Semana, hum, “mágica” em Londres

Outra semana, digamos, mágica. Fui ver o show do Derren Brown (com um blog bom, viu), Enigma, e fiquei impressionado com a forma como ele consegue impor um ritmo alucinante. Brown não gosta de ser classificado como mentalista, mas o fato é que o que ele faz, apesar dos “fogos de artifício”, é mentalismo com todos os ingredientes clássicos.

Hoje, sexta, fui a uma palestra do mágico Pavel Pomezny, totalmente velha guarda. Ele falou do ato de inventar uma ilusão e demonstrou alguns dos seus best sellers. Essas palestras, geralmente realizadas pelas duas lojas de mágica de Londres, International Magic e Davenport’s Magic, são uma chance ótima de conhecer de perto alguns profissionais de primeira linha e, quando dinheiro há, comprar ilusões a preços em conta. Pavel estava vendendo seus últimos ítens pela metade do preço.

Amanhã, tenho outra programada com John Bannon que promete ser muito bacana. Bannon tem uma série de DVDs sobre truques com cartas.

Vale fazer uma observação curiosa, se não cruel. Como as lojas de mágica são, em geral, ambientes velhos e maltratados. Os clientes são supervariados, de todas as idades. Mas as lojas são empoeiradas, desorganizadas. Os preços não são convidativos. Todos os truques que você encontra numa loja podem ser comprados mais baratos num website.

Mas não há o contato humano com os vendedores, certo? Bem, digamos que isso só acontece de verdade na International Magic. O rapaz que atende as pessoas na Davenport não tem traquejo de vendedor. A turma da International Magic é mais afetuosa. Quando eles vêem que o cliente é fiel, não dão desconto, mas oferecem pequenos presentes. Um maço de cartas aqui, um DVD ali. Eu nunca fiz compras grandes e não tive o prazer de ganhar brindes legais, mas já vi gente saindo de lá com muitos brindes. Na Davenport’s, o jogo é duríssimo. Pelo que eu entendi, é uma pena, já que a velha guarda é muito elogiada. Parece que o problema está na nova geração. Bizarro.

Conte para os amigos!

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