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Bem-vindo a Gattaca

No meio do noticiário, uma notícia histórica: Nasce menina britânica selecionada para não carregar gene ‘cancerígeno’

Essa é uma aplicação genial da engenharia genética. Claro que temos pela frente mil dilemas. No DVD de Gattaca, o filme de 1998 em que um jovem tenta realizar seus sonhos numa sociedade que discrimina quem não tem os gens certos, há uma sequência que foi cortada do filme mostrando as pessoas que poderiam não ter nascido se as técnicas de discriminação genética estivessem em vigor em seu tempo: de Lincoln a Einstein.

Claro que não é tão simples assim. Se há como, por exemplo, corrigir o problema inibindo a predisposição genética, por que não usar essa possibilidade? Mas, como sempre, é preciso ter práticas definidas e discutidas. É bom ler além do discurso triunfalista de quem tem interesse em ganhar milhões com essas técnicas.

Ao mesmo tempo, alguém sempre vai dizer que a dislexia de Einstein o fez grande. O que é uma discussão inútil e infantil. Afinal, a gente sempre poderia pensar que, sem dislexia, Einstein poderia ter sido ainda maior… Ou não. Quem vai saber?

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Uma resposta para 'Bem-vindo a Gattaca'

  1. Baxt Diz:

    Eh a mesma discussao entre o povo que quer “curar” os autistas e os que nao querem. Tem quem diga que o autismo eh um jeito de ser, ate porque muita gente dentro do espectro de autismo eh perfeitamente funcional. Eu tendo a concordar com os pro autistas (sem exageros nem glamourizacoes, logico).

    Mas se vc for pensar, isso ja nao esta sendo feito ha muito tempo, com ritalins e prozacs? Quantos Augustos dos Anjos, van Goghs e sei la mais quem nao deixaram de existir nas ultimas decadas por causa das drogas psiquiatricas e hoje em dia estao felizes vivendo vidas medianas, em vez de serem genios atormentados?

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