De volta a Londres

Cheguei aqui em Londres na noite de segunda, depois de um vôo miserável de 24 horas, porta a porta, contando o atraso infindável da conexão em Washington.

Bom, pelo menos foi divertido ver toda a parafernália de produtos em torno da posse de Barack Obama. São posters, camisetas, canecas, medalhas, tudo que você pode imaginar. O clima em Washington é mesmo de animação pela mudança.

Mas eu me desvio do assunto. O fato é que, depois de um mês de esbórnia, voltei pra cá. E, por mais que eu tenha os amigos, passo a maior parte do tempo sozinho no meu quarto do dormitório da faculdade. O que não significa que eu esteja entediado. Tenho tanta coisa pra ler e para fazer que o termo tédio é algo distante. Cheguei e finalizei correndo uma apresentação para hoje de manhã. Em seguida, essa apresentação dá origem a um relatório de 5 mil palavras para terça que vem, com um monte de pesquisa adicional. Aí, eu tenho outro relatório de 5 mil palavras para a sexta seguinte e um outro de 3 mil para a outra segunda. E, no meio disso, vou receber novos trabalhos na semana que vem, enquanto finalizo esses. O ritmo das leituras, das aulas e dos trabalhos vai acelerando e as coisas vão ficando mais e mais complexas. Mas é gostoso, não posso negar.

Uma coisa engraçada é que estou tendo de novo uma sensação que tinha começado a desaparecer em dezembro, quando voltei ao Brasil: a sensação de “sentir” cães o tempo todo. Eu estou acostumado a tomar cuidado com meus movimentos, porque os cachorros, bichos dengosos que são, tendem a se abulastrar ao seu redor. O efeito disso é que, para não machucá-los, eu peguei o hábito de sempre olhar ao redor antes de levantas da cadeira. Além disso, todos os barulhos ao meu redor tendem a ser de cachorros. Então eu imagino que o Darwin latiu ou se virou enquanto dorme (ele se encosta numa porta de madeira e faz um barulhão, ai, ai). Então, toda hora acho que aquela bolsa preta no canto é o Darwin. Ou alguma coisa no chão, um sapato, é o Sagan.

Conte para os amigos!

Nenhum Comentário