Petit comité

Quando ganhou o Oscar por Man on Wire, Philippe Petit teve a manha de fazer um truque com moeda na hora do seu agradecimento. Petit adora mágica. No vídeo abaixo, ele e David Blaine se encontram casualmente nas ruas de Nova York. Blaine, na época pouco conhecido, não sabia quem era Petit. Os dois começam uma elegante disputa…

É que… É…

Alguns neurocientistas explicam que não é por acaso que alguns casais experimentam uma sensação de emburrecimento quando separados.

Você já sentiu isso? Que resolve melhor alguns problemas quando está perto da sua cara-metade?

Os neurocientistas descobriram que os casais partilham conhecimentos em uma divisão silenciosa e informal. Quando separados, no momento em que “aquela” informação é necessária, ela não está lá, mas na cabeça do outro.

Me sinto tão burro, burro. Tem tanta coisa faltando…

Dollhouse: cada vez melhor, mas ninguém vai saber…

Dollhouse, a nova série de Joss Whedon, o cara que criou Buffy e Firefly, vai começando a tomar forma a cada semana. E fica melhor a cada novo episódio. Mas ninguém vai saber disso, porque a audiência é baixa e a série periga ser cancelada a qualquer momento.

A premissa: uma organização tem uma série de “agentes” aparentemente voluntários que têm suas mentes programadas para serem qualquer pessoa. Em alguns casos, são amantes de miionários, em outros assassinos profissionais. Não há limite nem ética.

Como uma premissa dessas, você tem duas opções claras. Optar por contar a história de quem enfrenta esse grupo ou de quando algum desses operativos dá “defeito” (bom, eu consigo pensar em mais umas duas boas premissas, mas essas são as mais óbvias para uma série, vá lá).

Whedon optou por usar as duas idéias. No primeiro episódio, conhecemos Echo (Eliza Dushku), a nossa heroína. Que vai pulando de personalidade em personalidade, mas, claramente, começa a carregar algum resíduo inesperado.

Ao mesmo tempo, lá está o agente Paul Ballard (Tahmoh Penikett, o Helo de Galactica) investigando a tal organização e justamente atrás de Echo.

A terceira variável aqui é Alpha, um agente que por algum tipo de erro na sua programação se rebelou contra a Dollhouse e, depois de matar um monte de gente, fugiu. Não sem antes poupar somente Echo. Ele parece querer se vingar de seus ex-chefes, que tremem só de ouvir seu nome.

Bom, os primeiros episódios, tradicionalmente, são criados para estabelecer na cabeça do público qual é a premissa da série. Assim, vimos Echo mudando de personalidade o tempo todo e descobrimos contradições e limites da Dollhouse. Legal, legal. Mas o conceito, no fim, é complicado demais pra uma série de grande canal de TV.

O maior e enorme problema da série é que a protagonista não tem personalidade. Ainda. Como a gente não conhece a Echo de antes de sua personalidade ser apagada, não temos pelo que torcer. Como fã do trabalho de Whedon, eu tenho a capacidade de esperar pela recompensa emocional que eu sei que virá. Mas o espectador médio, que nunca ouviu falar desse cara, não vai ter a mesma paciência.

Porque o que está claro desde o primeiro episódio é que estamos vendo o renascimento de Echo. A cada episódio, uma nova nuance surge (e ELiza Dushku, coitada, não dá conta disso. Só o texto e a direção conseguem nos dar essas pistas). Ao mesmo tempo, fica claro que está se formando um grupo ao redor dela. O handler de Echo, Boyd Langton (Harry Lennix), começou meio que desprezando a menina, mas já está claramente envolvido e age como paizão em vários momentos. Ballard é o óbvio interesse romântico. Outros personagens que poderiam se juntar a ela numa nova situação fora da Dollhouse já estão orbitando. E, deliciosamente, ainda fica difícil imaginar quem serão os heróis e os vilões.

Mas, de novo, é um prazer de fã. Ver essas peças sendo colocadas no tabuleiro, perceber o que Joss Whedon está fazendo e os temas que ele prepara para discutir mais na frente é algo que está aparente para o fã, mas não para o espectador que apenas ligou a TV na sexta em busca de um programa interessante.

No Fox americana, a série faz par com Therminator: The Sarah Connor Chronicles nas noites de sexta-feira. Como Terminator está no meio da segunda temporada e perde espectadores a cada semana, o cancelamento é inevitável. Até por isso, Dollhouse pode ter uma segunda chance. A culpa pode acabar indo toda apara a pobre da Sarah Connor, quem sabe. Mas, olha, o futuro não está muito ensolarado não…

BSG S0418: faltam três horas

Olha. Mais uma semana, mais um episódio chaaaato de Battlestar Galactica. Eu dormi no de semana passada (e, claro, tive que ver de novo) e quase emborquei nesse também. Eu me importo com os personagens, quero saber o destino de todo mundo e coisa e tal. Mas com tão pouco tempo sobrando, acho uma decepção episódios tão lentos. E eu não estou falando de ação. Estou falando de tensão, de decisões difíceis, de conflito. Ah, saco.

O que me dá esperança é que as duas próximas semanas, as últimas, exibem um episódio em três partes. Uma na próxima sexta e duas na seguinte. Então, caramba, não é possível que nego enrole mais. O pau vai comer, as tramas vão se definir. E eu não vou ter tempo pra sono…

Extra! Extra!

Esqueci de botar aqui o Metro de quinta-feira, com um facsímile do New Frontiersman, o tablóide que permeia a narrativa de Watchmen.

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Aliás, aconteceu uma daquelas coisas sensacionais no metrô. Eu saí do trem e olhei pra trás, para ver se não tinha deixado nada no banco. E vi cinco pessoas, uma do lado da outra, lendo o mesmo jornal com o mesmo anúncio do Watchmen aparecendo na última página. Saquei o celular correndo, acionei a câmera… e o trem saiu!! Que raiva! Era um daqueles flagrantes únicos. Completamente natural e real e eu não consegui.

Se eles fossem um desenho dos anos 80…

Watchmen em versão Saturday Morning Cartoons. Jênio!!!

Vi no Matias.

Kirk-ing asses

O novo trailer de Star Trek é ainda mais empolgante do que o anterior. Mal posso esperar por esse filme.

Mais no site da Apple.

Gostou do filme?

Conta aí o que você achou de Watchmen. Trilha sonora? Efeitos? Maquiagem? As mudanças na história? Melhorou ou piorou?

De olho nos hômis!!

Aqui estou eu discutindo business plans, websites, conteúdos com gente do mundo todo. São chineses, libaneses, chineses, alemães, indianos, iranianos, chineses, sérvios, alemães, chineses, indianos, russos… Chineses.

Vai que estava mostrando um site criado para o público feminino e no topo está um banner promovendo a estréia de Watchmen. O filme. Você sabe qual é.

Aí, um dos meus colegas, que era chinês, olha pro banner e diz. “Viu? Isso é o tipo de coisas que as mulheres se interessam. Watch men (ficar de olhos nos homens).” Não. Não era uma piada. Não era uma maronada (piada interna, foi mal. Um dia eu explico). Eles não conhecem a HQ, o filme, nada do gênero (e não são obrigados a conhecer).

O ponto engraçado disso é que você se acostuma a estar cercado por gente que gosta do que você gosta e conhece o que você conhece. E se ver com pessoas que têm preferências completamente diferentes das suas é algo no mínimo curioso.

Então vocês sabem o que fazer agora, mulheres. Watch men!!