Boston Globe: Como os trambiqueiros passam a perna em nós.
Monthly Archives: agosto 2008
A mudança que assusta
No dia 27 de setembro, minha vida vira de cabeça para baixo. Vai ser só por um tempo. FOi a decisão mais difícil da minha vida. Mas era agora ou provavelmente nunca mais. Vou dar mais detalhes quando puder, mas o fato é que estou excitado e apavorado com tantas novidades, tantos riscos, tantas variáveis.
É ou não é?
É. É animação digital.
Olha, o processo é tão complicado que fica difícil acreditar que é tudo artificial. Se bem que não é tuuuudo artificial. Acho que rola um remix de real e criado pelo homem. De qualquer modo, muito legal.
Vi primeiro no De Repente.
O fim. Sim, por favor
Quando o Brasil de Dunga ganhou a Copa América, um amigo jornalista especializado e apaixonado por esportes só conseguiu dizer uma coisa: “Essa vitória vai atrasar a gente anos na preparação para a próxima copa do mundo!”.
Meu amigo se referia ao retrocesso que Dunga significava. Com Parreira, o Brasil ao menos tinha um toque de bola primoroso. Burocrático, chato, mas perfeito. Com Dunga, nada se destaca. É tudo sem graça, sem objetividade, sem nada. Azar o nosso.
Sorte da Argentina, né? O jogo de hoje foi de chorar. Duro de assistir total. O time do Dunga simplesmente não chuta a gol. Pra piorar, quando fomos dominados, começamos a distribuir pancadas. Logo nós que sempre reclamamos dessa tosquice dos argentinos. Tenha dó.
Espero que esse seja o símbolo do fim da era Dunga.
Lembra do Delicado? Esqueça

Eu gostava do Delicado, aquela balinha de goma. Mas odiava. Gostava, mas achava vagabundão, sei lá. No outro dia, uma amiga trouxe uns delicados genéricos e eu comi. Odiei. Mas amei. Aí, semana passada dei de cara com isso, comprei e fiquei alucinado. É muito, muito bom!
Tem uns sabores malucos, meio surpreendentes. Pipoca com manteiga, café com leite, pudim de chocolate, coco… Não chega a ser cera de ouvido, ou pimenta com perna de aranha como as balinhas do Harry Potter. Mas me lembra muito a pegada de sabores insólitos daqueles doces da série.
O que acontece ao redor da notícia
O Cultura Artística pegou fogo. Essa é a notícia. Você leu nos jornais, viu no G1. No Urblog, você conhece a história de Athos, o homem que trabalha no estacionamento em frente ao teatro. Ele sabe que o movimento de carros vai cair e teme perder o emprego. Uma vocação clara do Urblog é contar as histórias das pessoas que cercam o evento principal.
Tosco, mas engenhoso
Valeu, Cris
Falando em estrutura psicológica…
Me parece claro que nossos ginastas, por melhores que cheguem a ser, não tiveram um trabalho adequado para lhes dar estrutura emocional. Resultado? Decepção na hora H, aquela que vale de verdade. Acho injusto submetê-los a todo tipo de treinamento horroroso (acredite, ginástica olímpica é um negócio do demo) sem lhes dar o arcabouço emocional. Quando chega aquele momento crucial, eles simplesmente desabam. Anos de sacrifício e… água.
O centésimo salvador
Depois da vitória do Cielo, o que mais me impressionou foi a gana de Phelps. Até aqui, ele tinha levado tudo fácil. Estava sobrando nas provas. Era como se tudo caísse do céu pra ele por conta de seu talento, da sua genética, do seu preparo milionário do que mais fosse.
Foi quando ele mostrou que tinha mais uma coisinha que todo mundo tinha esquecido que um atleta de primeiro nível precisa ter: garra, muita garra. Ele virou em sétimo lugar. Passou seis oponentes ali, na raça, dando tudo de si e bateu um centésimo antes no placa. Um centésimo. Aí, alguém teve a feliz idéia de fazer a comparação na TV: uma piscada de olhos leva 16 centésimos. Um centésimo.
Quando estava indo pra prova final dos 50 m, Cielo encontrou com Phelps. O americano olhou pra ele e disse: ganhei por um centésimo. Foi com isso na cabeça que Cielo foi nadar sua prova inesquecível.
Da mesma forma, quando vi Emanuel e Ricardo perdendo pros russos por 20 a 18 no segundo set do vôlei de praia masculino, confesso que disse que o jogo estava definido. Eu não acreditei que eles iam conseguir reverter. Os caras foram buscar o resultado com uma determinação incrível. Concetração total, atenção total e, imagino, absoluta confiança na própria capacidade de vencer.
Eu não tenho essa característica. Não sou pessimista, mas sou daqueles que sempre têm plano B pro caso de alguma coisa dar errado. Tem um filme chamado Gattaca, com Ethan Hawke, Jude Law e Uma Thurman, em que dois irmãos tinham a mania de disputar quem ganharia uma prova de nado no mar. O tema do filme era a suposta superioridade de quem teve seu dna engenhado contra as pessoas que nascem da forma convencional. No casos dos irmãos, um foi concebido da forma convencional. O outro foi engenhado. Eles se jogavam na água e nadavam até onde conseguissem. Depois, tinham que voltar. Um deles, o engenhado, quase se afoga. O outro, o normal, o salva. Na areia, depois de salvar a pele do irmão “superior”, ele explica que sempre nadou sem jamais se preocupar com a volta. Tem gente que é assim. Sabe que vai ganhar, sabe que vai conseguir. Não cria plano B, porque só tem uma coisa na cabeça: vencer.
Manhã Olímpica
Sábado. Folga. Tive minha primeira manhã Olímpica. No outro dia, minha tentativa de madrugada olímpica tinha acabado em uma derrota da nossa seleção de vôlei masculino para a Rússia. Ai, ai.
Mas hoje foi diferente. A seleção de futebol masculino ganhou de Camarões, depois a dupla masculina Ricardo e Emanuel suou para superar os russos (e aquele segundo set perdido que eles viraram de forma sensacional, hein?) e o vôlei masculino de quadra nem tomou conhecimento da Polônia. Enquanto isso, mesmo com cinco canais, o SporTV insistia em atrapalhar a minha experiência de ver o jogo de vôlei do Brasil colocando, durante um bom tempo, tudo numa tela dupla em que, numa janela exibia o jogo e, na outra, a luta de boxe do brasileiro Paulo Carvalho. Ele ganhou do ganês que tinha lá pela frente e agora está nas quartas de final. Vai pegar o cubano Yampier Hernandez. Boa sorte.
De extra, vi a final dos 100m rasos e fiquei impressionado. O vencedor, o jamaicano Usain Bolt, tirou o pé no final e, ainda assim, bateu um novo recorde mundial. Depois dessa, só posso ter certeza de que ele vai bater muitos outros. Está claramente se poupando para ir faturando paulatinamente a cada quebra de recorde.
Tudo iss depois da felicidade de ver, ontem, o Cielo ganhar o Ouro nos 50 metros. Legal demais. Nos blogs de ÉPoca sobre a Olimpíada, há duas coisas legais: uma entrevista com Cielo antes da prova, por conta do Brnze nos 100m, e uma galeria fantástica da prova dourada de ontem.