Os e-readers, tablets e a explosão criativa que virá

O mundo vai mudar de novo quando o sonhado, acalentado e-reader da Apple for anunciado no início do ano que vem.

Ô, mas o Maron tá sonhando. Nem de longe. Vários sinais indicam que o momento está muito perto de chegar. Na última quinta, a Apple mudou sutilmente uma regra em sua appstore e abriu a possibilidade de que uma app dada grátis para um cliente venda conteúdo internamente. Isso significa que agora eu posso te dar um e-reader com um contreúdo digrátis e, depois, vender mais conteúdo premium de dentro desse player. A Amazon correu para anunciar o Kindle internacional. E-readers são anunciados por todos os lados.

Quando esse negócio se concretizar, vai ser uma explosão criativa. Imagine todos os caras que fizeram fanzines que criaram histórias quadrinhos e que sempre esbarraram nas dificuldades básicas de impressão e distribuição. Eles se reinventaram em blogs e websites. Agora, vão ganhar uma plataforma linda, móvel e colorida. Uma touchscreen maior e com possibilidades interativas. Vai ser um arraso. E as empresas de mídia vão ganhar milhões de micro-concorrentes numa repetição ainda mais aguda da Cauda Longa. É uma evolução, esperada até, mas que tem capacidade disruptiva enorme.

Comece a economizar seus tostões que ano que vem será um ano excitante.

Anos (e quilos) depois de Baywatch

Você simularia um afogamento para ser resgatado por essa salva-vidas?

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Hum. Ok. Dois caras tiveram essa idéia com alguns anos de atraso. Deu no que deu.

É uma situação curiosa. Por um lado, Nicole Eggert, a atriz que fazia Baywatch, demonstra um bom humor incrível ao fazer piada com sua forma física atual, vários quilos mais gorda do que quando fazia a série.

Não deixa de ser cruel além da conta. Mas humor é humor. Você se sentiu ofendido(a) com a idéia?

Olimpíadas do Rio 2016: Lula teve méritos, mas não sejamos inocentes

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Lula, Nuzman, Pelé e uma cabeçada comemoram a vitória da candidatura do Rio para as Olimpíadas de 2016

Vale dizer, Lula tem méritos enormes no triunfo da candidatura do Rio. Mas não vamos ser inocentes. A coisa toda é relevante para os planos eleitorais do PT.

Não estou aqui nem recriminando. O político que ignorar o valor de uma vitória como essa é um tolo. Basta ler o New York Times e o Chicago Tribune para ver o impacto negativo (explorado, claro, pelos vorazes Republicanos) do fracasso da visita de Obama ao COI para defender a candidatura de Chicago.

Lula foi astuto, como aliás, sempre tem sido. Tomou para si o mérito da vitória da candidatura carioca e ofuscou outros políticos, como Sérgio Cabral Filho e Eduardo Paes. Pessoas mais ativamente envolvidas na montagem de toda a estrutura da campanha da cidade.

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Lula fez intenso Corpo a Corpo

Do blog de Ancelmo Gois:

Tapinhas nas costas

Nas 31 horas que passou em Copenhague, Lula teve, acredite, 29 encontros com eleitores do COI, quase um por hora.

E não foram só tapinhas nas costas. Foram papos longos, a portas fechadas.

Já…

O Rei Juan Carlos (Madri) e Michelle Obama (Chicago) adotaram o estilo popstar.

Davam só um aperto de mão e tiravam uma foto.

Rio 2016 – Em sete anos, volto a ser carioca

O título é uma brincadeira, óbvio. Eu sou carioca e pronto. Mas o negócio é que nessa última década, depois de morar em São Paulo, Londres e viajar muito, muito ficou difícil não olhar para minha velha cidade como um lugar provinciano e incapaz de enxergar as origens de seus enormes problemas que vão além do crime crônico que, afinal, São Paulo também tem de sobra.

Eu senti uma letargia dos cariocas diante da decadência progressiva do Rio. Um certo ar de incredulidade e de simplesmente não entender o que estava acontecendo e, por conta disso, não ser capaz de tomar atitudes. Agora, com Copa do Mundo (onde o Rio será obviamente beneficiado como uma das sedes), Olimpíadas e pré-sal, acho que o Rio tem pela frente o que pode ser uma década de reconstrução de seu orgulho como cidade. Mas também, movido a bilhões e bilhões em investimentos, a cidade se vê diante de uma opção importante: vai ou não vai? Por que, se nem com isso o Rio se encontrar de novo, o que mais levantaria essa cidade?

Ok. A pergunta acima, provocativa, é retórica. Várias outras cidades se recuperaram de períodos de decadência sem precisar de uma olimpíada. Mas poucas tiveram essa chance única de se reinventar, se replanejar com um mega evento como esses. Poucas cidades têm o prestígio para sediar uma olimpíada. A chance do Rio de Janeiro é única sim. É especial, sim. E então? Vai ou não vai?