Um prodígio da engenharia chamado Lost

Episódio 3 do quinto ano de Lost. Uau, uau, uaaaau! Será que alguém já fez na história da TV alguma coisa tão elaborada, bem bolada e encaixada como Lost?

Sim, porque, para quem está mais ou menos atento, esses episódios são um show de atenção dos roteiristas ao detalhe. Pecinhas mínimas soltas quatro temporadas atrás vão se encaixando de uma forma incrível.

Por exemplo, quando, láaaaaa na primeira temporada, Locke e Boone acharam o avião. Tudo se explica no episódio 2 do quinto ano, quando Locke é transportado pro momento em que o avião caiu e, ao chegar no local do acidente, toma um tiro de um dos Outros. Hum, então foi por isso que as pernas dele bambearam quando ele se aproximou do avião!! Click. Encaixou. Alpert o salva, entrega pra ele a bussola que, na temporada passada, ele levou até um jovem órfão chamado John Locke para testá-lo. É porque, no episódio dessa semana, Locke pede a ele que faça isso: “Eu vou nascer em dois anos. Vá lá pra conferir”. Click! E isso é só um exemplo.

Tudo vai se encaixando e o storytelling continua fluido. É bom demais. Ver Lost, assim como foi ver Sopranos, é assistir a um pedaço da história da boa TV sendo escrito. Aproveite.

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