Lista de desejos universal

Tudo que você quer no mundo, você pode comprar na Amazon. Os caras tiveram a manha e a ousadia de criar uma wishlist universal. Fantástico.

O melhor filme de super-herói de todos os tempos

Hoje Batman – O Cavaleiro das Trevas chega aos cinemas, depois de sei lá quantas pré-estréias para convidados, blogueiros, médicos, advogados, vendedores de pipoca, you name it.

Tem resenha demais por aí, então vou ser sucinto e enumerar o que eu achei que vale destacar:

1. A música. Ótima, tensa, onipresente. Ela está lá o tempo todo te arrepiando, criando uma atmosfera de pesadelo
2. O roteiro de estrutura meio fora do padrão. Quando você acha que sabe pra onde o filme está indo, vem uma bola de efeito e te joga em outra direção.
3. Heath Ledger merece cada segundo, byte, centímetro de destaque, mas o elenco todo é ótimo. Do goleiro ao ponta esquerda. Há um monte de atores legais em papéis grandes ou pequenos.
4. Campanha viral sem precedentes. Nesse ponto, a Warner foi genial. Entendeu o tipo de espectador e criou uma estratégia de divulgação que torna o filme onipresente. Só se fala em Batman. Se o filme flopasse (não vai), seria uma decepção completamente incompreensível.

Ah. Tem pontos fracos. São pontuais:

1. Achei legal a idéia de que o Batman distorce a voz, como parte de seu disfarce e para assustar os malfeitores. Hum, boa idéia quando ele apenas tem que dizer frases de efeitos que vão assustar vilões supersticiosos. Mas um desastre quando ele precisa se engajar em algum diálogo. Aí, meu filho, não tem jeito. Me dá vontade de rir.
2. Longo demais. Você sente que algo saiu do trilho lá por volta de 125 minutos de projeção. No entanto, depois, quando o filme se solidifica na sua cabeça, isso é menos incômodo.
3. Não me incomodo com coisas malucas como o Batman saindo misteriosamente de lugares onde sair misteriosamente seria impossível. Mas nesse filme há momentos, sempre com o Coringa no centro, que são furados demais. Como ele consegue explodir a delegacia estando dentro e sai ileso? Como diabos ele soube que as duas barcas teriam aquela divisão perfeita entre civis inocentes e presidiários? E pior: a logística de instalar explosivos ali…
4. O final tem diálogos horríveis e uma sequência com o Batman correndo dos policiais que parece tirada de um filme amador. Ai, ai…

Deve ter mais. Se eu lembrar, vou adicionando aqui. :)

Bem-vindo de volta, Jack

O trailer do filme de 24 Horas que será exibido em novembro na TV americana promete um Jack Bauer em busca de redenção. Depois de fazer todo tipo de atrocidade em nome do presidente absurdo da vez, Jack agora se envolve em uma, hum, causa nobre e humanitária. Quando vier a temporada, será a vez dele ser julgado pelo que fez nas temporadas anteriores. Coisas como decapitar testemunhas, matar pai, amigo, colega de trabalho e terroristas que ameaçavam matar milhões e milhões de pessoas.

O fato é que a era Bush se foi está acabando e a maré mudou. Ou Jack se adapta ou não passa desse ano-dia 7.

É um processo natural. O que era cool, fica meio batido. No início, Bauer era um personagem interessante, o homem incorruptível, com caráter de aço. Depois, enquanto suas façanhas iam ficando mais absurdas, ele ia ficando engraçado, em vez de dramático. Agora, corre o risco de virar pastiche. Só vendo.

Dr. Horrible’s Sing Along Blog

Joss Whedon é o cara.

Corra e divirta-se com sua nova empreitada: um musical em três atos protagonizado por um aspirante a vilão. Tudo que ele quer é dominar o mundo para, então, poder ter o coração da mocinha. É uma ode ao mundo nerd. Afinal, nosso malfeitor não passa de um geek tentando arrancar sua amada das mãos do galã fortão. No elenco: o malvado hesitante Neal Patrick Harris (How I Met Your Mother) e o herói babaca Nathan Fillion (Firefly e Desperate Housewives). Harris, aliás, é bom demais. Depois de fazer um womanizer virar a principal atração de HIMYM, agora faz um vilão deliciosamente adorável.

Só vai estar no ar de graça até o dia 20 de julho (vendido na Itunes Music Store por R$ 1.99, para quem tem cartão com sede fiscal nos EUA). Depois… Bom, depois só comprando o DVD ou baixando mediante um pagamento simbólico.

Dê uma espiada

O omelete coloca, dentro do especial Watchmen, o primeiro trailer.

Atualizado: Tem mais opções no site da Apple

A música é The Beginning Is the End Is the Beginning, do Smashing Pumpkins

Dois caminhos…

Daniel Dantas e Jorge Paulo Lemman e a troca de guarda no capitalismo brasileiro. Texto fantástico do Elio Gaspari:

Daniel Dantas poderia ter criado uma AmBev, mas preferiu ficar no regaço do governo. A turma da InBev trata o mínimo possível com os Poderes. São profissionais agressivos e têm uma enorme capacidade de agradar os acionistas. Nos últimos anos, quem comprou ações de suas cervejarias ganhou muito mais dinheiro que a bancada dos títulos públicos.
Faz tempo que a garotada que entra no mercado de trabalho procura evitar atividades que dependam da palavra de burocratas. Numa mesma semana, Daniel Dantas e a turma da AmBev ensinaram que um dos caminhos inclui o risco da cadeia. O outro oferece o sucesso.

Gimmick

A música é linda. O clipe é um arraso (viu o making of?). Mas é gimmick, nada menos.

Mas o Radiohead não anda muito marketeiro, não?

Ok, ok. Os fãs vão dizer que eles são gênios brincando com as novas possibilidades tecnológicas. Mas, pro cético aqui, nada vem de graça nem surge do oxigênio do ar.

De qualquer modo, clipes não passam de comerciais glorificados. São uma forma de promover sua música e seu disco. So, what the hell?

E, afinal, como eu já disse, o resultado final é um arraso.

Escolha importante

Na hora de ensinar como se ouve um podcast, o Estado de São Paulo recorreu ao melhor exemplo possível

Gaiman

Sem enrolação

Neil Gaiman, da Globo News, via Carreira Solo

Eu tenho que tomar vergonha e colocar online as entrevistas em áudio que eu tenho. Prometo resolver isso…

A dura vida de um arrasa quarteirão-online

O Google está sob ataque. Não é só o Google, claro. Todas as grandes empresas com presença online convivem com ataques corriqueiros de hackers. As grandes, no entanto, enfrentam oponentes mais espertos ou ousados ou seja lá que termo você queira usar, sei lá.

Alguns dias atrás, surgiu uma suástica no Google Trends. Os engenheiros do Google tiraram, claro.

Agora, surgiu um texto de cabeça para baixo: “fuck you google”. O que virá a seguir?