A não tão Grã-Bretanha

Foi assustador chegar na Inglaterra exatamente no momento em que a crise mundial estourou. Eu paguei R$ 3.70 numa libra quando fui. Nos primeiros dias da crise, o valor subiu e eu só me ferrei. Depois, as coisas esfriaram e, quando voltei, a libra estava valendo R$ 3.20, só para se ter uma idéia. Nas ruas, vi negócios fechando todas as semanas. Grandes redes de varejo, pequenas livrarias com décadas de idade e um clima de incerteza.

Os jornais, claro, refletiam esse gloom. Escândalos políticos e uma vigília sobre qualquer um que parecesse esbanjar dinheiro se tornaram coisa comum nos diários. A coisa não estava mesmo boa pro lado dos brits.

Esse artigo da Newsweek só tenta resumir em algumas páginas o que a Economist está dizendo há muito tempo. Deve ser por isso que a Economist só ganha influência enquanto a Newsweek se dissolve diante dos nossos olhos. Um artigo de Alex Massie, exclusivo do site da revista, tenta equilibrar o tom sombrio do artigo de de capa. Empilha alguns números e relativiza a crise. Diz um monte de coisas certas, mas perde autoridade pelo tom meio revanchista.

Mas, de qualquer modo, se você quer uma visão geral e resumida do ocaso anunciado do Grã-Bretanha, vale ler.

Conte para os amigos!