Celular na mão, gastando sola de sapato

Blogs, em geral, são feitos numa sala, numa cafeteria, numa lan house. Foram feitos assim nos últimos tempos, mas isso não precisa ser uma regra.

No final do ano passado, eu comprei um N95, celular com câmera de video, câmera fotográfica, microfone, internet rápida e o escambau (Importante: comprei o celular do meu bolso. Não recebo nenhum tostão da Nokia, viu?). Fiz alguns testes, quebrei a cabeça e montei meu kit de repórter móvel (só para descobrir que já tinham feito isso antes, podia ter economizado tempo e dinheiro).

Eu estava assumindo o projeto de criação da Época São Paulo e queria muito criar um blog com sabor de rua. Juntamos as duas coisas e inventamos o Urblog. Conseguimos um patrocinador (a Nokia) e colocamos o negócio no ar no último sábado.

A idéia é simples. Uma jornalista sai por aí de ônibus, de trem, de metrô. Ali na hora, ela escolhe um assunto legal, um personagem, uma curiosidade, um momento. Ela filma, fotografa, ela grava uma entrevista em áudio. Dali ela posta direto no blog usando, se precisar, um teclado portátil. Dali saem histórias da cidade. É jornalismo móvel na veia, facilitado pela tecnologia, mas sempre jornalismo.

É claro que a repórter Juliana Villas tem que ler jornal e se informar. Isso ajuda na escolha do caminho do dia. Mas o blog não corre atrás da notícia quente, do hard news. Corre atrás de personagens e situações. Tem que ter faro, tem que estar com o olhar atento.

E o celular é só um facilitador. Um instrumento importante mas que não faz a pauta, não faz história. Em alguns momentos, o que importa é o repórter estar ali. Não vai tirar foto, nem conseguir o audio perfeito. Vai só contar uma história e pronto. Direto da rua.

Conte para os amigos!