Constituição? Ora, temos os termos de uso!

EU sou louco. Passo dias sem blogar e, então, quebrando as regras do bom senso, mando logo uns cinco posts em sequência. Aí, fico mais uns dias sem tocar no bloguinho.

Estava quase fechando a lojinha quando dei de cara com esse artigo interessante do Dan Kennedy, do Guardian. Ele fala sobre como estamos confiando nossa liberdade de expressão a uma única empresa e que o modelo liberal do Google, que, quando pressionado pela justiça local em vários países do mundo, entrega o que for necessário. O Google é muito mais liberal do que certos governos de alguns países nos quais é usado.

Mas não é só isso. Até um jornal que usa, por exemplo, o You Tube, pode se ver em apuros se a empresa considerar que o tal vídeo fere seus termos de uso. E você sabe. Dane-se a constituição. Você abriu mão de ser cidadão, virou consumidor, amigo (eu, de novo, bato nessa tecla). Termos de uso bate fácil na constituição a não ser que você tenha muita determinação e faça um enorme barulho.

É uma questão de modelo de negócio. Eles são bacanas e liberais enquanto isso não lhes cria problemas. E, cá entre nós, eles são uma empresa. Lucro, lembra? O que não podemos é esperar que eles sempre façam a coisa certa.

Conte para os amigos!