Duas descobertas deliciosas

O fim do ano tem uma coisa muito boa. Listas em todos os cantos do que de melhor se exibiu e produziu nos últimos tempos. Considero uma ótima oportunidade de revisar minha lista de filmes, livros, séries e músicas bacanas. Foi nessa toada que acabei vendo duas pérolas:

Son of Rambow – Delicioso. Nem sei porque demorei semanas para falar desse filme aqui. Ah, lembrei. Um dia antes de vir pro Brasil passar o fim de ano. Um menino sonhador de família ligada a uma religião cristã conservadora (Plymouth Bethren) que abomina tecnologia, nunca viu TV e, um dia, descobre os filmes ao ver Rambo. ELe se junta a um típico garoto-problema (que nunca vê a mãe ou o pai e cujo irmão é um relapso) que sonha virar diretor de cinema para fazer um filme que vai descarregar a genialidade dos dois e exorcizar alguns dos seus demônios pessoais. Os personagens são fantásticos e coloridos. Quem viveu os anos 80 vai curtir o filme ainda mais.

The King of Kong – Um documentário que, inesperadamente, te envolve na absolutamente irrelevante disputa entre dois homens em torno do recorde mundial de… Donkey Kong. Isso. Em pleno ano de 2005, eles disputam quem vai quebrar o recorde. A banalidade do tema gera um documentário divertido, engraçado mesmo. Afinal, não tem como não rir daqueles marmanjos brigando, trapaceando e conspirando por conta do recorde em um jogo de máquina de flipper (os populares arcades, aquelas máquinas nas quais a gente depositava fichinhas para jogar e que, hoje, funciona com cartões magnéticos). É tudo muito bem editado e encaixadinho de um jeito que vc começa a desconfiar da integridade do documentário. A história é a seguinte. Um desempregado da Boeing resolve ocupar suas horas vagas jogando Dokey Kong e, depois de saber qual era o recorde mundial daquele jogo, decide que vai estudar o video-game e alcançar um escore ainda maior. Mas ele não imaginava a máfia formada em torno desse mundinho. E a coisa toda logo vira uma espécie de Rocky Balboa, de Karatê Kid. Tem até música desses filmes embalando o treinamento e os desafios que o “protagonista” enfrenta. Falta agora ver outro filme, chamado Chasing Ghosts, com a mesma turma.

Conte para os amigos!

Nenhum Comentário