It all happened before. And it will all happen again.
É verdade. Aconteceu antes. Aconteceu de novo: capítulo final ruim, apressado, simplista, renegando o que fez a série ser tão boa. Decepção total pra mim.
O erro foi anunciado a cada episódio em que, em vez de avançar, a história andava em círculos. Por terem enrolado antes, correram como loucos no final.
Flopou. Fiquei muito decepcionado com a correria, com as pontas mal amarradas, com os efeitos digitais ruins, as soluções arrumadas de acordo com a conveniência dos escritores (ou preguiça deles de pensar em algo melhor).
Houve momentos em que você dava uma risada involuntária e outros em que você simplesmente ficava se perguntando por que aquele personagem fez isso ou aquilo?
Alguns exemplos (com spoilers…) depois da quebra…
Kara Thrace é… – Tire sua própria conclusão, porque nós não tivemos nenhuma idéia legal para explicar isso satisfatoriamente. Tiramos um coelho da cartola e só. Boa sorte. Ridículo.
Apolo decide destuir toda a frota – Sim. Em Galactica, não há decisão tomada do nada. Tudo é o resultado de um confronto de diversas forças políticas. Foi assim por toda a série e, de repente, Apolo toma uma decisã e, como se fosse um rei, todo mundo segue seu plano sem piscar. Ridículo vezes 2. Sem contar que o plano é imbecil e, ainda por cima, Bill Adama tem o direito de ficar com uma navezinha pra ele.
Ludismo? – A idéia das máquinas que se voltam contra os humanos que as criaram tem um ludismo naturalmente embutido. Mas pode ser mais complexa e fascinante do que simplesmente ludita. Aí, no final, a sequência com os dois “fantasmas” Six e Baltar me fez ranger os dentes de tão ruim, tão óbvia, tão boba.
O fim da guerra no CIC – No meio do episódio, todos os protagonistas se encontram no CIC, o centro de comando da Galactica. Cavil, Adamas, Kara, Roslin, Hera, Baltar, Six, os Cinco… Todo mundo lá. Uma confraternização bonita de ver. Aí, todo o destino das duas raças se resolve num discurso idiota e simplista do personagem mais mala e sem rumo da série: Baltar. Ele costura uma trégua e gera uma outra cena involuntariamente ridícula: a da reunião dos cinco na banheira (insira sua piada aqui). Dali, você vê Cavil dizendo: “Helllooooo!! Vamos rápido que vocês têm duas civilizações esperando aqui!!!” (patético) e depois aquela cena mal ajambrada da ligação mental com Tyrol estrangulando aquela mala sem alça e acabando com todas as esperanças do fim pacífico da guerra. Tudo fora do tom, ridículo, histérico. Não é a mesma série que eu vi por quatro anos!
Efeitos: LAME!! – Bom. Uma das coisas geniais de Galactica foi a escolha pelos efeitos realistas e naturalistas. Justo no episódio final, mais ambicioso e grandioso (em teoria) tudo caiu por terra. As sequências de efeitos com os Cylons e os humanos iam falhando (fail!!!) a todo momento e quebrando a realidade fictícia que é tão importante.
Saldo final: muito decepcionante. Tudo que eu amei na série parece ter sido esquecido. Parecia o final de uma telenovela brasileira, como tudo sendo (mal) resolvido.
Eu estou escrevendo isso no domingo e tenho certeza que vou lembrar de mais coisas nos próximos dias. Fique à vontade para colocar nos comentários o que VOCÊ não gostou ou, ainda, se você amou e DISCORDA de mim. Fala aí.
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Alex, fora um tanto de esnobismo presente nas tuas linhas,
“Aí, no final, a sequência com os dois “fantasmas” Six e Baltar me fez ranger os dentes de tão ruim, tão óbvia, tão boba.”
e
“Aí, todo o destino das duas raças se resolve num discurso idiota e simplista do personagem mais mala e sem rumo da série: Baltar.”
————
Nao achei ruim de modo algum os heads no fim com aquele tom ironico, ao ver toda a vida acontecendo de fora do palco principal, sem todos os questionamentos de vidas perdidas, tendo como ponto tao somente a observacao de ciclos vitais e demais transformacoes.
Concordo com a estranheza da decisão de lee ao renegar todo presente em prol de construir algo do zero, e isso tudo ser aceito goela abaixo.
Mas o discurso de baltar na ponte foi pela primeira vez em toda a serie, um discurso desprovido de egoismo. Mostrou o baltar pela primeira vez, essencialmente um cientista, mas afetado com toda ocorrencia de fatos que a head six o fez passar.
Claramente aquela cena jamais seria como a de kill bill, nao pelo menos gratuitamente. E o baltar apareceu no momento exato, e como sempre soube usar uma das coisas que ele mais tem de bom, a sua inteligencia na adaptação a situacoes novas.
Essa inteligencia foi o fator que fez o baltar empreender e ter se movido por toda a serie, e pela primeira vez ele a usava para um bem maior que o egoismo que sempre o fez ser o canalha que era.
Obviamente que houve correria, e portanto algumas cenas ficaram um tanto forçadas, e até mesmo a cena onde a colonia se despedaçaria e seria tragada pela singularidade foi cortada na edição, isso pela falta de tempo, dada a correria.
Contudo o final ficou com um “que” a la spielberg, redondinho, tentando agradar a todos que queriam ver um bom final para toda a jornada deles, e até este momento ainda me sinto bem por ter acompanhado tudo, mesmo o ultimo episodio.
A cena da galatica na boca da colonia, levando pau de todo jeito, e a forçada la me surpreendeu. Quem é fã de videogame como eu, e ja viu dezenas de cenas espaciais em outros filmes, com certeza adorou ter visto a braveza do adama ao entrar com tudo, usar o poderio ao maximo em uma nave toda arrebentada, contra uma colonia de dimensoes enormes.
Ato de bravura e estrategia que qualifica o adama como almirante. Desde o inicio ele avisou que seria uma viagem de ida sem volta, entao ele entrou com tudo que podia na colonia. Achei surpreendente, adorei.
Realmente o ultimo episodio difere do restante da serie, nao pela incoerencia ou problemas em si, mas pela estrutura que foi plenamente de ação, de buscar resultados imediatos sem investigacoes previas.
Houve sim muita correria, mas o que se esperar de uma vespera de batalha? Eu achei que faltou foi mais cena de acao entre vipers e raiders.
Queria era ter visto mais do combate.
No fim ficou realmente estranho o lance da Starbuck. Foi o evento de maior proporção sobrenatural da serie, e considero isso como “o que voce vai ter de engolir”.
Contudo o projeto ficou bacana, e mesmo tendo terminado bem agua com açúcar, nao desmereceu toda a odisseia, nem me trouxe sensação ruim (tanto que assisti o re-run).
Nao me considero fan-boy de modo algum, e pra mim o final seria com todos (centurioes, cylons, humanos e hibridos) co-existindo e vagando pelo espaço em busca de um planeta para colonizar, nos deixando a pensar quais as consequencias e comportamentos de ambas as partes no futuro das raças.
Seria um “final negro” que agradaria aos fãs do scifi puro. Contudo a serie foi feita para uma larga audiencia, justamente o contrario dos nerds insociaveis que até devem assistir aos episodios vestidos com os uniformes dos soldados, completamente a caráter para a “ocasião”.
Entao para preservar a audiencia, e dar aquela sensação de chegada, vitória e alívio, a opção de “tudo beleza” nao só cai bem, como deixa todos de prato cheio.
Houveram problemas? SIM!!!
Mas afinal de contas, existe algo perfeito? Milhões de dólares embutem perfeição seres humanos roteiristas? NÃO!!!
Entao: Saldo positivíssimo. Adorei a saga, e mesmo com seus tropeços, foi memorável.
Então ter uma opinião virou esnobismo? Jura? Bom, é a sua opinião…
Mas o fato é que, pra mim, a grande batalha da história da série foi o sensacional resgate da humanidade frente aos Cylons na terceira temporada. Eu nunca vou esquecer aquilo. A Galactica descendo no planeta para infilitrar os raptors e saltando no último momento foi sensacional. Depois, encarando naves Cylons até ser salva pela Pegasus, me arrepiou até o último fio de cabelo.
Até nisso eu me senti ludibriado nesse final. Era para ser a última grande batalha e, para todos os efeitos, a Galactica escapa… Não sei. Me senti traído em vários níveis.
quando eu disse q ter opiniao é esnobismo ?? apenas que algumas linhas tao meio esnobes, logicamente, na minha opiniao.
ainda concordei com outros pontos seus tb, pode re-ler se quiser.
Ahhhh , voce fala da famosa “manobra adama”…
É realmente o conteudo daquele ep em termos de acao ficou muito mais envolvente.
Contudo estavamos meio afetados pelo final, e queriamos ver como seria a ultima batalha.
Correrias a parte, ainda assim ficou imponente o adama mandando entrar com tudo sem pensar, dentro da colonia… ou tudo ou nada.
Moore deu uma entrevista apos o fim dizendo que a cena da colonia se despedaçar e ser tragada pela singularidade foi retirada, em funcao de falta de tempo mesmo.
Se talvez ele tivesse usado os flashbacks anteriormente, diluidos, mas sem a grande sacanagem que é LOST, teria dado tempo de termos uma batalha de proporcoes maiores. Infelizmente tivemos de nos contentar com aquilo.
Contudo me sinto feliz por ter passado por toda a serie.
Pode ser que pelo ponto de vista de um critico de cinema, que ja está acostumado a ver zilhoes de roteiros e saídas de toda espécie, a serie passe com um gosto menor.
Porem para mim, que nao sou trekkie, nem fanboy, ficou um bom sentimento disso tudo. Nada na vida é 100% né.
Gostei…
E pra mim não tem grandes problemas. O maior – talvez – é a facilidade como os sobreviventes deixaram de lado as tecnologias e resolveram – mole, mole – voltar para um nível tecnológico pré-revolução industrial.
Na boa…
Se vc se sentiu ludibriado é por ter criado suas espectativas. Chegou pra ver o desfecho da série, esperando ver as coisas da forma como vc gostaria que fossem. Mas a vida, não é assim…
Poucas vezes nós discordamos tanto acerca de algo que ambos gostamos nesta medida.
O final de Galactica foi, para mim, magnífico e belo.
Ambos esperamos essa série por muito tempo e a única coisa que eu lamento é que nem todo mundo tenha apreciado tanto quanto eu.
Foi mais do que eu esperava, conversou comigo em diversos níveis e foi coerente com o resto do tratado da natureza humana, do preconceito e do que há de melhor e de pior no Homem.
Eu era apaixonado pela série original e amei toda a série nova.
Agora é marcar de fazer uma maratona de Galactica em uma colônia de férias nerd e bater papo sobre defeitos e qualidades de uma das melhores e mais elaboradas séries que já passou pela telinha da TV.
Também me preocupo com o processo de criação e com a qualidade da obra… no caso de Galactica, contudo, estou imaginando que o que eu vi de fato aconteceu (ainda que numa outra realidade) e que a história não podia ser contada de forma diferente porque foi assim mesmo que aconteceu.
Seja como for, uma coisa todos podemos, creio, afirmar: Foi uma jornada deliciosa!
So say we all!
[Música da Série Clássica Aqui]
Fala Alex,
Realmente você deve ter visto o último episódio com muitas expectativas e vários finais já desenhados na mente. Da minha parte, estou muito feliz com o final e a condução. Não foi perfeito, podia ter levado umas 4 horas que ajudaria bastante a desenvolver os fechamentos de cada personagem que pareciam mesmo corridos nos últimos minutos. Afinal, teve uns 3 episódios pós-motim do Zarek e Gaeta que podiam ser condensados sem problemas (como o patético episódio de retorno da Ellen, embora goste dela como Cylon).
Kara Thrace é um anjo. Assim como o Baltar e a Caprica 6 que aparecem apenas para alguns. Deus sempre foi uma presença marcante na série. A Kara foi a melhor solução Deux Ex Machina que já vi, um uso fantástico de metalinguagem, e como elemento narrativo recorrente da cultura grega tinha mesmo que fazer mesmo parte dessa reinterpretação de BSG! Claro, como a cena ficou pareceu uma saída preguiçosa. Quase como o Ron Moore usando sua clássica tática Klingon, mas em retrospecto gosto mais a cada dia.
A decisão de destruir toda tecnologia não foi só do Apolo. Foi conjunta, ainda que ele tenha dado a idéia (risos). É muito interessante (achei até uma forma incomum de inserir mais um comentário político – à la Ano Zero de Pol Pot – de como as melhores intenções podem levar a decisões estúpidas). E ninguém garante que toda frota seguiu à risca essa medida, alguém pode encontrar algo bastante peculiar num sítio arquiológico e lançar um livro tipo “Eram os Deuses Astronautas”… (gargalhadas insanas)
O Adama pode ter ficado com a nave para dar uma voltinha final com sua garota. Ele mereceu, convenhamos. E pode muito bem ter desmantelado ela sozinho em seguida. Vai saber?
A mensagem ludista no final me agrada. Eu sempre fui muito pessimista com essas engenhocas científicas. A idéia de inteligências artificiais, robôs, nanotecnologia, testes nucleares, simulações de buracos negros e etc. sempre me pareceram humanos brincando de deuses. A montagem final com os robôs e o Jimmy Hendrix não foi muito feliz, mas remete a série original.
Na verdade, tudo nessa reinterpretação em retrospecto foi tão fiel à série original que acho cada vez mais genial sua condução. Tirando todo aquele visual datado, as bobagens infantis e adicionando as neuroses e a linguagem atual. O aspecto religioso, por exemplo, ficou inalterado. Se tiver um tempo, leia depois este artigo e comprove você mesmo:
http://www.michaellorenzen.com/galactica.html
Espero que dentro de alguns anos reveja toda série e mude de opinião. De qualquer forma, acho que podemos concordar que estamos diante de mais uma série que entra com honra na fileira de melhores produções da TV mundial.
sim, a música da série clássica arrancou suspiros no episódio final…
ERRATA para Alexandre Maron:
Me passou despercebido um problema no seu texto, que vamos consertar agora:
Voce escreveu:
“Apolo decide destuir toda a frota – Sim. Em Galactica, não há decisão tomada do nada. Tudo é o resultado de um confronto de diversas forças políticas. Foi assim por toda a série e, de repente, Apolo toma uma decisã e, como se fosse um rei, todo mundo segue seu plano sem piscar. Ridículo vezes 2. Sem contar que o plano é imbecil e, ainda por cima, Bill Adama tem o direito de ficar com uma navezinha pra ele.”
Mas quem disse que Lee foi o “rei”, e que a decisão dele foi do nada?
Assista novamente o episódio, e voce vai ver que ele “sugeriu” isso, ao contrario do Lampkin que queria ter construído uma cidade.
Pouco mais a frente, na conversa dentro da Galactica com Adama, Lampkin, e os cylons ao redor do mapa do mundo, há um discurso do Lampkin que comenta estar surpreso com a aceitação popular em abandonar toda a tecnologia para começar do zero…
Ele fala até que pensou que ia haver um motim entre as pessoas, então adama fala – “Não subestime o desejo das pessoas por um começo do zero, Sr. Lampkin”.
Entao Alexandre, lee sugeriu e a população aceitou. A decisão mais do que nunca foi de cunho totalmente democrático, muito mais até do que qualquer outra decisão tomata previamente, onde existia uma presidência (Roslin) e representantes governamentais.
Assiste isso de novo cara… Tu patinou nessa ae.
Outra coisa que observei é que por incrivel que pareça, analisando friamente a batalha, tudo o que deveria ser mostrado está lá.
Ao contrário da tomada em Caprica 2, a batalha na colonia exigiu MUITO MAIS estratégia do que acao, simplesmente porque a galactica é um grão de arroz perto da colonia. Mostra isso nas cenas la.
O grande problema é que as cenas de batalha, as que tem (e nao AS POUCAS QUE TEM), foram mal dirigidas, e não percebemos os detalhes de onde a nave está situada, nem do começo da batalha em si, que inicia-se na hora em que os raptors são jumpeados de dentro da galactica para um ponto distante, acima da colonia.
O problema é que dirigiram mal mesmo. Timing ruim, tudo rapido demais, e quem assiste está muito emocionado na hora pra ser detalhista, no tão pouco tempo que resta.
Exemplo:
Os raptors jumpeiam de dentro do deck de lançamento da galactica, e apos isso ela sofre uma pequena avaria. Mas na hora que vi, achei que era uma bomba pequena explodindo em uma parte da colonia, quando nao, era a Galactica. O grafismo e a tomada ficaram muito distantes pra que possamos perceber que são Raptors dentro de um deck.
Pelo menos poderiam ter posto uma camera passeando DENTRO do deck, e nao ha quilometros dele.
Ae passa mais umas 3 viradas diferentes de camera mostrando a galactica e os cylons, so depois é que a camera vira pra cima, e mostra o efeito chegada do jump dos Raptors.
……..
E mais a frente a camera faz um passeio pela colonia, chegando em um dos seus tentáculos, revelando a pequena galactica vizinha a varios efeitos de iluminacao resultantes de uma explosao, disfarçando completamente a nave que so aparece em estourando 1 segundo e meio, SE MUITO ISSO.
Ja me deparei com isso no começo dos meus trabalhos com flash para internet.
Do ponto de vista do produtor, ele vê a cena 500 vezes, e sabe onde tudo vai estar, porem o espectador não, entao tem que ser dado um desconto no timing, ou em um passeio mais revelador, ou em mais tempo de take.
Realmente falharam nesse ponto, mas repito, friamente falando, tudo o que deveria ser mostrado está la. Nao faltou nada, e nem temos como comparar a batalha da colonia com a da ocupacao em caprica 2.
As duas tem estrategias e objetivos diferentes.
Assiste de novo Alexandre!!!!!!!!
Outra coisa, eles nao abandonaram tudo. Desceram com a tecnologia necessaria pra sobrevivencia. Veja as caixas sendo desembarcadas la….
Ta tudo no video.
Portanto ao contrario do q vc falou, nao tem nada de RIDICULO.
Agora….. Se voce nao concorda com o direcionamento da HISTORIA, ae é ooooooutra coisa. Mas que no video ta mostrado, tá sim.
Não me leva a mal, mas ta parecendo que voce só leu sobre, ou ouviu falar do episodio, ou entao não o assistiu integralmente.
Pô, Eugenio. Decidir entre jogar toda sua tecnologia fora e mandar milhares de pessoas pelo mundo ao deus dará é uma decisão para um episódio inteiro. Intriga, discussões, viradas de mesa.
Uma das coisas que me fascinou quando essa série começou foi a forma como eles nunca simplificavam as coisas. Precisavam de água, de comida, de combustível, e todos esses assuntos foram sendo discutidos. A cada episódio, eles iam resolvendo esse ou aquele problema. As intrigas, as decisões eram pesadas e tomadas pelos protagonistas após bem urdidas cenas políticas.
O fato é que vocês mesmos estão reconhecendo que o negócio foi feito às pressas. Acho legal que vocês tenham gostado, achado maravilhoso e coisa e tal. Mas toda obra de ficção tem um ritmo, uma linguagem, uma dinâmica de storytelling. Galactica abandonou alguns dos seus parâmetros para concluir tudo em duas horas.
Eu não faço seriados. EU assisto seriados. Muitos. Eu não faria melhor. Eu não sou O cara. O cara é o Ron Moore, que fez uma das melhores séries de ficção científica da história. Mas, usando seu termo, “patinou” na hora de concluir a saga, na minha opinião. Ainda estou na fila para comprar minha caixinha com a quarta temporada e vou guardar minha série com todo o carinho.
Mas The Shield, esse sim foi um dos melhores finais de seriado que eu já vi. Os caras escreveram a temporada com uma noção de temporalidade, de ir distribuindo os acontecimentos e desconstruindo certos conceitos. Foi simplesmente uma aula. Pena que quase ninguém viu. Nem aqui nem nos Estados Unidos.
O final de The Shield é mesmo sensacional, totalmente surpreendente. E em aberto, algo semelhante não funcionária em Battlestar Galactica.
E falando na caixa da quarta temporada de BSG, porque diabos a Universal lançou uma com apenas 12 episódios se são 20 no total? Vai quebrar em duas como malandramente fazem com Grey´s Anatomy e CSI para faturar mais? E BSG Razor, vai sair aqui em DVD?
Não há dúvida que esse pessoal deixou a cargo da minha imaginação boa parte deste fim de série.
Foi mal planejado… precisava de mais tempo.
Acho que dá até pra dizer que o episódio está aquém da linguagem, do ritmo e da qualidade que vimos até então.
Se tivesse sido melhor do que foi eu acharia mais do que “magnífico e belo”.
A jornada valeu, o final eu mais “entendi” do que achei bem executado e boa parte da minha empolgação veio mais da minha capacidade de ser indulgente e imaginativo do que da capacidade técnica dos envolvidos na produção do episódio.
Para quem confere muita importância ao resultado final de cada episódio, não vai ficar muita dúvida de que este é inferior a tantos outros. E, para quem confere tal importância, acontecer isso logo no final pode ser um anti-climax insuportável.
O “está tudo lá” é uma declaração válida. É fato que estava tudo lá…
Eu preferia que estivesse lá de uma outra forma, com mais duas horas de duração, editado da mesma forma competente que vi em outras ocasiões e com efeitos especiais melhores, argumento mais profundo, eventos colossais e um grande trabalho de suspensão de descrença que não me fizesse imaginar tudo o que ocorreu entre a constatação do Lee Adama e a migração de mais de 30mil pessoas para o planeta.
Como eu sou eu, eu concluiria o mesmo que o Lee… mas não é fácil pra muita gente chegar a mesma conclusão que ele (que na verdade não resolve o problema) e imaginar como toda uma população com uma miríade de anseios, seria capaz de optar pelo que acabaram optando.
A ponte entre a conclusão e a decisão não foi exibida. Ficou muita coisa pra processarmos sozinhos, o que aponta para um roteiro que não tinha como se desenrolar nas curtas duas horas do episódio. Responsabilidade de quem era responsável. Não há muita dúvida.
E, apesar de tudo isso, eu gostei MUITO do episódio. Talvez porque o conjunto da obra assim me permita.
Sou um viciado em séries de TV, como muitos aqui, e acho mesmo que poucas vezes se viu algo tão elaborado na telinha como Galactica.
Como eu encaro esta obra da mesma forma que entendo “De Volta para o Futuro” – como um filme só de muito longa metragem – eu tenho a tendência de achar que menos de 5% do filme foi ruim e, por conta disso, no meu entender, o filme foi “magnífico e belo”.
E sim… eu achei perfeito a Starbuck ter desaparecido no final. Simplesmente perfeito.
A jornada subjetiva que Galactica me concedeu foi mais importante pra mim do que uma visão objetiva do episódio final.
E, só uma observação interessante… Vou sentir falta da Margaret Edmondson, a Racetrack, vivida por Leah Cairns, que mesmo morta conseguiu salvar a todos. Gosto de pensar que ela não estava morta ainda.
O mais bacana, no meu entender, é ver como todos nós, tendo ou não gostado do final, amamos tanto Galactica.
Nossa. Eu nem tinha visto o comentário seguinte do Eugênio. Então parece que eu não vi o episódio? Ai…Ninguém merece…
Calma gente, calma. É só uma série de TV (risos)
Para descontrair, Grace Park responde suas dúvidas sobre BSG em:
http://g4tv.com/tgs2008/videos/37319/Grace-Park-Answers-Your-BSG-Questions.html
Realmente concordo com o Alexandre, o final foi muito mal planejado e esteve a milhões de cliques da qualidade da série que foi bestial.
Roberto
Mais um aqui que não gostou do final de BSG. Culpa da própria série, que acostumou mal os espectadores com episódios inteligentes e muito bem desenvolvidos. Nada foi gratuito durante toda a série. Porque teríamos que aceitar isso no final?
A decisão de destruir a frota é ainda mais nonsense levando em consideração o precedente de New Caprica. Isso soou realmente estranho, IMHO.
Não me agradou, infelizmente.
Achei esse site por acaso e gostei das opiniões relatadas aqui… É bem verdade que ficaram muitas pontas soltas no final de Galactica… Mais creio que dois ep. foram poucos para explicar um final, acho que se tivessem feito três ep. o Alexandre e alguns nesse site não teriam ficado tão chateados com a forma que terminou, pois parece que no final depois de tantas batalhas eles fizeram o que os seres humanos mais fazem… Perder para sí mesmos… Aquele final onde aparece supostamente o fossil da familia da Hera indica o fracasso… Mais o cara quiz terminar a serie assim entao que assim seja… a verdade que os produtores e diretores resolveram acabar a série e pronto e nós temos que engolir o que eles fizeram… Mais uma coisa é certa eles mostraram o quanto os seres humanos mesmo com tanta ciencia podem perder para si mesmos e é isso
Abs
São os mesmo produtores do sem sentido seriado da Mulher-Biônica.Querem roteiro que faça sentido?Fala sério.E tem doido tentando justicar o Baltar(personagem que personifica os furos da série).Cara, deve ser por isso que tem tanta religião e culto a despotas psicopatas no mundo.Nego, justifica qualquer merda.