As certezas de cada um

Já se vão alguns dias da publicação do texto sobre o estupro da empregada. Vou deixar assim, pra simplificar.

Daí que muita gente boa achou um absurdo as pessoas acharem que o texto é verdadeiro quando, dizem essas pessoas que eu leio regularmente e que respeito pra caramba, é tão claramente falso. Para esses blogueiros, o texto tem vários sinais que indicam ser ficção.

Pois eu, que coloquei em questão a veracidade do texto alguns posts atrás, discordo completamente. Não acho possível hoje, diante de tudo que se vê e lê, dos absurdos verdadeiros que eu vejo as pessoas cometerem publicamente, saber onde começa a verdade e termina a ficção. Num mundo em que pessoas fazem cada vez mais coisas imbecis diante de câmeras em busca de popularidade ou audiência (inclusive mentir, claro) não vejo como ter certeza de alguma coisa. Prefiro adotar o saudável hábito de, diante do fato, sempre achar que pode ser mentira. Ou não. Afinal, daqui do meu quarto, é difícil saber o contexto de tudo.

Ademais, não foi só burrice ou inaptidão para leitura que fez milhares de pessoas terem acreditado que aquilo era verdade. O texto confundiu as pessoas, porque sua apresentação é… Confusa. Quero dizer, era. Agora vem com advertências da Trip e do autor. Se fosse tão desnecessário assim, para que avisar? Não sei. Talvez seja meu cacoete de jornalista. Mas as coisas têm que ser claras. Se não forem, viram pegadinhas.

Conte para os amigos!

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