Superestimados

As pessoas superestimam os veículos de comunicação feitos no Primeiro Mundo. Estava lendo a cobertura de CNN, New York Times, Times e Guardian. Bom, claro que estava tudo muito melhor do que eu vi nos jornais brasileiros. Mas há muita repetição, sinal de uso intensivo de agências, e falta de imaginação. Os mesmos mapas ruins, nada me explicando como exatamente foi a manobra do piloto que evitou que o avião se desmontasse, por exemplo.

Pra completar, estava lendo o perfil feito pelo Guardian e fiquei impressionado com a ruindade do negócio. Porque, quando um jornalista me escreve um perfil, eu suponho que ele foi a campo, entrevistou pessoas e só vai me trazer as informações mais relevantes. Mas o que se vê é isso:

(…)John and Jane Garcia, neighbours of Sullenberger, were not surprised by the pilot’s nonchalance.

“If you met Sully, you’d understand,” said John. “You’d say, ‘Yep, that’s Sully.'”

“It’s not surprising,” agreed Jane. “He’s a great guy.”

Jura? Nossa, que frases sensacionais. Isso é coisa que nenhum editor poderia deixar sair. Completamente vazio e sem interesse humano ou factual.

Online ou no papel, a cobertura foi medíocre. Sem nenhuma imaginação, diante de um evento impressionante, fascinante, inacreditável. Que pena.

Conte para os amigos!

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