no segundo.
Mas o que há de mais impressionante é a brilhante combinação de jogabilidade com um roteiro bem encadeado. Não falo nem de verossimilhança. Falo de uma capacidade de manter a história andando, mesmo que com um furo aqui e outro ali.

O segundo jogo pega tudo que foi realizado no primeiro e melhora. A escala é épica, o elenco de personagens se expande e a ameaça é muito maior. Adiciona ainda um bem sacado sistema de multiplayer. Deve ser um dos melhores video-games que eu curti nos últimos anos. Difícil mesmo de largar. É como realmente estar no meio de um filme de ação, cheio de resgates heróicos, explosões, tiroteiros absurdos e até romance.


Heavy Rain
Heavy Rain quer provocar a imersão do jogador num filme de mistério que copia descaradamente M. Night Shyamalan. Acontece que, bem, o Shyamalan vai mal, muito mal em sua carreira. Então, se o modo de jogar é menos que brilhante, a história é simplesmente inconsistente. A revelação da identidade do assassino é sem sentido e soa forçadíssima.

O gameplay abandona os comandos usuais e investe na tentativa de reproduzir o senso de urgência e a dificuldade de certas situações. Vira mais um obstáculo em vez de ajudar. Abrir um geladeira com um clique ou com um movimento diferente do joystick não passam de metáforas. Só isso.

Os criadores chamam Heavy Rain de  aventura interativa. Se deram ao trabalho de oferecer uma produto que abdica de mundos apocalipticos, super-heróis, street fighters, só para variar. Mas deviam ter caprichado mais na história, que deixa a desejar.

O visual é, sim, incrível. As animações são bacanas e a música cumpre seu papel magistralmente. Mas o jogo, tão ambicioso, é desonesto ao fingir que te dá certas opções que não existem. Ao rejogar vários capítulos, ficou claro os truques sujos dos game designers. Se você faz A, uma coisa acontece. Se fizer B, ela acontece também em vários casos. Me senti um fantoche e parecia que o console estava se divertindo mais do que eu.