Não vote!

Caramba. Muito bom.

Vi W, a cinebio do George W. Bush, dirigida pelo Oliver Stone. Sinceramente? FIcou no meio do caminho. Stone toma o maior cuidado para não demonizar o Bush filho, que ele retrata como um fanfarrão bem intencionado, mas incapaz. Achei a direção de atores equivocada. O Colin Powel do Jeffrey Wright parece mais interpretado por jogador de RPG ao vivo. De onde saiu aquela voz falsificada, meu filho?

A Condolezza Rice de Tandy Newton é uma pamonha que fica apenas fazendo caras e bocas e concordando com tudo. De repente, ela é mesmo uma pamonha. Mas no filme soa como esquete do TV Pirata de tão caricato. Aliás, me ajuda aí, quem foi que disse que a Tandy Newton é gostosa, minha gente? Eu vi Rockenrolla hoje e ela é a gostosa do filme. Hello! Não, não é.

Voltando da digressão, a maquiagem de Elizabeth Banks, que interpreta Laura Bush, é outro desastre. No fim do filme, ela está de camisola na cama ao lado do Bush e só ele envelheceu. Fora uma maquiagem muito tosca para fingir que ela ganhou algumas rugas, a pele do pescoço está lisinha, lisinha. Muita falta de cuidado em um filme feito às pressas.

O filme é fácil de assistir e, em algum ponto, depois da filosofada de botequim do Stone repetir que tudo se resume a birrinhas do Bushinho contra o papai Bushão, que sempre o subestimou (aliás, sensacional o momento em que Bushinho diz que foi “misunderestimated”), você se vê quase torcendo para que o final da história seja feliz. Que ele não leve o país ao colapso financeiro nem nada parecido. Não adianta, claro. Isso aí, povo americano. Don’t vote!

Conte para os amigos!

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