Akoha Alex Akoha

Rá. Eu tinha que usar esse trocadilho. Como meu nome não é Lola (ainda bem, já imaginou eu me chamando Lola?) vamos ficar com Alex mesmo.

Mas o ponto é que eu executei minha primeira missão do Akoha ontem: Invite Someone to Drink. Fui na festa de aniversário da Manoella, a mulher do Will Prestes, e no meio da noite me ofereci para pagar um drink para ele. O Will ficou desconfiado, achando que era alguma peça que eu estava pregando até que eu mostrei a carta do Akoha pra ele.

Cheguei em casa e, na hora de registrar que executei a missão, eu posso contar por escrito como foi a coisa toda. Aí eu dou o e-mail de quem participou, posso fazer um videozinho e colocar a missão no mapa. Da mesma forma, a pessoa pode registrar a carta que recebeu no site e contar o seu lado da história. Assim, vai ser possível saber por onde andou minha carta de Akoha. É possível que ela Akoha pelo mundo! (ok, eu mereço um soco agora, eu sei Dois trocadilhos toscos no mesmo texto)

Mas achei a idéia muito legal. Hoje vou executar mais uma missão, pelo menos.

Projeto nerd de mestrado: Play Factor

Meu projeto de mestrado é sobre media. E é sobre jogos. Mas não é sobre jogos, video-games, de tabuleiro ou coisa que o valha. Eu tinha que complicar as coisas ao ponto que eu sinto que um dos meus professores não entendeu a idéia até hoje. Mas que culpa tem ele?

Deixa eu ver se eu consigo explicar minha idéia em poucas palavras.

1. Praticamente qualquer sistema de eventos pode ser representado na forma de processos e transformado num jogo. É assim que você tem um classico do tabuleiro como Banco Imobiliário e algo como Spore, simulando, err…, uma forma digital de criacionismo.

2. Temos também duas gerações inteiras que foram formadas com interfaces para tudo: bancos, escola, notícias, escolha a sua. Todas essas interfaces foram influenciadas profundamente pelos jogos eletrônicos.

3. Se eu posso dissecar processos. Posso desmontá-los e representá-los graficamente. Ao fazer isso, posso olhar para esses processos e entendê-los como um jogo que pode ter um ou vários objetivos, competitivos ou colaborativos. Em alguns casos, há uma objetivo que define vitória. Em outros, o objetivo é a sensação de diversão pura. Entender que jogo é esse, que regras estão sendo usadas é algo crucial.

4. Ao remontar tudo, o próximo passo é naturalmente redesenhar os processos e torná-los mais lúdicos e interessantes. Chamar o leitor (a audiência) para dançar, desafiá-lo(la), seja lá como você quiser definir. É isso que vai fazê-lo voltar.

Tem mais, mas pra um posto introdutório. A gente faz isso faz tempo, mas por outros caminhos e sem processos mais estuturados que nos ajudem a fazer a coisa funcionar direito. Quando eu sair do outro lado do meu trabalho de mestrado, espero estar com alguns desses processos alinhavados de forma clara. O nome desse conceito que eu estou desenvolvendo é Play Factor e eu já coloquei um blog em inglês para me auxiliar no desenvolvimento do meu trabalho. Assim, se você quiser acompanhar e opinar, seja bem vindo.

É Gripe Suína. S-u-í-n-a.

Que H1N1 que nada. Chamar essa gripe de H1N1 é só uma tentativa de fingir que não surgiu nos currais onde milhares de porcos ficam confinados, servindo de tudo de ensaio para fazer um vírus se recombinar e evoluir em tempo recorde.

Tivemos a gripe aviária e agora a suína. Não vamos enfeitar o bolo por favor. O problema é enorme e é maior do que os modos de produção da indústria alimentícia.

Humm… Considerando que eles são parte da engrenagem que só falta nos amarrar e enfiar nacos de comida na nossa boca para garantir o crescimento da produção ano a ano, não posso fingir que acredito 100% no que eu acabei de falar. Talvez eles sejam grandes demais mesmo. E estamos ferrados.

Crise Bancária e Gripe Suína: A Era das Pandemias

Mundo estranho. Quando eu cheguei aqui no final de setembro do ano passado, o mundo estava estupefato. Havia uma crise que consistia no seguinte: vários bancos estavam virtualmente quebrados, podres por dentro, mas olhando daqui, ninguém podia dizer quem seriam exatamente os contaminados. Alguns deles, com problemas pequenos, já eram declarados vítimas prontas para falir. O mal se espalhou pelo mundo e a cada dia a gente ia lendo sobre um novo banco aqui ou ali que havia quebrado. Ou como a Islândia foi contaminada e caiu. Todo mundo respirou fundo e tomou cuidado pra não ser mais uma vítima.

Hum. Qualquer semelhança entre a Gripe Suína e a Crise Bancária do ano passado não é mera coincidência. O mundo ficou pequeno e é muito fácil algo que acontece no México afetar a vida de pessoas na Austrália, na França, na Inglaterra e no Brasil. Na era da informação, as pandemias são de crise econômica, de vírus mutante da gripe, de desconfiança. Tudo informação, sendo transmitida por diferentes veículos. Só espero que essa sequência de RNA safada não consiga se espalhar do jeito que está todo mundo temendo.

Wolverine não foi feito pra mim

Pronto. O filme estreou, né? Ufa, agora todo mundo pode conferir que foi feito pra garotos de 13, 14, 15 anos vá lá (ou pro garoto dessa idade que existe dentro de você, caso esteja a procura de uma saída romântica pra essa situação). Todos esses filmes de super-heróis são idealizados com escapismo puro (Watchmen tentou ir um pouco além e deu no que deu). Mas é que eu fico incomodado quando fazem um filme com um roteiro tão furado, em que os personagens só toma atitudes estúpidas, esperando que os espectadores não notem o quanto eles são imbecis. Ou seja, estão achando que você, jovem de 15 anos, é uma besta, estarão certos?

E, by the way, eu assisti as duas cópias. A do cinema e sem efeitos e coisa do gênero. Pelo menos a sem efeitos tem alguma curiosidade pra manter meu interesse. O filme finalizado acaba sendo mais constrangedor.

Contando meu karma

akoha_cards

O Cris me mostrou um conceito fascinante de jogo no outro dia e entrei sem pensar duas vezes na fase de testes. Akoha.

Funciona assim: você compra um maço de cartas e cada uma vem com uma “missão”. Todas essas missões envolvem você sair de casa e fazer alguma coisa, interagir com gente de verdade. Pagar um café, um drink, dar um chocolate, doar uma hora de trabalho social. Quando você faz isso, dá a carta para a pessoa, que, intrigada, vai até o site e a registra. Quando ela faz isso, os pontos da carta vão para você (viram seu karma).

O conceito é brilhante em tantos níveis. Vejamos. Você compra cartas, ou seja, eles criaram um modelo de cobrança que faz sentido, porque você recebe um objeto físico pelo seu dinheiro. O jogo virou um bom motivo pra você encontrar seus amigos ou mesmo conhecer um(a) estranho(a) na rua. E não é só, ao fazer isso, você está ajudando os caras a ganharem novos clientes. A pessoa vai chegar em casa, entrar no site e ficar intrigada com aquilo. Não tenho a menor idéia sobre a taxa de conversão dessas pessoas em jogadores. Mas se elas usarem o cartão já vai ser muito legal. As possibilidades são excitantes.

Quem vigia os.. Super-heróis (?!)

Existem heróis em nosso mundo. Eu vou ter que confessar que isso me passou completamente despercebido e que eu olhei, pensei e fiquei imaginando como esse negócio deve ser um viral. Só pode ser. Talvez parte de uma campanha de lançamento de Kick-Ass?

Vamos deixar meu cinismo de lado um pouquinho e olhar para o World Superhero Registry, com heróis em várias cidades combatendo o crime. E eles usam roupas que passam do limite do ridículo. Eu queria que isso fosse verdade, porque o mundo ia ser mais divertido. Mas daqui do meu quartinho minúsculo na Inglaterra, vendo o mundo pela telinha do meu Macbook, a coisa parece se misturar a notícias sobre a pandemia de gripe, os apuros do orçamento do primeiro ministro da Inglaterra e as confusões do primeiro de maio.

O mundo está ficando surreal. Se for verdade, porque, bom o que eu vou pensar de gente andando fantasiada como luchadores e patrulando as ruas. Se for viral… Dá no mesmo. O mundo pirou. E o pior é que, diamte da gripe e da crise econômica, essa notícia consegue me tirar um sorriso. Valeu. E tem mais…

Oh, dude!