Eu vi quase duas semanas atrás e me esqueci de comentar. O motivo do esquecimento, obviamente, é a mornice do piloto. Fringe pode virar uma série legal. Pode mesmo. Tem potencial. Mas o piloto é medíocre, sem punch, sem ritmo. Todo piloto sonha ser o piloto de Lost. Soco no estômago. Estabelecendo premissas, deixando questões e gostinho de quero mais. Sensacional. Fringe não é nada disso, mesmo sendo cria do mesmo cérebro. No longo curso, pode ter episódios geniais, pode mandar muito bem. Mas o piloto é meia bomba. Simples assim.
Monthly Archives: junho 2008
Seis meses depois
Mais ou menos seis meses atrás eu me mudei para um apartamento temporário enquanto esperava a papelada do meu financiamento na Caixa Econômica Federal se resolver. As coisas se complicaram e eu tive que desfazer o negócio. Recomecei do zero a busca por um apartamento e acabei comprando outro imóvel no mesmo prédio do primeiro.
Nesse meio tempo, ficamos dividindo o apartamento com um amigo. Maior medão de dar errado, mas o Daniel, nosso roomate, é um cara tranquilo. Tudo podia ter dado errado dada a convivência com os nossos cachorros e os dele. Só que foi, fora os pelos e as babas, um período divertido. Sinto que entrei no apartamento com uma amizade e acabamos virando uma pequena família. Vou realmente sentir falta das nossas conversas de fim de noite e dos passeios noturnos com o Darwin e a Paçoca. Mas a vida segue seu rumo.
No dia 23 de junho de 2008, entrei oficialmente no apartamento. Ainda tinha cheiro de tinta, estava uma zona, mas já era o meu novo espaço. O lugar onde eu planejo viver pelo menos pela próxima década.
Estou esgotado depois de emendar o fechamento do número três da Época São Paulo com essa reforma-mudança e ainda alguns problemas pessoais. No meio disso tudo, acabei, pela primeira vez em anos, não indo nenhum dia ao Fashion Week. Mas, realmente, minha vida virou de cabeça pra baixo.
No meu primeiro fim-de-semana instalado, fiquei consertando um monte de pequenas coisas, arrumando meu escritório, jogando coisas e mais coisas fora. Começa a ficar com jeito e gosto de casa. Depois de tanto tempo, temos teto novamente. E tudo parece ter rolado num piscar de olhos. Esse é o defeito e, ao mesmo tempo, a virtude do passado. É mais fácil rir das dificuldades que já foram. O presente, no entanto, com suas reviravoltas, com suas escolhas muitas vezes traiçoeiras, é o que nos consome. No presente, eu perco noites de sono, assaltado pelo estresse. O passado vai sendo comprimido, ajuntado, transformado numa grande massa de lembranças.
Eu olho para trás e mal consigo lembrar dos meus anos de faculdade. Das minhas experiências em outros empregos. Tudo vira um resumo com poucos detalhes. Os nomes, os dias vão perdendo o peso. E a gente segue em frente sem olhar para trás. Ao mesmo tempo, eu lembro com riqueza de detalhes de momentos da minha infância. É como se, depois de uma certa idade, eu tivesse entrado em um modo de apreensão do mundo e da realidade que é menos atento, menos ligado. Enquanto que, na minha infância e parte da adolescência, eu estava atento a tudo.
Sei lá. É meu primeiro post sentado na nova escrivaninha do novo apartamento. Você me perdoa a digressão?
Wall-E
Melhor.
Filme.
Do Ano.
Você vai torcer por uma barata. Vai. Juro.
Corra.
Atualização: O filme sobreviveu ao cinema. Explico. Peguei uma sessão de 21h30 no Iguatemi. Só tinha cópia dublada. Aí, noto que, numa sessão de 21h30, havia um monte de pais levando filhos pequenos. E, claro, não conseguem dar limite aos filhos. A molecada falava o tempo todo, fazia perguntas, pulava na cadeira e batia na minha poltrona. Um inferno.
Cada vez mais eu sinto que meus dias de sala escura estão perto do fim. Não dá mais…
Silêncio no rádio
Pois é. De repente, o blog ficou meio abandonado. Silêncio de vários dias… Os últimos seis meses da minha vida têm sido uma bagunça só. Eu saí de um apartamento em dezembro achando que entraria em outro em não mais do que dois meses e o que aconteceu foi que só me mudei na semana passada. Foi uma via crucis, mas finalmente estou instalado.
De dezembro pra cá, mudei de revista, de casa, de vida de tudo. É meio assustador ficar sem referências, mas é como as coisas estão funcionando para mim. Estou meio que tentando me encontrar, restabelecer, mas não é fácil.
De casa nova, vida nova, espero falar mais por aqui. Vamos ver…
Inesquecível
Estava vendo o Fantástico hoje e dei de cara com um anúncio do novo site da rede Globo, o Memória Globo. Muito legal, cheio de depoimentos. Mas, acima de tudo, com coisas clássicas como os vídeos da eleição de 1989. Sim, aquele tal do debate entre Lula e Collor. Bola dentro total.
Falsa modéstia
Katherine Heigl retirou seu nome da disputa pelo Emmy este ano dizendo que, como não teve um texto bom o suficiente, não tinha como competir. Além disso, não queria tirar a chance de outra pessoa. Ela interpreta a dra. Izzie em Grey´s Anatomy.
Desde que a entrevistei uns anos atrás, numa visita ao set da série, achei ela meio babaquinha. Nos dois últimos anos, ela conseguiu piorar! Que tipo de pessoa faz uma declaração dessas, insinuando que seus colegas roteiristas não fizeram um bom trabalho? Caramba. Se eu fosse escritor dessa série, iria submeter Izzie a todo tipo de situação ridícula, destruir a personagem completamente e chutar o balde. Todo mundo sabe que, para o público médio, não há muita diferença entre a atriz e o personagem que ela interpreta.
Essa menina, até uns quatro, cinco anos atrás, estava desempregada e quase desistindo de esperar uma boa chance. Tá com um cheiro forte de David Caruso no ar. Será que ela vai botar tudo a perder?
Carrie e cia
Um monte de gente reclamou da duração de Sex and the City. Acho que a história é banal e o final é bobo. Mas uma das delícias de qualquer seriado, depois de algum tempo, é saber como vai a vida de fulano. É meu espírito voyeur mesmo.
Quanto à duração. Bobagem. Pra muita gente, SatC nunva teve 20 e poucos minutos (sem comerciais). Sempre teve duas horas e tanto. Quem comprou os DVDs assistia cinco, seis episódios seguidos. Esse problema de duração é uma bobagem.
Valeu me ingresso e, embora não seja genial, eu me diverti. O dois será melhor.
Eu quero acreditar que vai ser bom
Arquivo X volta nos moldes de Sex and the City: o filme do cinema retoma as vidas dos personagens alguns anos depois. Não é uma releitura. É uma revisita ao universo da série, com os mesmos atores. Será que vai ser bom? O trailer está lá fora.
Troca-troca
Aliás… Alguém tem alguma história de Iphone trocado pra contar?
Aquela noite em que tinha cinco Iphones na mesa e você levou o errado pra casa…
Começou a melhorar
O Cris gosta de dizer que eu sou duas coisas: anti-Apple e Nokia-Boy.
São brincadeiras, claro, mas não podiam estar mais longe da verdade. Não odeio a Apple. O que eu nunca suportei foi a cegueira apaixonada dos donos de computadores da marca. A mesma coisa como ipod. É lindo, é bacana, mas nunca foi o melhor media player portátil do mercado.
Quando saiu o iphone no ano passado, eu fiquei estupefato com a forma como todo mundo comprou a balela de que era o melhor telefone do universo, quando, foi mal aí, não era. Sorry, fellas.
Em menos de um ano, o iphone cortou o preço à metade. Um ano! Então, amigos, tio Jobs está agressivamente atacando esse mercado. A julgar pela forma como todos os meus amigos geeks estão comprando iphones (todos sem 3G…), a coisa está funcionando. Ah, claro. Os iphones são um must entre publicitários também. Todo mundo com seu aparelhinho bonitinho nas mãos. Todos com o mesmo aparelho. Igual. No máximo uma daquelas capinhas horrorosas que servem para uma tentativa desesperada do dono de dar algum toque de personalidade a um produto que todo mundo no seu círculo de amigos tem igual.
Com o novo modelo, a Apple chegou, agora sim, perto da perfeição telefonística. Eu acho uma piada você lançar um telefone como aquele sem 3G. Aí, os geeks, os que dão real valor ao 3G, compram mesmo assim e agora têm um celular que… que… Bom, você sabe. Não é 3G.
O novo celular é menor, mais leve, mais rápido, tem 3G e, uh!, joguinhos. E são coisas muito, muito legais. Olha, acho que em mais uns dois anos, eu posso até comprar um iphone 4.0, quando ele vai estar perfeito.
Ah! Que mala. Se o iphone não é o melhor celular do sistema solar, quel seria então? E eu sei? Minha proposta nunca foi dizer que este ou aquele ceular é o melhor. Eu só queria abrir o olho da garotada. Don´t believe the hype. Só isso.