Longa vida ao novo Kirk

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Kirk (Pine) e Spock (Quinto): perfeitos

Eu nunca contei isso aqui. Mas me lembro bem de quando via Jornada nas Estrelas no final dos anos 70 em algum canal que eu não lembro mais qual era. Empolgado com o capitão Kirk, eu colocava uma calça de pijama e a meia por cima da calça pra imitar a bota do traje dos meus heróis (o que eu posso fazer? Ganhei uma fantasia de Batman… amarela! Então você já vê que eu não era muito apegado a detalhes).

Hoje eu saí do cinema sério, afinal sou um menino grande agora. Mas por dentro, eu pulava que nem o moleque das meias por cima da calça do pijama. Que filme legal esse novo Star Trek. É cinético, simpático, afetuoso com a mitologia da série. Achei a história um nó cego, dando voltas com paradoxos temporais, mas o storytelling é fantástico.

A nova geração é mais ativa, a câmera se move de um jeito incrível e você sente que está vendo uma série realmente reimaginada e atualizada. O roteiro faz uso inteligente do fato de que os personagens têm uma história sólida, enorme. Então, embora todos que não se chamem Spock ou Kirk tenham direito a momentos breves sob holofotes, toda a história deles conta a favor. Quando Sulu tira uma espada para lutar, Chekov resolve um problema (e se enrola com o inglês) ou Scotty arranca uma performance extra da Enterprise, você vibra porque entende de onde esses personagens vieram. Se não tem contexto especial, tudo bem. Você se diverte também, mas num nível mais superficial.

O novo Kirk (Chris Pine) é perfeito. O novo Spock (Zachary Quinto) também, mas é um vulcano com um toque gay. Bones (Karl Urban), caramba, animal.

Ah. E Eric Bana, como sempre, é de uma mediocridade ímpar. Personagem sem graça. E a participação do Nimoy é absolutamente crucial.

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