Quem te viu, quem não Tevê

Eu cobri TV paga ou aberta por quase uma década da minha vida. Então, podemos dizer que televisão era algo quase onipresente pra mim. Eu vivia com o aparelho ligado e mantive o videocassete (lembra dele?) pra poder gravar programas que passassem quando eu estava no trabalho. Tenho dois aparelhos parados na minha casa no Brasil.

Aí, veio a Época São Paulo e eu confesso que simplesmente parei de ver TV. Fiquei com um certo enjôo, sabe. Agora, aqui em Harrow, no campus da universidade, eu simplesmente estou hesitando quanto a comprar uma TV. Caramba, meu mestrado é em mídia. Como vou me isolar do mundo?

Acontece que eu vou ter que me acostumar. Aqui, você paga um imposto anual, a TV Licence. São 139 libras esterlinas por ano, dinheiro usado para bancar a TV deles. É coisa seríissima. Se eles te pegam de gracinha, cobram uma multa de 1000 libras fora custas de advogado.

Como eu estou chegando de outro país, o custo de ver TV seria essa graninha mais o que eu gastar numa TV. Vi uma de 15 polegadas por 129 libras. Então são 268 libras dentro do meu orçamento apertado em libras, com despesas fixas aqui e no Brasil.

Sinceramente, não está fazendo falta nenhuma. Meu notebook virou minha TV de vez. No Brasil, eu conectava na TV pra ver alguns seriados. Aqui, eu vejo DVDs ou os programas que eu baixo regularmente.

Então é isso. Bye bye TV. Não sinto nem falta de ti.

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