Jack Bauer voltou a ser o cara

Faz algumas semanas que eu to adiando, meio desconfiado, para dizer isso. O fato é que a sétima temporada de 24 Horas começou morninha, bacana, mas repetitiva e foi ficando boa, melhor, do caramba… No ponto em que está, estou esperando os episódios de novo e hoje eu fiquei nervoso como não ficava há muito tempo. Você vê a desgraça se aproximando, vê Jack indo pro saco e fica desesperado. Adorei. O oitavo ano já está no forno.

Mas no fim, a grande sacada foi não mexer em Jack Bauer. Foi colocá-lo diante de um cenário em que seus métodos e suas crenças são colocados em xeque. Mas ainda assim, ele faz aquilo em que acredita. A série prega menos, é mais ambígua e se fixa na ação de um herói que vê o mundo se desmontando ao seu redor e, ainda assim, contra todas as probabilidades, faz aquilo em que acredita, tomando decisões entre o ruim e o desastroso. O menor dos males. Jack é o cara. De novo.

Corrente Social

Estou esperando meu deck do Akoha chegar. Quero brincar.

Esse é um jogo que eu acho que tem um potencial enorme. Será que pega?

A vida anormal que virou normal

Faltam quatro meses para eu voltar. Isso significa que a vida que eu estou começando a achar normal vai mudar de novo para algo que eu não sei bem o que é em setembro.

Estou enjoado do meu quarto. Não me entenda mal. É um quarto bom até. Tenho um espaço bem maior do que as pessoas conseguem ter em geral por aqui nos dormitórios de universidade. Mas sou eu e eu. Eu quase fujo daqui. Entendo agora porque as pessoas fogem dos seus apartamentos para os cafés. É o que eu faço. Pego um livro, o computador e me mando.

Amanhã eu preciso ir na lavanderia. Roupas de cama, toalhas, cuecas, calças e camisetas. Descobri um gel que substitui o sabão em pó, exagero um pouco no amaciante porque adoro o cheiro na roupa.

Aprendi a fazer um delicioso cuzcuz com camarão (temperado no limão, alho, pimenta e coentro). Meu frango ao vinho branco ficou muito gostoso. Minhas saladas estão fantásticas e ainda odeio lavar louça. Mas sou eu quem faz tudo, tudinho. Estou um pouco cansado da minha cara e comecei a testar novos cortes de cabelo, deixar a barba crescer, depois raspar tudo, depois mudar de idéia. Estou usando camisas de cores completamente malucas e descombinadas, porque… não sei porque. Porque eu quero. Porque me deu vontade de colorir as coisas. Mas o que faz sucesso mesmo é minhca camiseta de Battlestar Galactica, escrita Frack Me. Eu não consigo sair na rua sem ser cumprimentado pelo menos umas duas vezes por gente que adora o seriado. Preciso dizer que isso nunca aconteceu no Brasil, onde eu usei a camisa várias vezes? Ok, comparação desproporcional e injusta.

Mas eu gosto muito daqui. É uma cidade que vibra na minha frequência. Tem coisas meio patéticas, como essas câmeras insuportáveis e esses comerciais fascistas da TV licence. E cheia de cartazes dignos do Passive-Agressive-Notes, como esse que eu vi no banheiro do campus de Marylebone da University of Westminster:

passive_aggressive01

(Mas, mas… Mas eu não fiz nada!!!)

Mas é uma cidade fantástica que não me decepcionou em nada. Bom, me decepcionou por não ter latas de lixo direito. Isso me incomoda bastante. Mas uma metrópole inesquecível. Vou morrer de saudades daqui.

Quem vigia os vigilantes?

À luz do caso do homem morto durante as manifestações do G20 e do caso Jean Charles, o New Statesman pergunta: Who guards the guards?

É inadmissível quando a polícia que devia proteger o cidadão se volta contra ele.

Quando eu vejo que isso volta e meia acontece no Brasil e no, hum, primeiro mundo, me surge a dúvida: será que o nosso conceito de polícia está tão falho assim, de novo, aqui e lá?

A selvageria lá e cá

Alguns dias atrás, durante o encontro do G20 aqui em Londres, um homem morreu. Primeiro, diziam que ele passou mal e morreu do coração durante as manifestações. Depois, surgiu um vídeo mostrando que ele foi atacado por policiais. Mais depois, vários vídeos foram mostrando absurdos cometidos pela polícia.

Sabe-se lá por que eu não comentei isso aqui antes. Minha vida anda tão maluca, tão fora do padrão. Vai entender.

Aí, hoje vejo no G1 a história das chicotadas nos trens do Rio. É um absurdo, um absurdo, um absurdo. Mas eu não conseguiria falar disso sem lembrar que existem, sim, absurdos por aqui. O caso Jean Charles é citado volta e meia pelos ingleses como prova de que a polícia deles falhou. Esse caso do homem morto nas manifestações do G20 está todos os dias nos jornais e a polícia ficou na berlinda. As câmeras onipresentes subitamente não filmaram nada. Um dos jornais foi lá na rua e fotografou as câmeras que deveriam mostrar as cenas e esclarecer o caso. A polícia parece estar se protegendo. Feio, mas algo está acontecendo. Medidas estão sendo tomadas. O pau está comendo.

Claro que, como estamos no Brasil, tudo é uma coisa meio humilhante. Além de ter um policial militar ajudando os seguranças, há garotos viajando no topo dos trens e pessoas penduradas nas portas.

No Rio, esses rapazes que foram espancados e quem mais tiver sido tocado por esses imbecis, deveriam processar o consórcio que controla os trens do Rio. Em seguida, deveriam ganhar milhões e abrir o precedente. E deveriam gastar tudo em mulher e bebida. Dane-se. Mas é preciso que se estabeleça a legalidade. A punição severa desse tipo de absurdo. As empresas, o governo, todo mundo mundo precisa temer falhar assim. Tanto aqui quanto lá no Brasil. A gente só não pode ficar calado, quietinho.

Silêncio nas “férias”

Em tese, eu não tenho férias. Meu projeto de mestrado ficou tão maluco e ambicioso que eu não tenho tempo a perder. Mas minha mana veio me visitar (junto com o cunhado esquisitão) e eu simplesmente nao peguei em nenhum livro sequer por mais de uma semana. Estou meio apavorado, mas foram dias tão felizes e legais que eu não posso reclamar.

Desde ontem, me bateu um mau-humor terrível e eu fiquei pensando de onde saiu. Só há pouco, enquanto eu olhava ela arrumando as malas, caiu a ficha: eles vão embora amanhã. Foi tão bom…

Velhas novidades

Nossa. Só agora nego fala de Settlers of Catan nos Estados Unidos?

Aliás, eu comprei alguns bons jogos por aqui por Londres. Posso falar deles em mais detalhes em futuros posts. Alguém se interessa?

Onde eu sento?

foto_oficial_g20
(a foto oficial do encontro, uma cabeçada)

O assunto mais comentado do grande jantar do G20 não foi a crise mundial, foi quem sentaria perto de quem. Mais especificamente, quem ia ficar perto de Barack Obama, o presidente americano.

Veja o mapa da mesa:

mapa_mesa_g20


(clique na imagem para ver melhor, vai)

E o cardápio foi do Jamie Oliver. Deve ter sido engraçado.

É. Pode até ter sido, mas nas ruas, não teve graça nenhuma. O pau comeu e, nas confusão dos confrontos entre manifestantes e a polícia, um homem morreu. Amanhã é que a coisa acontece de verdade e espera-se um acordo de US$ 1.000.000.000.000 (um trilhão de doletas) que seriam injetados no sistema financeiro. Esse é, definitivamente, um ano emocionante. E não é engraçado.

Vazou o Wolverine

Eis que vazou uma cópia inacabada de X-Men Origins: Wolverine. É verdade, não é primeiro de Abril.

É. como eu disse, inacabada. Faltam efeitos especiais e pedaços da trilha sonora. Estamos num mundo em que há pessoas que preferem ver no computador cópias horríveis de certos filmes, filmadas de uma sala de cinema, com um som absurdamente inaudível. Veja bem. Nem vou entrar na discussão ética, porque ela só existe para um pedaço da humanidade: produtores, distribuidores, criadores, jornalistas… Pro público em geral, isso é grego.

Mas o mais interessante é que, desta vez, a cópia tem um atrativo extra justamente por estar inacabada. Várias pessoas nos fórums dos sites de troca de arquivos comentam que sempre quiseram ver uma cópia inacabada de um filme. Jornalistas que cobrem cinema estão acostumados com isso. O público médio, não. Então eu tenho a impressão de que esse caso do Wolverine é ainda mais curioso do que o simples vazamento de um filme de um grande estúdio. Vamos ter um interessse especial pela cópia justamente pelo fato de ela exibir coisas que o filme original não vai mostrar.

Os piratas, de novo, acham um nicho maluco.

Late Show with Bobby Drake

Engraçadinho esse video da Marvel contando as aventuras de Bobby Drake depois que ele perde os poderes e vira um apresentador de talk show.

Vi no Omelete.