Essa pequena (candidata a vice) é uma parada!

Olha. Uma coisa a gente tem que dizer. Só no Brasil e nos Estados Unidos é que qualquer um pode ser presidente. Aqui a gente teve pessoas como José Sarney, Collor, Itamar e Lula só depois da redemocratização. Não é para qualquer um. Lá vêm Obama e McCain seguidos por Sarah Palin. E Palin, meu filho, já participou até de concurso de miss, como você constata nesse vídeo.

E daí? Ah, mó legal que a eventual “presidenta” dos EUA já desfilou de biquino pra um monte de homens babões. Já foi homenageada por aí e tudo. Ou você acha que o Bush, o Clinton e outros ex-presidentes já alguma vez foram desejados desse jeito, digamos, tão básico?

Estou arrumando a casa

Viajei no sábado, cheguei onte, me instalei e fui comprar algumas coisa pra tornar o quarto habitável. Hoje, tirar identidade, efetivar a inscrição, abrir conta no banco. Amanhã começam as aulas. Acho que não vou ter tempo de pensar muito na maluquice, na correria e nas saudades.

Ah, saudade é diferente. A gente nem pensa, ela fica lá no pano de fundo.

Notei que uma das minhas paranóias, culpa, sei lá, é deixar os cachorros pra trás. Cheguei aqui e dei de cara com uma labradora preta. Tremi na base. Aí notei que era um cruzamento de labrador com alguma outra raça, mas que passaria muito bem por labrador. Uma menina linda, linda. Toda doce. Cadela guia de um dos assistentes aqui da universidade.

Ainda bem que eles não costumam ter malteses…

Garoto de recados

George Bush é isso. Um garoto de recados. Bom. Todo presidente dos Estados Unidos passa por essa terrível constatação. Um presidente de um país como a América, num governo minado pelos lobbies por todo lado, vira um pau mandado. Tem sido assim. Algum governante máximo seria capaz de reverter isso?

Bom. A gente viu que Bush, pelo menos, não é.

Mas é deprimente ver o presidente do país mais poderoso do mundo apresentando um plano cheio de falhas que tem cara de salvador dos “amigos” dele. Não sejamos inocentes. O governo da maior nação capitalista do mundo trabalha lado a lado com o grande capital. Porque seria diferente? Mas esses planos desesperados de salvação do planeta sempre cheiram mal. Parecem perfeitos para, no meio da confusão e do desespero, ajudar quem não merece ser ajudado, mas tem os amigos certos.

Heroes voltou. Continua ruim de dar pena.

Heroes nunca foi genial. Era divertido porque, afinal, fala de super-heróis. Mas misturava tosqueira mal resolvida com momentos bacanas. Sempre foi desigual, é isso. De-si-gu-al. Achei o termo.

A segunda temporada terminou mal. Uma bobajada enorme. O principal motivo dessa ruindade é a total falta de consideração dos escritores com a inteligência do espectador. Os personagens são burros. Agir com inteligência é exceção. Eles não usam os poderes de algum jeito bacana, só tomam as decisões erradas e só fazem burrada.

E sabe por quê?

Querido leitor. Eles fazem burrada o tempo todo porque a série é escrita tendo em mente somente  a grande história planejada pelos roteiristas. Se um personagem precisa fazer algo para avançar a séria na direção da tal trama grandiosa dos roteiristas, ele vai fazer. Mesmo que seja algo que contrarie toda a lógica sobre a qual tal personagem foi construído.

É isso que me faz achar Heroes uma série babaca. Essa sensação de que, toda vez que os escritores esbarram num problema lógico, alguém diz: “dane-se, é uma série de super-heróis. Não precisa de lógica”. Azar o do espectador.

Assim, o Peter Petrelli do futuro, em vez de conversar com seu irmão sobre não revelar ao mundo a existência dos heróis, algo que ele sabe que causará um apocalipse, resolve dar-lhe um tiro. Como assim? “Ah, é uma série de super-herois. Cale a boca e continue assistindo.” As inconsistências vão se empilhando. Nada faz sentido. Tudo, tudo poderia se resolver de formas muito simples. Mas ninguém, nunca, toma uma decisão certa.

Suresh, por exemplo. É o gênio mais burro do mundo. Ele é sagaz o suficiente para inventar um soro fodão em algumas horas, mas imbecil a ponto de testar nele mesmo, no meio das docas de Manhattan. Nada de ambiente controlado, de registros e anotações. Nada de testes em cobaias primeiro. O cara injeta nele mesmo um soro experimental completamente imprevisível. Pode tanto ganhar o poder de subir pelas paredes quanto o de virar um bomba nuclear. Ainda assim, testa completamente às cegas. ELe não está pressionado pelo tempo. Ninguém está morrendo. Não ele é só um perfeito imbecil de carteirinha gold. Não faz sentido. Nada faz nessa série ridícula. Uma afronta à inteligência de quem assiste. E, pior, eu volto pra ver mais! Eu me odeio. Yabu, me ajuda!!!

Por favor, me ajudem!!

A casa caiu. Você deve ter lido por aí. A economia americana sofre uma crise que pode, se não for controlada, ter efeitos capazes de fazer a quebra de 1929 parecer uma festa de debutantes.

Como eu já disse, essa é a era da antecipação, em que nos contam tudo antes do grande acontecimento: fulano está indo, abre a porta, entra no elevador, sai, abre o carro, liga… … chega, entra e diz… tchaãaaa! Oi. Só. Mais nada. Então fica difícil saber onde começa a verdade e onde termina o hype. Algumas pessoas dizem que não é a antecipação vazia. É sim, um tempo em que, como já vimos muitas coisas acontecerem antes, estamos sempre meio que na espera de que algo se repita com algum twist. Na maioria das vezes, tudo fica no mesmo.

Mas me desviei do assunto. O fato é que o presidente George W. Bush foi à TV pedir socorro. Fez um auê que dá bem o tom do desespero: falou que a coisa está muito preta e convocou os dois candidatos à presidência para uma reunião de emergência. As bolsas oscilam e o dolar sobre justo quando eu estou precisando comprar moeda estrangeira! Que lei de Murphy, hein!

Mas o fato é o seguinte. Esse é o mesmo cara que transformou o 11 de Setembro numa desculpa para invadir o Iraque. Ele olhou nos olhos do povo americano (via TV, claro) e disse que o Iraque tinha armas terríveis e estava disposto a usá-las. Era tudo mentira, como se comprovou depois. Você confiaria nele? Compraria um carrinho de brinquedo usado dele? Bush não é Truman nem Roosevelt. Mas um colapso da economia americana é ruim pra todo mundo. Espero que o homem se inspire neles e ache um caminho pra consertar essa burrada…

Estava saindo e olhei para trás

Sexta foi meu último dia como diretor de redação de Época São Paulo. Esta semana, entro em férias e aproveito para resolver os últimos detalhes da minha ida a Londres, no sábado que vem. Na semana que vem, começo o curso.

Foi um dia estranho. Em muitas coisas, igual a vários outros. Mas a cada um que ia embora com o fim do fechamento da edição, vinha um abraço apertado. No fim do dia, sobramos eu e o Furquim, editor de arte. Eu desliguei o computador, peguei minha mochila e ia saindo. Aí me toquei, de um jeito meio bobo, é verdade, que era a última vez que eu fazia aquilo. Olhei para trás uma última vez, saquei o celular e tirei uma foto.

O último ano foi intenso nesses fins definitivos. Estou com 36 anos e acho até que essa sensação demorou pra chegar forte. Saí da casa da minha mãe em 1997. Quando vou lá, reconheço algumas coisas. Mas meu quarto não existe mais. O da Anna, também não. Os móveis mudaram, o piso mudou. Em O Portão, de Roberto Carlos, “Tudo está igual como era antes, quase nada se modificou. Acho que só eu mesmo mudei, e voltei”. Na minha vida, eu, a casa, tudo mudou.

Aqui em SP, me mudei para um apê em 2001 e fiquei lá até dezembro de 2007. FOi quando a “tempestade” se instalou. Mudei de casa, de revista, de redação. Em janeiro, enquanto minha redação nova não ficava pronta, eu me mudei duas vezes de mesa, telefone. Enquanto isso, não tinha casa definitiva, porque a papelada rolava na compra do apartamento novo. Depois, veio a notícia da bolsa de estudos quando a ÉPoca São Paulo já estava engrenada. Ir ou não ir? Tô indo. No meio disso tudo, comprei o apartamento, me mudei em junho e, mal me acostumo com isso, estou indo pra outro lugar. Então, estou aqui organizando as fotos e olhando pra imagens de duas mesas diferentes que não existem mais: a da São Paulo e a da MONET. Olho pra uma foto do Darwin e do Sagan na sala de estar do apartamento que vendemos no ano passado e que foi completamente reformado pelo novo dono. Vejo o Sagan pequenininho no meu velho quarto da casa da minha mãe, que só pertence ao passado. Está tudo novo. Tudo seguindo seu caminho e eu sinto… medo.

Nada é hoje o que foi ontem. E amanhã. Caramba. Como será?

Solte a franga, digo, a força

Desde que eu comprei o Wii, joguei vários jogos interessantes: Zelda, Wii Fit, Guitar Hero, MArio Kart, Super Mario Galaxy…

Mas essa semana me esfalfei jogando Star Wars: The Force UNleashed. Sensacional!! Nunca fiquei tão cansado jogando um videogame, nem jogando Wii Fit! Você realmente precisa dominar os movimentos certos para ganhar os combates mais cabeludos. Precisa lutar com estratégia e precisão. E, se uma pessoa desavisada vir você jogando, vai achar que você é maluco! O ponto fraco é que precisa aturar a câmera mal administrada do jogo. Um desastre total.

No PSP, o jogo parece ser igual. Mas como os movimentos são os convencionais, metade da graça se perde. Sobra a diversão de curtir a história, que é muito boa. Claro que é muito melhor quando você é um expert em Star Wars (eu não sou…). Mas ainda assim, amarra pontas soltas do episódio 3 (o último da trilogia nova) para o 4 (o primeiro de todos os filmes). Jogaço!

Veja o trailer, leia o livro (atualizado)

Recebi o livro A Arte de Correr na Chuva. Fui saber mais sobre ele na Amazon e, como dono de cachorro, fiquei fascinado. Tem cara de best seller forte. Um novo Marley e Eu.

Agora… O trailer de um livro? Uau!

Atualização: O texto é… fraco. Muito fraco. A idéia é adorável, mas o livro é melancolia pura. Quando é melancolia escrita por alguém muito bom, é fascinante. Mas, puxa, não é. Parei na página 40, depois de ficar repetindo pra mim mesmo: “mais um pouco. Não seja chato. É um livro de cachorrinho…” Mas não deu.