Gripe Suína: mídia falhou em seu papel
Quando a gripe suína surgiu, os jornais e sites daqui da Inglaterra deram o alarme. Deram até alarme demais, mas as pessoas se prepararam imediatamente e tomaram cuidado para não espalhar a doença. Passados alguns dias, a mesma mídia que deu o alarme talvez com barulho demais foi atrás de outras coisas e deixou o assunto relegado a notas menores e simples contagens de casos escondidinhas no meio de outros assuntos.
Dada a característica desse tipo de doença, provavelmente a propagação era mesmo inevitável, mas o fato é que eu me sinto traído. Como eles afrouxaram, as pessoas foram junto, achando que a nova gripe era assunto ultrapassado. E agora, os casos se multiplicam e pessoas aparentemente saudáveis morrem.
Primeiro deram um alarme exagerado. Depois, deram menos destaque do que o assunto merecia. Pecaram por excesso e por omissão dentro do mesmo assunto em momentos diferentes. E, caramba, o papel da mídia nesse caso é crucial. Uma das coisas engraçadas é que eu acompanho o G1 para me informar sobre o Brasil e o site sempre deu destaque ao assunto em sua home, mantendo uma cobertura e uma contagem de casos que mostrtava que o problema não estava resolvido. Já os sites daqui da Inglaterra meio que cochilaram.
E agora os casos se multiplicam e pessoas saudáveis morrem todas as semanas. Não é culpa dos jornais e sites, claro. Mas eles, de novo, falharam em ajudar e nos informar. Agora, que o número de pessoas contaminadas sextuplicou em uma semana, eles voltam. Claro, ficou mega de novo. Agora sim. Pode ser tarde demais para vencer a guerra da informação. Fail!
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22/07/09 às 22:25
Alexandre,
Claro que, se a notícia não segue os critérios de venda, elas caem no desinteresse dos formadores de opinião. E, de certa forma, isso contribui para uma abstrata estagnação da sociedade, que acha que quando um assunto não é manchete quer dizer que ele perdeu seu valor.
Talvez seja ato falho nosso também achar que a imprensa representa os valores de uma sociedade, que se importa em noticiar seus concidadãos em compromisso com o dever público. Cada dia que se passa, certificamos que isso se distancia de tal objetivo.
Além de ser um erro da imprensa, ao mesmo tempo pode ser nosso erro que apostamos nossas fichas sociais na eficácia da informação.
24/07/09 às 19:03
[...] Gripe Suína: mídia falhou em seu papel – Alexandre Maron [...]
25/07/09 às 3:43
Gripe suína atingiu 100 mil em uma semana na Inglaterra. Até o momento, 31 pessoas morreram na Inglaterra. E aqui na Banania(Brasil) com muito menos contaminados, 34 morreram . Tem alguma coisa errada por aqui… Será que a diferença no numero de mortes e porque la todosos suspeitos são medicados com o Tamiflu? Será? Rezem!
26/07/09 às 20:31
BOM PESSOAL, ACHO Q QUE ESSA PANDEMIA NAO ESTA TAO CONTROLADA COMO O GOVERNO QUER QUE PENSAMOS QUE ESTEJA. ACABEI DE CHEGAR DO HOSPITAL E ADVINHEM, TEM 5 HORAS DE ESPERA PARA ATENDIMENTO, ISSO PQ ‘E UM HOSPITAL PARTICULAR, E NAO ERA SO ESSE, FUI EM 4 ANTES E O TEMPOD E ESPERA ERA O MESMO. FIQUEI IMAGINANDO EM COMO ESTA O ATENDIMENTO EM HOSPITAIS PUBLICOS. O ATENDENTE ME DISSE QUE 80% DAS PESSOAS ESTAVAM CHEGANDO COM SINTOMAS DA GRIPE (INCLUSIVE EU E MEU FILHO) E QUE POR ISSO O ATENDIMENTO ESTAVA TAO DEMORADO. COMO NAO SABEMOS SE H1N1 ‘E REALMENTE NOSSO CASO, OPTEI EM NAO FICAR NAQUELE LUGAR CHEIO DE GENTE TOSSINDO, COM FEBRE E MAL ESTAR, ACABEI VOLTANDO PRA CASA COM A SENHA E DAQUI 2 HORAS VOU VOL;TAR L’A PRA SER ATENDIDA COM AMESMA SENHA. ACHO QUE ESTA NA HORA DO GOVERNO PARAR DE ESCONDER O VERDADEIRO TAMANHO DESTA EPIDEMIA E TOMAR MEDIDAS MAIS FIRMES.
9/02/10 às 15:17
Olá Maria,
O Tamiflu só é indicado em casos graves ou em pessoas que fazem parte do grupo de risco por indicação da Organização Mundial de Saúde, pois foi constatado que o uso indiscriminado do remédio pode fazer com que o vírus apresente resistência ao remédio. Vários países seguem esta recomendação. Para a obtenção do medicamento é preciso apresentar receita médica e prescrição médica com validade de 5 dias. A medida tem como objetivo evitar a automedicação, a venda indiscriminada e corrida às farmácias (caso o fabricante tenha produção suficiente para abastecer os estabelecimentos comerciais)
Além disso, o Ministério da Saúde continua tomando todas as medidas de prevenção necessárias para combater o vírus. A partir de março, por exemplo, começa a campanha de vacinação, que tem como objetivo diminuir o número de casos graves e óbitos no país
Para mais informações: fernanda.scavacini@saude.gov.br
Ministério da Saúde
9/02/10 às 15:31
Olá Márcia,
O Brasil segue rigorosamente, desde o início, todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde e a população está sendo informada de todas as novidades sobre o vírus Influenza (H1N1), pois sabemos que o conhecimento é uma das melhores formas de prevenção.
Em 2010 serão reforçadas as ações de tratamento, diagnóstico e assistência aos pacientes. O número de laboratórios para diagnóstico do vírus, por exemplo, passou de 7 para 14. Atualmente, o estoque nacional de antivirais para combater a doença é de 21,9 milhões de tratamentos.
Em 2009 o Brasil investiu R$ 525 milhões no fortalecimento da rede pública, dos quais R$ 270 milhões foram destinados à compra de equipamentos para fortalecer a rede de leitos da UTI. R$ 255 milhões foram aplicados no reforço da atenção básica, assistência ambulatorial e hospitalar especializada e também na capacitação profissional.
Além disso, para a campanha de vacinação que começa em março foram adquiridas 83 milhões de doses de vacinas.
Para mais informações: fernanda.scavacini@saude.gov.br
Ministério da Saúde