BSG S04E20: Fim decepcionante

It all happened before. And it will all happen again.

É verdade. Aconteceu antes. Aconteceu de novo: capítulo final ruim, apressado, simplista, renegando o que fez a série ser tão boa. Decepção total pra mim.

O erro foi anunciado a cada episódio em que, em vez de avançar, a história andava em círculos. Por terem enrolado antes, correram como loucos no final.

Flopou. Fiquei muito decepcionado com a correria, com as pontas mal amarradas, com os efeitos digitais ruins, as soluções arrumadas de acordo com a conveniência dos escritores (ou preguiça deles de pensar em algo melhor).

Houve momentos em que você dava uma risada involuntária e outros em que você simplesmente ficava se perguntando por que aquele personagem fez isso ou aquilo?

Alguns exemplos (com spoilers…) depois da quebra…

Kara Thrace é… – Tire sua própria conclusão, porque nós não tivemos nenhuma idéia legal para explicar isso satisfatoriamente. Tiramos um coelho da cartola e só. Boa sorte. Ridículo.

Apolo decide destuir toda a frota – Sim. Em Galactica, não há decisão tomada do nada. Tudo é o resultado de um confronto de diversas forças políticas. Foi assim por toda a série e, de repente, Apolo toma uma decisã e, como se fosse um rei, todo mundo segue seu plano sem piscar. Ridículo vezes 2. Sem contar que o plano é imbecil e, ainda por cima, Bill Adama tem o direito de ficar com uma navezinha pra ele.

Ludismo? – A idéia das máquinas que se voltam contra os humanos que as criaram tem um ludismo naturalmente embutido. Mas pode ser mais complexa e fascinante do que simplesmente ludita. Aí, no final, a sequência com os dois “fantasmas” Six e Baltar me fez ranger os dentes de tão ruim, tão óbvia, tão boba.

O fim da guerra no CIC – No meio do episódio, todos os protagonistas se encontram no CIC, o centro de comando da Galactica. Cavil, Adamas, Kara, Roslin, Hera, Baltar, Six, os Cinco… Todo mundo lá. Uma confraternização bonita de ver. Aí, todo o destino das duas raças se resolve num discurso idiota e simplista do personagem mais mala e sem rumo da série: Baltar. Ele costura uma trégua e gera uma outra cena involuntariamente ridícula: a da reunião dos cinco na banheira (insira sua piada aqui). Dali, você vê Cavil dizendo: “Helllooooo!! Vamos rápido que vocês têm duas civilizações esperando aqui!!!” (patético) e depois aquela cena mal ajambrada da ligação mental com Tyrol estrangulando aquela mala sem alça e acabando com todas as esperanças do fim pacífico da guerra. Tudo fora do tom, ridículo, histérico. Não é a mesma série que eu vi por quatro anos!

Efeitos: LAME!! – Bom. Uma das coisas geniais de Galactica foi a escolha pelos efeitos realistas e naturalistas. Justo no episódio final, mais ambicioso e grandioso (em teoria) tudo caiu por terra. As sequências de efeitos com os Cylons e os humanos iam falhando (fail!!!) a todo momento e quebrando a realidade fictícia que é tão importante.

Saldo final: muito decepcionante. Tudo que eu amei na série parece ter sido esquecido. Parecia o final de uma telenovela brasileira, como tudo sendo (mal) resolvido.

Eu estou escrevendo isso no domingo e tenho certeza que vou lembrar de mais coisas nos próximos dias. Fique à vontade para colocar nos comentários o que VOCÊ não gostou ou, ainda, se você amou e DISCORDA de mim. Fala aí.

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